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Pedro Albeirice escreveu o livro ‘Judithiário: Do mineirês ao papa-goiabas’ para homenagear a mãe

Matéria publicada em 30 de outubro de 2019, 07:30 horas

 


Volta Redonda – A ideia começou assim… Doze irmãos vivos e que sempre tiveram a atenção despertada pela maneira peculiar da “gente mineira” e, em especial, a mãe, ao conversar. Registrar um pouco dessas expressões foi uma ideia surgida nos anos 1990, que foi amadurecendo e acabou virando um livro. Pedro Albeirice escreveu “Judithiário: Do mineirês ao papa-goiabas” e teve o privilégio de lançá-lo na casa de seus pais esse ano, em Volta Redonda, no bairro Ponte Alta. Sua mãe, a Judith do Judithiário, está com 85 anos e pode participar de tudo.
Pedro Albeirice da Rocha é Doutor em Teoria da Literatura, tem 59 anos e, atualmente, reside em Araguaína (TO), mas, sua cidade natal é Volta Redonda.
Segundo ele, “Judithiário: Do mineirês ao papa-goiabas” é um “dicionário” de expressões utilizadas por sua mãe. As expressões estão no limite entre as costumeiramente mineiras e aquelas que ela mesma foi inventando e adaptando.
– Nas explicações dos verbetes do “dicionário”, aproveito para utilizar o gênero memorialístico, as lembranças são todas voltarredondenses, onde residi de 1960 a 1981. O título é uma homenagem à minha mãe, Judith Albeirice da Rocha. “Do mineirês ao papa-goiabas” homenageia a trajetória dela e de tantos outros mineiros que deixaram suas cidades em Minas para tornar realidade o sonho de construir Volta Redonda – conta.
Ele diz que a obra “Judithiário: Do mineirês ao papa-goiabas” é a de número 27 em sua trajetória.
– Mas é o primeiro que enfoca a minha terra natal, uma vez que saí da Cidade do Aço em 1981, tornando-me um cidadão do mundo. Residi em Santa Catarina de 1981 a 2004 e estou no Tocantins desde então, como professor da Universidade Federal (UFT), onde já fui coordenador de curso, diretor de campus e pró-reitor. Atualmente, dedico-me ao ensino, pesquisa e extensão, fora das lides da gestão – diz.
“Judithiário: Do mineirês ao papa-goiabas” saiu pela editora Veloso e possui 70 páginas.
– É um livro para todos os públicos, pois aborda o jeito simples e criativo do mineiro falar, é uma homenagem à minha mãe e a esse povo maravilhoso que tanto fez e faz pelo sul do Estado do Rio de Janeiro – afirma, ressaltando que o livro foi escrito em dois meses, mas passou mais de vinte anos em sua mente. “Dois anos antes de escrevê-lo, passei a fazer anotações em minha agenda, com os termos que minha mãe utilizava. Finalmente, sentei e o escrevi”.

Homenagem: Livro é um ‘dicionário’ de expressões utilizadas por dona Judith (Foto: Paulo Dimas)

Paixão

Pedro Albeirice conta que a paixão por livros nasceu em um barraco do bairro 249, em Volta Redonda, com o incentivo de seu pai, que era metalúrgico e amava a leitura.
– Quanto a escrever, a paixão nasceu no Colégio Getúlio Vargas, da Fevre, com professores marcantes, dentre os quais destaco Flavínia Viana Marchi e Maria das Graças Rocha Pedroza. Meus professores são meus heróis – fala.
Desde a adolescência Pedro colecionava poemas e crônicas. Mas, seu primeiro livro foi “Tubarão 74-A Catástrofe”, editado em Tubarão (SC) em seu primeiro ano por lá.
– Além de cursar Letras (UBM e UNIFAA, Barra Mansa e Valença), graduei-me em Pedagogia, cursei cinco especializações, dois mestrados (Literatura Brasileira e Linguística Espanhola), um doutorado (Teoria da Literatura) e o pós-doutorado em Tradução Literária (Universidade de Malta). O meu trabalho literário inclui conto, romance, crônica, memória, poesia e literatura infantil – finaliza.

 

 

Serviço

O livro ‘Judithiário: Do mineirês ao papa-goiabas’ é vendido através do site da Editora Veloso (https://livrariaveloso.lojaintegrada.com.br/).


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