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Rádio MEC FM do Rio muda frequência e chega melhor ao ouvinte da música clássica

Matéria publicada em 13 de maio de 2015, 06:03 horas

 


A partir dessa semana, os ouvintes da Rádio MEC FM do Rio de Janeiro terão que avançar um pouco no dial ou na digitação para sintonizar a única emissora da cidade dedicada essencialmente à música clássica. A data marca ainda os 32 anos do início de suas transmissões, e a MEC FM deixa os tradicionais 98.9 megahertz (MHz) e passa a operar em 99.3 MHz. As informações são da Agência Brasil.

É o maior deslocamento de sintonia entre as estações que tiveram suas frequências alteradas nos últimos anos, atendendo à determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de possibilitar a ampliação do número de rádios na banda FM no Rio de Janeiro. A medida atingiu outras três emissoras de grande porte na cidade, e chega agora à MEC FM, a última das grandes a fazer a migração. A MEC FM do Rio é uma emissora do sistema de rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

– No nosso caso, a mudança de frequência também abre espaço para as rádios comunitárias do Rio, que passarão a ter um canal oficial, ocupando a frequência de 98,7 MHz, um pouquinho abaixo daquela que a gente ocupava – explica o coordenador da MEC FM, Thiago Regotto. O mais importante, segundo ele, é que a alteração de frequência vem acompanhada de um aumento na potência da emissora.

– A rádio sai dos 20 Kw [kilowatts] e passa a operar em 35 Kw. Para quem ouve música clássica isso é o máximo. Você consegue ouvir com um som estéreo digital de altíssima qualidade, sem interferências, um som contínuo – comemora Thiago Regotto. Ele estima que outros municípios fluminenses, como os das regiões metropolitana, serrana e dos lagos, se beneficiem com a mudança.

– Nós esperamos que melhore, porque mudamos a frequência, mas não o posicionamento da antena, que continua no mesmo lugar, e vamos operar com uma potência maior – fala.

Na região metropolitana do Rio, a preocupação do coordenador da MEC FM é com relação às rádios piratas.

– As rádios comunitárias que estiverem operando legalmente em 98,7 MHz não vão afetar a MEC nos seus 99,3 MHz. A questão é que existem rádios piratas e elas interferem muito no nosso sinal hoje em dia. Cabe à Anatel tomar providências para fechar essas rádios – disse Thiago.

Já com as rádios comunitárias devidamente legalizadas, a aposta é a de uma boa convivência.

– Hoje já enviamos conteúdos para rádios públicas, educativas e comunitárias de outras cidades, tentando fazer uma rede horizontal, em que as emissoras podem usar o que quiserem. A troca é muito saudável. E estamos abertos ao que essas rádios tiverem para contribuir com a nossa programação – disse o coordenador da rádio.

Ao longo desses 32 anos, a MEC FM vem dedicando quase a totalidade de sua grade de programação à música de concerto, com janelas de jazz, choro e música instrumental.

A programação diária também inclui agendas culturais, com destaque para os eventos musicais e de artes, que, em geral, ocorrem na cidade e também fora do Rio de Janeiro. Fazem parte da grade programas históricos, como o Ópera Completa, há mais de 50 anos no ar; o Música e Músicos do Brasil e o Momento de Jazz.


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Um comentário

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    O assunto interferência no espectro da banda, é interessante e muito sério. Realmente, tudo aquilo que não é legalizado, tende a causar prejuízo ou dano a outrem.

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