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Salas de cinemas da região estão sem receita e vivendo numa incerteza de dias melhores

Matéria publicada em 20 de julho de 2020, 19:10 horas

 


Volta Redonda – Salas de cinemas da região e de todo país estão há quatro meses sem receber nenhum público e somando os prejuízos causados pelas interrupções de suas atividades. O novo coronavírus pegou de surpresa este setor cultural, deixando salas fechadas e impedindo que diversos lançamentos de filmes acontecessem.

De acordo com o diretor da rede de cinemas Cine Show, Raymundo Pinto, a pandemia afetou o seu negócio de forma total e suas salas estão sem funcionar e sem nenhuma receita. E entre as medidas tomadas em relação aos funcionários, Raymundo ressaltou que com a paralização das atividades, a rede de cinema optou por fazer algumas mudanças no quadro.

– Em sua maioria, fizemos a suspensão temporária do contrato de trabalho e, em alguns casos, a redução da jornada, amparados nas medidas protetivas e sociais do Governo – disse.

Otimista, o diretor ainda acredita em uma possível liberação dos cinemas ainda este ano.

– Inicialmente a reabertura estava estimada para fim de julho, depois para meados de agosto, e agora se projeta para setembro. Ou seja, vivemos numa incerteza, mas acreditamos que ainda este ano estaremos retomando nossas atividades – declarou, otimista.

Segundo o diretor, com o objetivo de amenizar o prejuízo causado pela interrupção dos filmes em decorrência da pandemia, diversas medidas foram tomadas.

– Inicialmente negociamos com todos os nossos fornecedores o escalonamento de nossos compromissos financeiros, em paralelo, estamos nos habilitando a linhas de crédito para capital de giro, a fim de suportarmos o atual momento – explicou.

Drive-in

Raymundo Pinto admitiu que a rede de cinema que representa já pensou na possibilidade de exibir filmes em drive-in, mas devido ao investimento necessário a ideia não foi adiante na região.

– Estamos com uma experiência em Santa Catarina, porém, por só termos acesso a filmes antigos, a frequência tem sido muito baixa. Qualquer iniciativa para abertura de drive-in implica em grandes investimentos, e neste momento não vale a pena qualquer risco – lamentou.

Raymundo admitiu que é possível reabrir as salas de cinema mesmo tomando as medidas preventivas contra o coronavírus. “Não vejo nenhum problema nisso e estamos participando de diversos comitês do nosso seguimento, procurando uniformizar os procedimentos de segurança, para que na reabertura das salas nosso público se sinta seguro em estar de volta ao cinema. Pesquisas indicam que há um grande número de pessoas ansiosas para voltar a frequentar os cinemas”, admitiu o diretor.

 

Júlio Amaral


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