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Scarlett Johansson e ‘A Vigilante do Amanhã’

Matéria publicada em 30 de março de 2017, 08:20 horas

 


Recriação do anime simplifica a trama e a filosofia do original

“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell” com Scarlett Johansson é a principal novidade nos cinemas esta semana. O filme, do diretor Rupert Sanders, é uma versão com atores do anime “Ghost in the Shell” que por sua vez era baseado em uma história em quadrinhos (mangá) japonesa. “Ghost in the Shell” foi a resposta nipônica ao “Caçador de Androides” do Ridley Scott. Uma trama policial passada em um futuro onde a tecnologia permite criar robôs com forma humana fisicamente perfeitos. Um desses robôs, com forma feminina, ajuda a polícia a controlar terroristas. Até começar a duvidar do propósito de seus criadores humanos.

Na versão com atores a história foi simplificada ao nível de um “Batman vs Superman”, mas as cenas de ação são espetaculares. A megalópole do futuro foi recriada com a competência que se espera dos modernos cenógrafos e técnicos de efeitos especiais. A interpretação da Scarlett Johansson foi considerada um tanto mecânica. Mas, afinal, ela interpreta uma mulher robotizada e não pode demonstrar muitas emoções.

Johansson é Major, uma mulher que teve o corpo destruído em um terrível acidente. Ela é reconstruída com partes biônicas, e vira uma androide com habilidades sobre-humanas. Como a “Mulher Biônica” daquele seriado dos anos 70, Major passa a trabalhar para a polícia antiterrorismo ao lado do detetive Batou (Pilou Asbaek). A principal ameaça é que os terroristas do futuro adquiriram a capacidade de copiar informações da mente das pessoas e até controlá-las. Major começa a eliminar seus adversários de modo implacável até descobrir uma verdade oculta.

Sua vida não foi salva pela cirurgia biônica, na verdade ela é uma vítima das experiências para criar um super soldado. Ou seja, a mesma ideia por trás das histórias do Wolverine, que por sinal ainda continua em cartaz nos cinemas. A mulher biônica parte então para descobrir a verdade sobre o seu passado, e sobre as pessoas que transplantaram seu cérebro para um corpo biônico.

Para quem gosta de ação descerebrada o filme é perfeito. Só não deve ser comparado ao anime original. A trama do desenho era bem mais complexa, e envolvia uma inteligência artificial que adquiria autoconsciência. E tentava produzir um corpo para se integrar a humanidade. Era a versão japonesa da singularidade tecnológica, o momento em que as máquinas se tornam mais inteligentes do que seus criadores. Essa temática deve ter sido considerada complexa demais para as plateias ocidentais. Daí a versão mais simples com a Scarlett Johansson.

Ação: Scarlett Johansson é a mulher biônica

Ação: Scarlett Johansson é a mulher biônica

Mais filmes

Para as crianças tem o desenho animado “O Poderoso Chefinho”. Sobre um bebê superinteligente que usa terno e gravata e tenta assumir o controle de uma empresa. A ideia foi tirada de um livro de fotografia com crianças desempenhando papéis de adultos. Para quem já viu a nova Bela e a Fera pode ser uma opção.

No Gacemss tem um novo filme francês com uma história mais simples, mais real e humana. “Insubstituível” conta a história de um médico do interior de um tipo que não se encontra mais hoje em dia. Pelo menos aqui no Brasil. François Cluzet é o doutor Jean Pierre Werner, que trabalha em uma região remota do interior da França. Ele atende seus clientes em fazendas isoladas e na pequena cidadezinha. Sempre oferecendo uma palavra de consolo e encontrando o remédio ideal para os males de cada um. As pessoas não sabem que o doutor Werner é um homem doente, sofrendo de um tipo de câncer.

Quando seu estado de saúde piora o governo envia uma jovem médica para substituí-lo. Marianne Denicourt é a doutora Delezia que descobre um novo mundo, diferente da vida nos hospitais da cidade. O título francês é “Medicina de Campanha” e o filme concorreu ao Oscar do cinema francês.

Francês: A vida do médico do interior

Francês: A vida do médico do interior

Por Jorge Luiz Calife

jorge.calife@diariodovale.com.br


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4 comentários

  1. Avatar

    O filme tem um visual deslumbrante! Apesar de não apresentar todas as complexidades do mangá e do anime originais, é uma adaptação muito boa, talvez a melhor já feita de uma obra japonesa. Vale a pena assistir. Uma pena que está fracassando nas bilheterias…

  2. Avatar

    AO VIVO É UMA M.

  3. Avatar

    Loira ou morena, sempre muito linda…

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