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Séries para ver durante a quarentena

Matéria publicada em 7 de julho de 2020, 08:00 horas

 


Ao contrário das novelas, os seriados podem ser vistos e revistos a qualquer hora

Com os cinemas fechados, uma opção de lazer são os seriados da televisão. As séries contam histórias tão longas quanto as das tradicionais novelas. Mas, com uma vantagem. Os canais de streaming oferecem as várias temporadas dos seriados para que o espectador possa acompanhar quando quiser. Não tem o risco de perder um capítulo importante, eles estão lá gravados e você pode baixar para ver em qualquer hora ou dia que quiser.

Atualmente uma das séries mais badaladas é a alemã “Dark”. Uma história sobre duas famílias de uma cidadezinha alemã, envolvidas em uma trama de viagens no tempo. Uma parte da história se passa em 2020, as vésperas de um apocalipse mundial, a outra em 1982, onde as ações de alguns personagens que viajaram para o passado vão alterar o presente. Com dez episódios em cada temporada, “Dark” chegou ao final da terceira temporada no sábado passado. Mas, se você perdeu, não tem problema, é só buscar uma reprise na Netflix. “Dark” foi uma tentativa da W&B Television da Alemanha de criar uma série cheia de mistérios e reviravoltas quanto a antiga “Lost”. Que fez sucesso no início do século. Aqui a história também envolve realidades paralelas, mas é um pouco mais coerente do que a série do J.J.Abrams. Quem já viu tudo diz que a segunda temporada é a melhor de todas.

Sombria: O casal de viajantes do tempo

Outra série fantástica é “O Homem do Castelo Alto” que se passa em uma realidade alternativa onde o Japão e a Alemanha venceram a Segunda Guerra Mundial. Com quatro temporadas já prontas, “O Homem do Castelo Alto” é baseado em um romance do famoso escritor de ficção científica Philip K. Dick. O autor de “Blade Runner: O caçador de androides”. A heroína da história vive em um Estados Unidos onde a costa oeste foi ocupada pelos japoneses e a costa leste está sob o domínio da Alemanha nazista. Ela descobre um filme sobre uma história alternativa onde os aliados venceram a guerra. No livro do Dick era um romance, de qualquer forma a personagem tenta encontrar o autor daquela obra que sugere que ela está vivendo em uma realidade alterada.

Produzido pela Amazon.com, “O Homem do Castelo Alto” foi muito elogiada pela cenografia e a criação de um clima retrô. Quem prefere histórias menos fantásticas pode assistir “The Good Girls”, que, apesar do título em inglês é uma série mexicana. Conta a história de uma socialite que precisa mudar de vida durante a grande depressão econômica que atingiu o México em 1982. O mesmo ano, por sinal, para onde viajaram aqueles alemães da série “Dark” aí em cima. Apocalipse, nazistas governando o mundo, depressão econômica. Parece que os produtores desses seriados não estão muito interessados em levantar o astral da galera. Mas, para quem procura uma diversão mais otimista, a solução é o lindo “Cosmos: Mundos Possíveis” do astrofísico Neil deGrasse Tyson.

A produtora e diretora Ann Druyan, viúva do astrônomo Carl Sagan, explica que criou a série como uma resposta ao pessimismo dos filmes e séries atuais. Que só conseguem imaginar um futuro de desgraças para a humanidade. O que não significa que o roteiro de “Cosmos” ignore os perigos e os desafios do século XXI. Logo no primeiro episódio, “Escada para as estrelas”, o apresentador adverte sobre a ameaça da extinção de espécies, como as abelhas e da mudança climática global. Mas, ao mesmo tempo mostra como a ciência pode nos tirar deste “vale de lágrimas” em que vivemos e nos levar ao encontro das estrelas e das imensidões do espaço e do tempo.

Com um visual belíssimo o seriado mostra o trabalho dos cientistas pioneiros, como Albert Einstein, Huygens e Galileu, o pensamento de filósofos como Espinoza. E como o novo mundo que eles criaram pode nos levar a um futuro de viagens interestelares. Começando pelo projeto Breakthrough Starshot que pretende enviar mini sondas até a estrela mais próxima, Alfa Centauri. “Cosmos: Mundos possíveis” começou a ser exibida em março passado na National Geographic e ainda não chegou ao final.

Brilhante: Cosmos e o futuro nas estrelas

Jorge Luiz Calife

 

 

 

 

 


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