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Shang-Chi, o Mestre do Kung Fu é a novidade nos cinemas

Matéria publicada em 1 de setembro de 2021, 15:42 horas

 


Personagem foi o primeiro herói chinês da Marvel e surgiu em 1973

Shang Chi: Kung Fu com mágica e dragões

“Shang-Chi e a lenda dos dez anéis” é a principal estreia da semana no circuito cinematográfico. O filme da Marvel-Disney traz para a telona um personagem que os fãs dos quadrinhos conhecem como o “O mestre do Kung Fu”. Ele foi criado em 1973 durante a febre das artes marciais chinesas provocada pela série de televisão “Kung Fu”. E como a Disney vive de olho no lucrativo mercado da China, o país com o maior número de cinemas no mundo, a existência de um super-herói chinês é muito conveniente. Depois da “Mulan” nada como um “mestre do Kung Fu.”

Tudo começou em 1972, quando a serie de tv “Kung Fu”, estrelada pelo ator Dave Carradine fez um sucesso imenso no mundo inteiro. Nos Estados Unidos houve uma febre das artes marciais chinesas e a Marvel Comics achou que não poderia ignorar o filão. O artista Jim Starlin e o roteirista Steve Englehart resolveram criar um herói chinês que fosse um mestre na arte do tal Kung Fu. Na época a Marvel tinha os direitos sobre o personagem Fu Manchu, um vilão oriental criado pelo romancista Sax Roemer. Mas a Marvel não queria um vilão, ela queria um herói. Englehart criou Shang-Chi, que seria o filho bonzinho do vilão Fu Manchu. Ao contrário do pai, que vivia tramando a ruína da civilização ocidental, Shang Chi usaria seus conhecimentos do Kung Fu para derrotar vilões mágicos e poderosos.

No Brasil as histórias em quadrinhos do “Mestre do Kung Fu” costumavam sair como complemento nas revistas do Capitão América e dos X-men. Aliás, quem conhece os quadrinhos vai achar que o ator sino-canadense Simu Liu, que interpreta Shang Chi no cinema não se parece nada com os desenho que aparecem nas revistinhas. Mas como já aconteceu com a Mulher Maravilha da DC, é provável que agora o personagem passe a ser desenhado com os traços do ator. Isso se o filme fizer sucesso.

“Shang Chi e a lenda dos dez anéis” segue a cartilha do filme de super herói. É preciso mostrar as origens do personagem ou fazer com que ele confronte uma ameaça vinda do seu passado. Acontece que a Marvel perdeu os direitos sobre o personagem do Fu Manchu, daí que não dava para mostrar o herói enfrentando seu pai malvado. A solução foi inventar uma organização criminosa que usa os dez anéis mágicos do titulo. E nesse ponto “A lenda dos dez anéis” não é um filme de Kung Fu puro, como a serie do Dave Carradine. Onde o herói usa apenas o seu conhecimento de artes marciais para derrotar os inimigos. Aqui a coisa envolve também mágica, forças sobrenaturais, o que aproxima Shang-Chi do seu colega da Marvel, o doutor Estranho. E como as relações entre Estados Unidos e China não andam muito boas, foi tudo filmado no Canadá com atores asiáticos residentes naquele país da América do Norte. O que não chega a ser um problema. Afinal o Kung Fu original, do Dave Carradine, foi todo filmado na Califórnia e era ótimo.

Para quem não quiser embarcar na onda chinesa da Marvel as opções são poucas. “After – depois do desencontro” é o terceiro episódio da série de dramas românticos, que começou em 2019. É a história de uma mocinha loira e rica que se apaixona por um sujeito problemático. Os dois primeiros filmes foram rodados em Atlanta, na Geórgia, mas a epidemia de Covid-19 mudou os planos dos produtores no ano passado. Para não arriscar a vida dos atores e da equipe eles resolveram filmar em Sofia, na Bulgária, onde, na época, tinha poucos casos de Covid. Mas tudo bem, se o Canadá pode ser a China no filme do Kung Fu, a Bulgária pode ser a Georgia. O importante aqui são os abraços e beijos do casal apaixonado. E pra quem gosta de filme de terror continua em cartaz A Lenda do Candyman, uma história que envolve um personagem afro-americano e lembra um pouco o personagem do Fred Krueger, mas sem os pesadelos. A lenda do Candyman também é a continuação de um filme de 1992, “O mistério do Candyman” mas não tem mocinhas loiras suspirando apaixonadas.

 

Jorge Luiz Calife

 


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