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Vilão mascarado é a melhor coisa de ‘Operação Big Hero’

Matéria publicada em 29 de março de 2015, 16:28 horas

 


Mistura: Cultura japonesa e americana juntas em um desenho animado (Foto: Divulgação)

Mistura: Cultura japonesa e americana juntas em um desenho animado (Foto: Divulgação)

“Operação Big Hero” é um desenho da Disney, produzido pela mesma equipe de criadores do “Frozen”. A trama mistura a cultura dos super-heróis americanos com os mangás e foi baseada em uma obscura história em quadrinhos da Marvel. Como todo mundo que acompanha o mercado cinematográfico já percebeu,  o mercado asiático está se tornando importante para Hollywood. A última aventura dos Transformers foi feita em coprodução com os chineses e rodada parcialmente em Hong Kong. Já “Interestelar”, o épico espacial do Christopher Nolan, recuperou todo o dinheiro investido só com a exibição na China, Japão e Índia. Talvez seja este um dos motivos da Disney investir nesta mistura de cultura americana e nipônica.

“Operação Dig Hero” se passa em uma metrópole fictícia, chamada San Fransokio. Ou seja, uma mistura de San Francisco com Tóquio. É lá que vive o jovem Hiro Hamada. Entusiasta da tecnologia moderna ele faz amizade com um estranho robô inflável, chamado Baymax. Como sempre acontece nesse tipo de filme San Fransokio é atacada pelo super-vilão Alistair Krei, que usa uma máscara do teatro Kabuki. Hiro e seu amigo Tadasy resolvem instalar uma armadura blindada no robô de plástico para que ele possa enfrentar o gênio do mal.

O resultado é muito colorido e cheio de ação, mas bastante previsível. A ficha técnica diz que se trata de uma adaptação de uma história em quadrinhos da Marvel, intitulada Big Hero 6. Confesso que nunca ouviu falar. Mas para a garotada que procura uma diversão barulhenta e frenética o filme funciona muito bem. A ideia de um boneco inflável usando uma armadura tipo Homem de Ferro só se sustenta mesmo no mundo dos desenhos animados. Mas o visual é espetacular, principalmente na parte do vilão e da cidade nipo-americana, hipercolorida e cheia de anúncios de neon.

A ideia de um menino fazendo dupla com um robô vem da década de 1960. Quando a Hanna Barbera americana exibia na televisão as aventuras do garoto Bob Conroy e seu enorme robô, o Frankenstein Jr. Mas meninos e robôs já tinham aparecido nos mangás japoneses e é difícil determinar quem teve a ideia primeiro. A garotada adora.

 

Jorge Luiz Calife | jorge.calife@diariodovale.com.br


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