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Briga boa

Matéria publicada em 3 de julho de 2015, 20:27 horas

 


O PC do B de Volta Redonda está protagonizando uma das primeiras disputas ligadas à sucessão do prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB), no ano que vem.

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É que o professor universitário Alexandre Habibe pretende entrar na legenda “de mala e cuia”, de olho em uma candidatura a prefeito no ano que vem.

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Mas Júlio Cesar Alves, presidente do diretório municipal da legenda, está disposto a dificultar ao máximo a manobra.

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Ele está articulando junto com a regional para que, mesmo que Habibe entre, a “mala e cuia” fiquem de fora.

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Por outro lado, há indícios de que Habibe tenha ajuda de peso, vinda de Barra Mansa.

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A questão da entrada do professor deve ser resolvida no próximo dia 11.

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Já a candidatura, segundo Julio César, é assunto para muito mais adiante.

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Ele garante que o PC do B é uma legenda estruturada, com sólidos princípios doutrinários e estatutários, e que uma candidatura majoritária não se resolve assim.

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E mais: afirma que tem mais gente pensando em encabeçar a chapa majoritária da legenda.

 

A propósito

Habibe chegou a ser mencionado por alguns órgãos de imprensa como futuro secretário de Planejamento no governo do perdedor do segundo turno em 2012, o ex-deputado federal Jorge de Oliveira, o Zoinho (PR), mas como Neto conseguiu manter seu mandato, ele ficou no “quase”.

 

Ponte

Atendendo a uma solicitação dos moradores e trabalhadores do polo automotivo do Sul Fluminense, a deputada estadual Ana Paula Rechuan (PMDB) solicitou ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a conclusão das obras de construção da Ponte do Desenvolvimento, que será a principal ligação entre os municípios de Quatis a Porto Real. Iniciada em 2010 sobre o rio Paraíba do Sul, a construção foi paralisada em 2013 e retomada no ano seguinte para a instalação de cabeceiras que farão a conexão entre o acesso e a estrada.

 

Demora

Porto Real abriga o Centro de Produção da PSA Peugeot Citröen, uma das maiores montadoras do País. A construção da ponte facilitará não só o deslocamento entre as duas importantes cidades do Sul do estado, como vai estimular o desenvolvimento econômico da região.

 

O carro da tocha

A partir de maio do próximo ano, a caravana do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 vai ganhar as estradas e ruas de todo o Brasil formada por uma frota de carros da Nissan. O grafismo e o primeiro modelo que irá compor este comboio que passará por centenas de cidades do país, o Nissan Sentra, serão revelados pela fabricante de veículos na festa do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2106 realizada no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, para mostrar a Tocha Olímpica. Detalhe: a Nissan também mantém fortes laços com a região, já que sua fábrica fica em Resende.

 

Financiamento

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim disse, na noite desta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro, que “o sistema de financiamento de campanha exclusivamente público que está sendo discutido no Congresso Nacional é incompatível com o modelo de disputa eleitoral vigente e não vai dar fim às contribuições privadas, pois a necessidade derruba a proibição”.

 

Palestra

A afirmação foi feita durante palestra dedicada ao tema Financiamento de campanha e voto distrital, sobre o qual também falou o ex-senador Bernardo Cabral, no encerramento do seminário Reforma Política, na sede do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), no Centro.

 

Irreal

No debate mediado pela diretora de Mediação, Conciliação e Arbitragem do IAB, Ana Tereza Basílio, o ex-presidente do STF disse que a discussão sobre financiamento de campanha eleitoral está equivocada, “totalmente fora da realidade”.

 

Receita X despesa

Segundo Nelson Jobim, “estão discutindo a receita, quando o que precisa ser discutido é a despesa”. De acordo com o ex-ministro, “precisamos debater as possibilidades de adoção de modelos eleitorais que não induzam a gastos, pois se houver alteração nos sistemas de financiamentos sem mudanças no modelo em vigor, que está esgotado e torna caras as campanhas, os candidatos serão empurrados para a ilegalidade da arrecadação, já que as empresas vão continuar doando”.


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