sábado, 17 de novembro de 2018

TEMPO REAL

 

Capa / Mosaico / Conhecimento adquirido

Conhecimento adquirido

Matéria publicada em 13 de agosto de 2018, 22:07 horas

 


O Secretário Municipal de Governo de Resende, Elio Rodrigues, voltou de Portugal com um mestrado na bagagem.
***
Elio fez o curso na Universidade Autônoma de Lisboa.
***
Entre as matérias já “fechadas”, destacou o Direito Eleitoral Comparado.
***
Lisboa, aliás, é o destino preferido de dez entre dez pessoas que desejam morar fora do país.
***
No entanto, Elio não pensou duas vezes em arrumar as malas de volta ao final do curso.
***
“Temos é de fazer um país melhor. Ir embora tá fora de cogitação”, disse ele.

Cotas I
Medidas que auxiliam na manutenção e extensão da política de cotas nas universidades estaduais foram propostas pela sub-diretora de Graduação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Tânia Carvalho, nesta segunda-feira (13/08), durante audiência pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Entre as propostas, está a garantia do pagamento da bolsa em dia e a responsabilização do governo na oferta de material didático.

Cotas II
As sugestões foram enviadas à Casa para serem apresentadas como emendas ao Projeto de Lei 4205/18, do Executivo, que amplia a política de cotas para mais dez anos. O texto, que chegou à Alerj em junho passado, tem que ser votado ainda neste ano, já que a legislação em vigor expira em dezembro. Segundo integrantes da comissão, o texto já recebeu 101 emendas e será votado até o final de agosto.

Cotas III
“Fizemos o nosso trabalho e estudamos o projeto de lei com professores, docentes e alunos. Depois da leitura apurada do documento enviamos para a Alerj as considerações da universidade. Queremos que a política de cotas se mantenha, mas seja aprimorada. O importante não é só o acesso, mas o acesso com permanência e isso é que não abrimos mão”, pontuou a sub-diretora Tânia Carvalho.

Assistência Estudantil
Segundo a representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Maíra Marinho, atualmente a bolsa do aluno cotista é de cerca de R$ 500. “A gente sabe que hoje a lei de cotas cumpre um papel histórico na Uerj, mas ao mesmo tempo, os estudantes que entram têm dificuldade de se manter. A bolsa muitas vezes atrasa, e ela não consegue dialogar com as demandas dos estudantes que vivem em uma cidade tão cara quanto o Rio de Janeiro. Entendemos que a lei precisa amparar e avançar na assistência estudantil dos alunos da Uerj”, destacou Maíra.

Perfil
Ex-aluno e representante da Associação de Docentes da Uerj, Guilherme Abelha lembrou do perfil socioeconômico que a universidade tinha nos anos 90 – quando era aluno – e dos desafios enfrentados para a implantação da política de cotas. “É nítido para nós que essa mudança não foi fácil. Teve muita briga interna, mas hoje, essa política de ação afirmativa tá marcada no DNA da universalidade. A Uerj é a maior política social desse estado. Isso não pode retroceder. É fundamental que seja mantida. Temos que pensar apenas em melhorias para o sistema”, afirmou.

Desempenho acadêmico
Guilherme também destacou que a maioria dos estudantes cotistas têm um nível de aproveitamento maior do que os alunos que ingressaram pelo regime tradicional. “O maior coeficiente no curso de Ciência da Computação é de um menino da periferia do Rio que só entrou na faculdade pelo sistema de cotas. Não fazemos distinção entre os alunos e o desempenho apresentado é sempre de alto nível”, concluiu.

Começo
Esse foi o primeiro de três encontros que vão discutir o tema. Na próxima segunda-feira (20/08), a comissão vai conversar com alunos e docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e no dia 27 de agosto o encontro será no Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo).


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document