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Contra a ‘Marcha da Maconha’

Matéria publicada em 18 de maio de 2022, 20:08 horas

 


A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na tarde desta terça-feira, dia 17, uma Moção de Repúdio de autoria do deputado federal Delegado Antonio Furtado (União Brasil), contra a “1ª Marcha da Maconha” de Volta Redonda.

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O teor do documento expõe a opinião desfavorável do parlamentar frente à realização do evento, marcado para o próximo dia 29.

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24 deputados votaram a favor da aprovação e apenas um, Paulo Teixeira (PT), de São Paulo, votou contra.

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Para ele, a marcha é uma manifestação legítima e que deve ser realizada, inclusive em outras cidades, já que foi permitida pelo Supremo em 2011.

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Já para Furtado, o momento é de resistir e somar esforços para que este evento não seja realizado, evitando impactos sociais e familiares muito ruins.

 

Motivos

– As famílias de Volta Redonda não querem essa marcha que aumentará ainda mais os jovens envolvidos com drogas. Ou seja, ela não gera nada de positivo. Caso não seja impedida, essa iniciativa pode desencadear um cenário de desordem e de apologia às práticas criminosas. O objetivo deles é afundar nossa juventude no mundo devastador do vício, onde muitos não estudam ou trabalham, acabando no crime. Mas estamos lutando e fazendo todo o possível para impedir que isso aconteça. Não cederemos a ameaças e nem a intimidações. A nossa luta é maior e em prol da segurança e da proteção da sociedade – frisou.

 

Canabidiol

O deputado esclareceu sua posição favorável à utilização do CBD (Canabidiol), uma das substâncias presentes na maconha, para fins medicinais. Comprovadamente, o componente não causa dependência e alucinações. Furtado acrescentou que o uso terapêutico, para tratar ataques epilépticos e tremores, o qual defende, deve ser discutido, reforçando que esse emprego não traz nenhum perigo, pois se dá sob orientação médica, e difere totalmente da utilização recreativa, abusiva e indiscriminada da droga.

 

Riscos

– Precisamos conscientizar a população quanto aos riscos do uso da maconha. Engane-se quem pensa que estamos falando apenas de sensações momentâneas e brandas. A vida das pessoas pode ser afetada para sempre, sem possibilidade de reversão. Entre os efeitos da maconha, podemos citar o comprometimento da capacidade cerebral, perda da memória, alteração da coordenação motora, ataques psicóticos, aumento do risco de problemas cardíacos, paranoia, delírios de perseguição e agressividade, entre tantos outros. Sem falar que as consequências são bidirecionais, trazendo resultados negativos para quem usa a droga e para outros ao seu redor, especialmente a família do dependente – concluiu o deputado.

 

Antimanicomial

A Saúde Mental de Angra dos Reis promoveu nesta quarta-feira, 18 de maio, uma diversificada programação para marcar o Dia da Luta Antimanicomial. A Residência Terapêutica (RT), recém-inaugurada pela Secretaria de Saúde, proporcionou para os seus cinco moradores com transtorno mental grave um dia de muitas atividades. Eles começaram o dia com um vasto café da manhã e depois participaram da terapia da beleza, com serviços de corte de cabelo, manicure, design de sobrancelhas, limpeza de pele e maquiagem oferecidos por profissionais parceiros.

 

Atendimentos

Na parte da tarde, os moradores da RT foram atendidos no Centro Oftalmológico do Hospital Municipal da Japuíba (HMJ). Eles fizeram exame de vista, e os que necessitaram já saíram com seus óculos.

 

Marco

Segundo o coordenador da Saúde Mental, Wesley Abel, a RT é um marco na história do município: “Com a Residência Terapêutica, não temos mais nenhuma pessoa com transtorno mental grave institucionalizada. Elas passaram de pacientes a moradoras, tendo um convívio social saudável e com toda a assistência do município”, explicou.

 

Atividades na praça

As equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) nfantil e de Álcool e outras Drogas também promoveram atividades especiais na Praça Maria Magdalena da Silva Salomão, no Parque das Palmeiras. Foi uma manhã marcada por roda de conversa, apresentação musical, exposição de trabalhos, lanche e música.


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2 comentários

  1. Cleber de Almeida

    Fala sério! Querem manter o uso ilegal e os prejuízos com tratamento ficam com o SUS apenas. Legalização sim.

  2. Típico discurso dos bons costumes familiares, esse cara não me engana! São contra maconha mas enchem a cara em bares, fumam cigarros igual motor batido fuma óleo…Não consigo entender droga liberada e droga proíbida….

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