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De olho

Matéria publicada em 30 de junho de 2019, 21:54 horas

 


O deputado federal Antônio Furtado está de olho na pauta de combate à corrupção, uma das prioridades de seu partido, o PSL.

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Em postagem na sua página em uma rede social, o parlamentar comemorou o fato de os senadores terem aprovado um pacote de medidas anticorrupção para crimes de abuso de autoridade.

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“O pacote, conhecido como 10 medidas anticorrupção recebeu mais de 2 milhões de assinaturas de apoio, que mostra a vontade do povo”, escreveu Furtado.

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E congratulou os parlamentares que votaram a favor da medida: “Parabéns Senadores que votaram a favor, agora vamos dar continuidade aqui na Câmara”, concluiu.

 

Gás

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades na distribuição de gás no estado vai ouvir na próxima segunda-feira (01/07) o ex-presidente da Companhia Estadual de Gás (CEG), Bruno Ambrust, sobre os investimentos realizados pela companhia durante o tempo em que atuou na gestão da empresa. O encontro está marcado para as 11h na sala 311 do Palácio Tiradentes.

 

Negócios

De acordo com o presidente da CPI, deputado Max Lemos, ouvir Ambrust vai esclarecer melhor a execução do plano de negócios da CEG. “É uma audiência importância para dirimir dúvidas entre informações da atual presidência e da gestão passada”, comentou.

 

Amianto

Fazer um levantamento com trabalhadores que tiveram contato com o amianto nos últimos 30 anos. A sugestão feita pelo pesquisador e diretor da Escola Nacional de Saúde da Fiocruz, Hernando Castro, foi endossada pela Comissão Especial para o Cumprimento das Leis da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), também conhecida como Cumpra-se, em audiência pública realizada nesta sexta-feira (28/06). O Ministério Público, a Defensoria Pública e o Ministério do Trabalho também devem fazer parte desse trabalho. O objetivo é ter a real dimensão do cenário de pessoas infectadas e fazer com que elas recebam o adequado tratamento clínico.

 

Tumor

De acordo com Hernando, metade das vítimas do mesotelioma, um dos tumores causados pelo contato com amianto, relatam não terem consciência de que foram contaminadas pela substância. Além disso, outras doenças provocadas pelo agente químico, como a abestose, podem levar até 30 anos para aparecerem após o contato com o amianto. “O amianto está impregnado na sociedade. São telhas e caixas d’água, por exemplo, espalhadas com amianto. As pessoas continuam tendo contato com essa exposição. Esses farelos nas telhas das residências que são malconservadas podem produzir essas doenças, de forma que as pessoas vão morrer sem saber que foram contaminadas. É importante ter também um projeto que acompanhe, monitore e vigie o ambiente e as pessoas pelo grande passivo que certamente o Brasil ainda terá nos próximos 30 anos de amianto para recolher”, acrescentou Hernando. A comissão se comprometeu a, no futuro, também fazer esse tipo de monitoramento.

 

O ‘mineral maldito’

A jornalista Marina Moura, autora do livro ‘Eternidade: a construção social do banimento do amianto no Brasil’, encomendado pelo Ministério do Trabalho e lançado durante a reunião, relatou que em seu processo de apuração conversou com diversas mulheres que contraíram doenças causadas pela substância apenas por lavar a roupa dos maridos que trabalhavam nas indústrias.

 

Pessoas

Segundo Marina, o seu livro também trata dessas pessoas: “Esse livro reúne as diversas vozes desses trabalhadores, suas famílias e as características de cada associação. Como elas se consolidaram e transformaram dor em força para lutar, para vencer, em busca de indenizações, em busca de reparos de famílias inteiras que se corromperam por causa desse ‘mineral maldito’, que achavam que era ‘mágico’ pela durabilidade e firmeza, mas que na verdade mata”, explicou a repórter.

 

Racismo ambiental

Uma das fundadoras da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea) e engenheira de Segurança do Trabalho, Fernanda Giannasi citou como exemplo de perpetuação do uso do amianto um projeto de lei estadual que corre em Goiás. Figura importante dentro do movimento e citada no livro de Marina, ela explicou que a proposta autorizaria uma empresa a continuar manipulando o amianto no Brasil com o intuito de exportá-lo para fora do país. Além de suscitar racismo ambiental, visto que se estaria vendendo uma substância tóxica para nações como Índia, China e/ou países africanos que possuem uma legislação que não leva isso em consideração como a brasileira. Nesse caso, trabalhadores continuariam a ter contato com o mineral.


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