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Dia sem impostos

Matéria publicada em 30 de maio de 2019, 19:44 horas

 


Durante toda esta quinta-feira, dia 30, consumidores barramansenses puderam conferir, em diversas lojas do município, quanto alguns produtos ou serviços custariam sem os impostos.

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Isso porque a cidade foi uma das 300 de 16 estados brasileiros que aderiram ao Dia Livre de Impostos, realizado anualmente como forma de protesto contra as tarifas.

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A mobilização nacional visa chamar a atenção para o volume dessa carga tributária que, embora necessária, pode chegar a 40% em alguns setores.

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Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, de tudo o que se é consumido no país, 33%, em média, é imposto.

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Este dado, inclusive, coloca o Brasil como o 14º país do mundo que mais arrecada imposto e o último que melhor retorna o dinheiro para a população. Nessa escala, o brasileiro trabalha em média 153 dias (5 meses) por ano só para pagar impostos.

Desconto

Quem aproveitou a data para conseguir um belo desconto foi a auxiliar administrativo Valéria da Silva. “Eu sempre ‘choro’ um desconto, mas nunca parei pra pensar quanto um empresário paga com tributo. Esta data é realmente muito importante para que nós, clientes, possamos entender essa diferença e, também, comprar sem as tais taxas”, disse Valéria já em posse de seu esperado produto livre de imposto.

Participação

Na ação desta quinta-feira, em Barra Mansa, dezenas de lojas de segmentos variados participaram. Paralelamente, a CDL Jovem de Barra Mansa realizou divulgação com a presença do personagem Impostossauro, que, apesar de simpático, representa, de forma agressiva e assustadora, o real impacto dos impostos na vida das pessoas quanto os impostos são aplicados nos produtos.

Insatisfação

“Vamos, como empresários e consumidores, manifestar nossa insatisfação e apresentar na prática, o quanto poderia valer cada produto que adquirimos no mercado brasileiro. Será o início de um marco para – quem sabe – mudanças positivas em nosso país”, explica Hellen Lima, presidente da CDL Jovem de Barra Mansa.

Abaixo assinado

Já o presidente Xisto Vieira Neto informou que a população também pode participar por meio de Abaixo Assinado, manifestando sua insatisfação com a tributação abusiva que limita o poder de consumo. “Essa contribuição de todos é importante para dar relevância ao tema para os governantes do país mostrando o quanto isso ainda freia o crescimento econômico do país. Vamos juntos continuar essa luta por menos impostos e mais economia”, frisa Xisto.

Sessão solene

Inclusive, o Congresso Nacional sediou ontem uma Sessão Solene pela ocasião do Dia Livre de Impostos (DLI), com a presença dos presidentes da CNDL, José César da Costa; do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior; da FCDL-RJ, Marcelo Mérida; além de representantes das diversas CDLs e CDLs Jovens do país e deputados federais e estaduais.

Urgência

Na ocasião, o presidente da CNDL, José César da Costa, enfatizou a urgência de modernização do sistema tributário brasileiro. “É necessário e urgente modernizar a estrutura de taxas e tributos para garantir mais investimentos, mais segurança, mais empregos e rendas e reforçarmos o protesto de cidadãos e empresários contra impostos elevados sem que haja o devido retorno à sociedade”.

Dias

Já o coordenador nacional da CDL Jovem, Lucas Pitta, chamou atenção para a quantidade de dias que pessoas físicas e jurídicas trabalham para pagar taxas no Brasil. “Cidadãos trabalham 153 dias por ano para pagar impostos. Empresas gastam 80 dias para cumprir suas obrigações tributárias. Uma reforma tributária é necessária e urgente. É a bandeira que a CNDL e a CDL Jovem defendem”, argumentou.

CPI

Foi instalada nesta quinta-feira (30/05) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga a distribuição de gás no Estado do Rio de Janeiro. O presidente da comissão, deputado Max Lemos (MDB), informou durante a reunião que 52% do gás nacional é produzido no Rio de Janeiro, no entanto, a tarifa paga pelo consumidor carioca é uma das mais altas do país, afirmou o parlamentar.

Problema

“Produção não é um problema no estado, mas a distribuição é. Temos que entender porque a tarifa do gás é tão alta no Rio de Janeiro, inclusive mais cara que a cobrada em São Paulo. Não podemos esquecer que somos o maior produtor brasileiro. Precisamos entender algumas decisões que a Naturgy – empresa que distribui o gás na capital e na Região Metropolitana do estado – tomou e porque o serviço prestado à população é tão ruim”, adiantou o parlamentar.


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