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Diálogos sobre a pindaíba

Matéria publicada em 1 de fevereiro de 2016, 21:50 horas

 


A recuperação da capacidade de investimento dos estados pontuou o segundo Fórum Permanente de governadores, em Brasília, nesta segunda-feira (01/2).  
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O governador Luiz Fernando Pezão se reuniu com outros 20 chefes do Executivo e quatro vice-governadores para tratar de uma agenda comum focada em alternativas à crise econômica brasileira.
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O grupo decidiu pedir ao Congresso que derrube o veto da presidente Dilma Rousseff na questão da repatriação de recursos, permitindo que os mesmos sejam compartilhados com os estados.
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Os governadores querem também a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 74/2015 que autoriza o uso de 40% dos recursos de depósitos judiciais para o pagamento de precatórios, além da prorrogação de cinco para 10 anos do prazo para pagamento dos mesmos.
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“Concentramos as discussões no desenvolvimento econômico dos estados. Avançamos também no debate para que o governo federal volte a autorizar operações de crédito pelos estados e no pleito pela criação de um fundo garantidor para que estados e municípios possam firmar parcerias público-privadas, principalmente para que possamos gerar empregos”, destacou Pezão.
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Anfitrião do encontro, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou que os representantes dos estados insistiram na renegociação da dívida dos estados com a União.
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“Os governadores desejam alongamento dos prazos para alívio do pagamento do serviço da dívida. Além disso, farão um apelo ao Congresso para que aprovem uma emenda constitucional para que os estados possam usar a parte que o governo não participa dos depósitos judiciais para pagar os precatórios”, enfatizou Rollemberg.
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Secretários de Fazenda dos 25 estados também participaram do fórum.  Apenas os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte não enviaram representantes ao encontro realizado na Residência Oficial de Águas Claras.
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O primeiro fórum ocorreu no fim de dezembro e contou com a participação do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

Fim de prazo
Termina nesta quarta (3) o prazo para a inscrição de candidaturas à liderança do PMDB, o maior partido da Casa, com 67 deputados. O partido está dividido entre alas que apoiam e fazem oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff e vai definir o líder por meio de eleição, no dia 17.

Candidatos
Por enquanto, os candidatos são o atual líder, deputado Leonardo Picciani (RJ), e o deputado Hugo Motta (PB). Em janeiro, o deputado Leonardo Quintão (MG) chegou a ser anunciado como candidato, mas desistiu da disputa e anunciou apoio à recondução de Picciani. Em dezembro do ano passado, Quintão ocupou a liderança peemedebista por cerca de duas semanas, à frente de um movimento de deputados contrários à atuação de Picciani.

Disputa no PMDB
Hugo Motta estranhou a desistência de Quintão, mas espera herdar os votos dos que fazem oposição ao governo. “A decisão do deputado Leonardo Quintão tem que ser explicada à bancada, porque ele havia sido levado à condição de líder justamente por pensar e dizer fazer diferente do atual líder, Leonardo Picciani. Claro que é direito do deputado escolher o líder que ele quiser, mas soa muito estranho uma decisão ser tomada sem justificativa plausível”, afirmou.

Unificação
Hugo Motta ressalta, no entanto, que pretende unificar o partido. “Isso em nada diminui o nosso desejo de unificar o PMDB. Pelo contrário, fortalece as nossas chances e vamos seguir dialogando com todos e buscando o fortalecimento do nosso partido”, disse.

Aliado recente
Leonardo Picciani avalia que a decisão de Quintão ajuda a unir o PMDB, sem desrespeitar as divergências internas do partido. “Primeiramente, eu recebo o apoio com gratidão, uma vez que ele retirou a candidatura e passou a me apoiar. Creio que o que move o deputado Quintão é o mesmo que me move: a busca da unidade, da convergência e de um debate que não esteja atrelado a razões pessoais e menores”, declarou.

De olho I
Ainda falta muito para a definição das candidaturas a prefeito nas eleições deste ano, mas há pré-candidatos preocupados com um período crítico, entre o dia 2 de abril, quando o pré-candidato tem que estar filiado ao partido pelo qual pretende concorrer, e o período para as convenções partidárias que escolherão candidatos, de 20 de julho a 5 de agosto.

De olho II
Acontece que tem gente pensando na possibilidade de um pré-candidato permanecer em um partido e depois, numa “virada de mesa”, a oportunidade da disputa ser tirada dele. Com o prazo para troca de partido encerrado, só restaria ao político ir chorar na cama, que é lugar quente.


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