Escuridão anunciada

by Agatha Amorim

Nesta segunda-feira (20), moradores de Angra dos Reis protestaram contra os constantes apagões que se arrastam desde o início de novembro na Costa Verde (Paraty, Mangaratiba e Angra dos Reis).
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Os manifestantes bloquearam na única rodovia de acesso ao litoral Sul Fluminense, a Rio-Santos.
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Em Angra dos Reis, a prefeitura decidiu que entrará com ação judicial nos próximos dias contra a concessionária de distribuição de energia no município para cobrar que seja prestado um serviço mais ágil no reestabelecimento da energia.
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O governo municipal vai exigir também um cronograma de execução de obras  a fim de garantir a segurança dos moradores, evitando, por exemplo,  a queda de postes e que fios de alta tensão fiquem expostos nas ruas, podendo ocasionar tragédias.
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Em Resende, o Ministério Público ajuizou ação para que a concessionária de distribuição de energia no município indenize moradores por todos os prejuízos materiais e morais causados individualmente a cada um de seus consumidores.
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E a culpa é das chuvas.
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Praticamente tudo na infraestrutura urbana pode ser afetado por chuvas fortes e duradouras.
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Mas chuvas, ventos, árvores e cabos de distribuição de energia formam uma mistura perigosa.
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Uma das causas mais comuns de quedas de energia durante tempestades acontecem são os curto-circuitos provocados por árvores que tocam nos cabos de distribuição.
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Outro problema – que não acontece só sob chuva, mas piora bastante em tempestades – é a queda de postes.

Problema antigo
Qualquer morador do Sul Fluminense sabe que entre meados de outubro e meados de abril há possibilidades muito grandes de tempestades.E que em ano de “El Niño”, esses temporais são mais frequentes e intensos.

Resumo:
O consumidor que se prepare para sofrer mais com o calor e para passar longos períodos sem energia.

Auxílio à Enel
Para garantir o funcionamento do gerador da Vila do Abraão, na Ilha Grande, e assim minimizar os problemas causados pela falta de energia, neste domingo, 19 de novembro, a Prefeitura auxiliou a Enel na logística de transporte de tambores com mais de mil litros óleo diesel.

Pessoal
As secretarias de Desenvolvimento Regional, Executiva da Ilha Grande e Serviço Público conseguiram embarcação e funcionários para trazer os recipientes para serem abastecidos em postos de combustíveis do continente, para serem levados em seguida de volta à Ilha Grande. Como a concessionária de energia não dispunha de equipe no local, também coube à prefeitura a tarefa de abastecer o gerador.

Morreu
Um dos presos pelos atos de 8 de janeiro morreu na manhã desta segunda-feira (20) nas dependências da Penitenciária da Papuda, em Brasília. Cleriston Pereira da Cunha teve um mal súbito durante o banho de sol, segundo a administração do presídio.

Socorro
Equipes dos bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para socorrer o detento. Os socorristas realizaram procedimento de reanimação cardiorrespiratória, mas ele não sobreviveu.

Prisão
Cleriston Pereira foi preso no Senado durante os atos de vandalismo praticados no 8 janeiro. Segundo a defesa, o acusado não participou dos atos e entrou no Congresso para se proteger das bombas de gás que foram lançadas pelos policiais que reprimiram os atos.

Aviso
A morte do preso foi comunicada pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou as prisões dos investigados pelo 8 de janeiro e é relator do processo a que o acusado respondia.

Informações
Ao tomar conhecimento do óbito, Moraes determinou que a direção do presídio preste informações sobre o caso. “Tendo em vista a notícia sobre o falecimento do réu Cleriston Pereira da Cunha oficie-se, com urgência, à direção do Centro de Detenção Provisória II, requisitando-se informações detalhadas sobre o fato, inclusive com cópia do prontuário médico e relatório médico dos atendimentos recebidos pelo interno durante a custódia”, decidiu Moraes.

Defesa
Em petição encaminhada ao ministro no dia 7 de novembro, a defesa de Cleriston pediu a Moraes a soltura do acusado. Segundo o advogado Bruno Azevedo de Sousa, Cleriston tinha parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ser solto, mas o pedido não foi julgado.

 

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