domingo, 17 de novembro de 2019

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Produzindo menos

Matéria publicada em 6 de novembro de 2019, 22:58 horas

 


As indústrias do Centro-Sul Fluminense registraram queda da atividade produtiva mais uma vez – este foi o 4º resultado negativo em 2019.

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Os resultados de setembro apontaram recuo no volume de produção (43,3 pontos) e a demanda pelos produtos da indústria foi atendida com a redução dos níveis de estoques (47,0). O resultado é semelhante em diversas regiões do Estado do Rio.

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Os dados foram revelados pela Sondagem Industrial do Rio de Janeiro, divulgada nesta terça-feira (05/11), pela Firjan.

 

Preocupação

Os empresários mostraram mais uma vez preocupação com a situação financeira (40,0) de seus negócios. A avaliação, inclusive, é pior do que o registrado no mesmo período de 2018. As dificuldades de acesso ao crédito (28,3) e as baixas margens de lucro operacionais (37,5), justificadas pelo contínuo período de crise econômica, também seguem sendo um problema.

 

Mais contratações

Para os próximos meses, a boa notícia fica pela expectativa positiva de novas contratações (51,7) em 2020. O cenário é igual somente em quatro das dez regiões do Estado do Rio.

 

Otimismo

De acordo com Alceir Corrêa, presidente da Firjan Centro-Sul Fluminense, a possibilidade de novas contratações é sintoma do otimismo que toca alguns empresários, mas ainda está distante de ser uma realidade consolidada: “Apesar das perspectivas positivas do empresariado em relação a criação de postos de trabalho, as indústrias ainda têm ociosidade. Somente após o reaquecimento da economia e aumento da atividade industrial é que será possível realizar contratações e investimentos”, ressalta o empresário.

 

Demanda

Os empresários também acreditam em aumento da demanda por produtos industriais e compra de matéria-prima com 53,3 e 55,0 pontos, respectivamente. No entanto, a incerteza quanto ao ritmo da retomada da atividade econômica e a ociosidade produtiva ainda é um impeditivo para os investimentos (44,0).

 

Recuperação fiscal

O Governo do Estado do Rio prepara uma proposta de atualização do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para enviar à União. O plano, que se encerra em setembro de 2020, poderá ser prorrogado até 2023, caso a nova proposta seja acatada pelo Governo Federal. A nova medida também garante uma redução na ordem de R$ 5 bilhões no pagamento de encargos da dívida do Rio com a União. A informação foi divulgada pelo representante do Tribunal de Contas da União (TCU) no Conselho de Supervisão do Regime de Recuperação Fiscal, Paulo Roberto Pereira, durante audiência pública do Fórum Estratégico de Desenvolvimento Econômico, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), nesta quarta-feira (06/11).

 

Previsão

Caso ocorra alteração na Lei Complementar (176/17), que instituiu o RRF no Rio, será possível chegar em 2024 com o serviço da dívida na casa dos R$ 15 bilhões. Pela proposta vigente esse valor seria de R$ 20 bilhões. “O estado está propondo um novo conjunto de medidas, com alterações e cancelamentos de medidas que já foram aprovadas. Esse plano será enviado para a Secretaria do Tesouro Nacional que terá que analisar e fazer um novo cenário básico. O Rio depende dessa renovação, mas precisa cumprir com as medidas acordadas”, explicou Paulo Roberto.

 

Ações da Alerj

O presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), garantiu que o Parlamento está fazendo a sua parte e frisou a necessidade da prorrogação do Regime de Recuperação Fiscal. “O plano é fundamental, sem ele não conseguimos cumprir com o pagamento da folha de pessoal, por exemplo. Se deixarmos os servidores da segurança sem receber vamos viver uma guerra civil”, alertou.

 

Alertas

Ceciliano ainda destacou que o Conselho tem feito alertas. “Nós estamos discutindo esses avisos junto com o conselho. Muitas vezes eles estão com razão, mas em outros casos os dados não estão seguros para serem discutidos. Vale ressaltar também que a  Casa tem trabalhado para votar proposições para ajudar o estado a sair da crise e que possam fazer com que o cidadão carioca tenha mais esperança”, concluiu o presidente.

 

Medidas do Executivo

O Executivo também tem buscado uma série de medidas de gestão para reduzir despesas e aumentar receitas, a fim de cumprir as metas impostas pelo Regime. “Estamos trabalhando para diminuir o valor da nossa dívida. Agora, o mais importante é reforçar a governança. Precisamos ter um controle maior no que tange o aumento de despesa, como concessão de benefícios para servidores, aumento de salários, reestruturação de carreiras e renúncia fiscal por meio de benefícios fiscais. Isso tudo vai ajudar o estado a encontrar o seu reequilíbrio financeiro”, concluiu o secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Luiz Cláudio Rodrigues.

 

Marketing digital

O uso da internet pelo Microempreendedor Individual (MEI) pode ajudar a aquecer a economia em Resende. Ao menos esta é a visão do vereador Tiago Forastieri (PSC), autor da indicaçãonº631/2019, que pede a promoção de curso gratuitos de Marketing Digital para MEI na cidade. Além do gabinete do prefeito Diogo Balieiro Diniz (DEM), a solicitação teve cópia enviada à secretaria municipal de Indústria, Comércio e Turismo.


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2 comentários

  1. Avatar

    Marketing digital não vale de nada se não tiver oferta de preço e qualidade nos serviços prestados. Isso vale para o DIÁRIO DO VALE tbm. De nada adianta promover o jornal se não houver uma contrapartida de boas notícias interessantes.

  2. Avatar

    No Brasil é assim mesmo. Se meia dúzia de empresários lunáticos estão investindo, todos os outros vão atrás. No meu caminho para o trabalho vejo alguns comércios abrindo e logo depois fechando as portas. Falta de planejamento e de ver a tendência da economia revelada pelos índices econômicos mais consolidados.

    Tbm no Brasil há a festa só pq apareceu o primeiro voo da economia. Só não veem que pode ser um voo de galinha. Fico imaginando que esses empresários não acompanham o DIÁRIO DO VALE, o maior, mais lido, mais comentado e mais compartilhado jornal da região.

    Se foram na onda do prefeito, então, verão depois o prejuízo do investimento.

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