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Sem acordo da PPR

Matéria publicada em 27 de abril de 2020, 22:22 horas

 


Terminou sem acordo a reunião desta segunda-feira (dia 27) envolvendo o Sindicato dos Metalúrgicos e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para tratar dos valores do Programa de Participação dos Resultados (PPR).
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“A nossa expectativa era de que fossem apresentados dados concretos e uma proposta de valor para que as negociações fossem aceleradas e os trabalhadores já pudessem receber. Achamos muito estranha a conduta da CSN, ignorando os vários pedidos de negociação, que só reforça o descaso e falta de respeito com que vem tratando os trabalhadores. Isso só causa descontentamento no meio dos trabalhadores. Não dá para nós ficarmos segurando a pressão da revolta no chão da fábrica”, reagiu Silvio Campos, presidente do Sindicato.
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No encontro desta segunda-feira, o Sindicato apresentou como reivindicação, em caráter de urgência, pagamento de 100% do Target, “já que em 2018 os resultados divulgados foram inferiores ao ano passado (2018 a CSN pagou 61% do Target)”. A entidade sindical propôs que o valor seja pago no prazo de cinco dias úteis.
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Também sugeriu que a empresa forneça um crédito extra no cartão alimentação para compensar o valor do pagamento do Imposto de Renda. “Destacando que essa proposta já foi discutida e aceita pelo presidente da empresa, em outra ocasião”, salientou o Sindicato em seu boletim.
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Quanto à renovação do acordo coletivo, os representantes dos trabalhadores expressaram a importância de que as negociações iniciem imediatamente, após o acerto do PPR. Inclusive, sugeriram que a empresa crie um pacote: PPR e Acordo Coletivo, com propósito de pagamento imediato.
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Além disso, indicou a prorrogação da data-base (1º de maio) até o fim das negociações, com a garantia de manutenção dos benefícios aos metalúrgicos. Outra prioridade é a necessidade de pagamento imediato da bonificação de 70% aqueles trabalhadores que saíram de férias nesse período de pandemia, que até agora não receberam.
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A direção do Sindicato dos Metalúrgicos cobrou da empresa urgência na negociação e se colocou à disposição para retomar as discussões.

Corrente de solidariedade
Para ajudar as comunidades no entorno da Central Nuclear de Angra dos Reis, a Eletronuclear vem desenvolvendo ações de voluntariado e apoiado campanhas de solidariedade. Como forma de incentivar a economia da região, a empresa identificou uma cooperativa e três confecções, em bairros próximos às usinas nucleares, e encomendou mais de 10 mil máscaras caseiras, confeccionadas de acordo com as especificações das autoridades de saúde.

Quarentena solidária
A companhia também está realizando a campanha “Quarentena solidária”, que busca engajar seus colaboradores no apoio ao comércio e aos prestadores de serviço locais, principalmente, nas comunidades do entorno das vilas residenciais da empresa. “Nesse momento, pequenas empresas, microempreendedores e trabalhadores autônomos têm sido os mais afetados economicamente. Ao manter, por exemplo, o pagamento de um profissional autônomo da região, mesmo que o serviço não seja prestado, é possível ajudar uma família inteira”, ressalta a chefe da Assessoria de Responsabilidade Socioambiental (ARS.P) da Eletronuclear, Ana Beatriz Julião.

Isolamento solidário
Além disso, a empresa aderiu à campanha “Isolamento solidário”, promovida pelo Clube Campestre de Mambucaba, situado na vila residencial homônima, em Paraty. A iniciativa tem como objetivo arrecadar doações para famílias locais que enfrentam dificuldades financeiras devido à crise.

Alimentos
O clube está recolhendo mantimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza, além de doações por transferência bancária. Os valores arrecadados são utilizados na compra de cestas básicas junto aos pequenos comerciantes da região. As doações podem ser feitas na sede do Campestre; no restaurante Delícias do Norte; e em locais da Eletronuclear: o Cineteatro de Praia Brava e o espaço da ARS.P na Vila Residencial de Mambucaba II. Em menos de um mês, foram arrecadadas mais de 3,5 toneladas em doações.

Voluntários
Além de ceder locais para recolher donativos, a Eletronuclear tem disponibilizado material para a montagem das cestas básicas; dado apoio com transporte para fazer a coleta dos donativos nos postos, a compra e a distribuição das cestas; e apoiado na divulgação da iniciativa. A campanha também tem contado com a ajuda de colaboradores da empresa, que vêm atuando como voluntários no recebimento das doações. É importante destacar que nenhum deles pertence ao grupo de risco para a covid-19 e todos utilizam os equipamentos de proteção individual recomendados pelas autoridades de saúde.

Doação
A Eletronuclear também está apoiando campanha de doação de itens de higiene para os idosos que moram no Asilo São Vicente de Paulo, em Paraty. Devido à crise, a instituição tem tido dificuldade para receber donativos. São itens como lenços umedecidos, pomadas antiassadura, lâminas para barbear, fraldas geriátricas e máscaras de proteção. As doações podem ser entregues no Cineteatro de Praia Brava e no Espaço da ARS.P ou, então, realizadas por meio de depósitos bancários na conta do asilo.

Álcool gel
Em breve, outra ação sairá do papel. A Eletronuclear prepara parceria com o campus de Angra dos Reis da Cefet/RJ para auxiliar a instituição na produção de álcool em gel 70% e na confecção de máscaras tipo faceshield para profissionais de saúde e de componentes para respiradores. O material produzido será doado ao Sistema Único de Saúde (SUS), por meio das secretarias de saúde dos municípios da Costa Verde.

Compromisso
De acordo com Ana Beatriz, as ações empreendidas pela Eletronuclear são fruto do compromisso que a empresa tem com a Costa Verde, ainda mais no momento atual. “Uma das principais armas contra a pandemia da covid-19 é a solidariedade. O voluntariado nasce na empresa para convidar nossos colaboradores a fazerem a diferença na vida das pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade”, frisa.

Continua
Ela acrescenta que esse movimento nasceu na Eletronuclear numa situação de crise e isolamento social, mas não vai parar. “O voluntariado corporativo terá continuidade como prática de responsabilidade social na empresa”, conclui.


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