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Militares ajudam bombeiros a abrir caminho nos escombros na Muzema

Matéria publicada em 14 de abril de 2019, 16:51 horas

 


Trabalhos acontecem desde sexta-feira de forma ininterrupta. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Além dos mais de 100 bombeiros que trabalham ininterruptamente no resgate de moradores dos prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, efetivos com ao menos 30 técnicos e engenheiros do Exército reforçam as buscas desde o dia da tragédia. Ao menos 15 pessoas são consideradas desaparecidas nos escombros dos dois prédios que desabaram na última sexta-feira (12).

O Comando Militar do Leste informou neste domingo (14) que os militares trabalham principalmente na retirada de escombros, na quebra de lajes e na abertura de passagens para as equipes de busca dos bombeiros.

O risco constante de novos desabamentos limita o emprego de máquinas pesadas nessa tarefa, segundo o Exército. Mesmo assim, o trabalho conta com a ajuda de um trator multiuso, uma retroescavadeira, um caminhão com munck, um compressor de ar, tesouras elétricas, tesourão manual e martelete com rompedor.

No sábado (13), o coordenador da operação de salvamento, coronel bombeiro Luciano Sarmento, disse que pessoas soterradas pelo desabamento de prédios têm mais chance de sobreviver que no caso de soterramento por terra. O motivo é que as estruturas podem formar ambientes abertos no interior dos escombros, permitindo que as vítimas continuem a respirar.
– Há relatos de pessoas que sobreviveram até sete dias – explicou o bombeiro.

Sete corpos foram retirados já sem vida dos escombros, e duas pessoas que chegaram a ser hospitalizadas morreram em decorrência dos ferimentos. Dos 10 resgatados que sobreviveram, quatro continuam internados.

Construídos em uma área de encosta, os prédios vieram abaixo depois de uma semana de chuvas intensas no Rio de Janeiro.

 


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