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Brasil é o sexto país mais perigoso do mundo para jornalistas, diz Unesco

Matéria publicada em 5 de maio de 2019, 14:00 horas

 


Relatório ressalta que situação configura ‘verdadeira violação à liberdade de expressão’ (Foto: ABr)

Brasília – Relatório divulgado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) informa que 64 jornalistas, profissionais de imprensa e comunicadores foram mortos no exercício da profissão no Brasil entre 1995 e 2018. O documento Violência Contra Comunicadores no Brasil: um Retrato da Apuração nos Últimos 20 Anos foi elaborado pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).

“Hoje o Brasil é um dos países mais violentos no que diz respeito ao ambiente de atuação dos comunicadores – nos posicionamos em sexto lugar no ranking de nações mais perigosas para jornalistas, segundo a [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] Unesco. Estamos atrás apenas de países em manifesta crise institucional, política e até humanitária, como Síria, Iraque, Paquistão, México e Somália”, diz o relatório.

De acordo com a Unesco, o Brasil é o sexto país mais perigoso do mundo para os profissionais da comunicação. O relatório ressalta que a situação configura “verdadeira violação à liberdade de expressão”. O material também aponta “dificuldades estruturais notórias das Polícias Judiciárias” e diz que “muitos dos autores intelectuais desses crimes não chegam a ser responsabilizados. A autoria por vezes sequer é identificada.”

– Essa situação de inação pode gerar a responsabilização internacional do Estado brasileiro, pela violação de compromissos internacionais voltados a proteção dos Direitos – indica o relatório.

Mortes

O levantamento mostra que a maior parte das mortes ocorreu em pequenas cidades e envolve jornalistas e comunicadores de pequenos grupos, entre eles blogueiros e radialistas. O documento detalha as mortes e o andamento dos casos em todos os estados – o Rio de Janeiro, com 13 assassinatos; a Bahia, com sete; e o Maranhão, com seis, foram os três estados que mais registraram casos desde 1995. Do total de casos registrados, sete não tiveram solução e outros sete estão sem informações.

“Chama atenção a quantidade de fatos ocorridos no estado do Rio de Janeiro, que lidera como a unidade da federação mais violenta para o trabalho de comunicadores. Além de estar à frente em número absoluto de atos de violência extremada, o estado fluminense foi palco de dois casos simbólicos – os assassinatos de Aristeu Guida e Reinaldo Coutinho”, destaca o documento.

De acordo com o documento, o ano de 2015 representou o ápice da violência contra profissionais de imprensa. “Apesar de os anos seguintes indicarem uma tendência de diminuição da taxa de homicídios contra esses profissionais, o ano de 2018 voltou a apresentar taxas mais altas, quando foram mortos quatro comunicadores no exercício de suas funções”, indica o relatório.

Segundo o estudo, a principal dificuldade para apurar esse tipo de crime é a verificação sobre mandantes e executores. As informações foram levantadas a partir de informações do Ministério das Relações Exteriores, que envia dados sobre o tema à Unesco.

Por Heloisa Cristaldo, da Agência Brasil.

 


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Um comentário

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    É tanta violência contra a imprensa livre, que a Organização Repórteres sem Fronteiras condenou a “lista negra” de profissionais da imprensa divulgada pelo PT em 2014.
    A Organização Repórteres sem Fronteiras, que reúne profissionais da imprensa do Brasil e do exterior, condenou a reação do vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, que divulgou uma “lista negra” – de profissionais designados por ele de ‘pitbulls da grande mídia”. A entidade lembra que, desde o início da Copa do Mundo, houve registros de 18 agressões contra jornalistas no Brasil.
    Ou seja, a violência contra a imprensa livre no Brasil teve ajuda e apoio do PT, que durante seus quinze anos de poder sempre falou mal da imprensa, desprezou os melhores jornalistas brasileiros e os perseguiu nas redes e nas ruas!
    O que dizer do PT que sempre lutou contra a imprensa livre?!
    Eu digo: “O PT não é democrático, pois lutou contra a imprensa livre!”

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