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CĂĄrmen LĂșcia pede celeridade em julgamentos de violĂȘncia domĂ©stica

Matéria publicada em 9 de agosto de 2018, 10:59 horas

 


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra CĂĄrmen LĂșcia, durante sessĂŁo plenĂĄria. (crĂ©dito AB)

BrasĂ­lia – Diante de profissionais do sistema judiciĂĄrio e da segurança pĂșblica que atuam em casos de violĂȘncia contra a mulher, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), CĂĄrmem LĂșcia, defendeu hoje (9) atenção especial Ă s crianças expostas a agressĂ”es que ocorrem, muitas vezes, dentro do lar. Segundo ela, o reflexo nesses meninos e meninas ainda Ă© um aspecto pouco tratado pela legislação.

CĂĄrmem LĂșcia pediu empenho para que casos de violĂȘncia domĂ©stica sejam investigados e julgados mais rapidamente, “para que as famĂ­lias e as crianças nĂŁo se vejam sem respostas a uma agressĂŁo tĂŁo grave que nĂŁo fica apenas na pessoa da vĂ­tima”.

A presidente do STF, ministra CĂĄrmen LĂșcia, durante sessĂŁo plenĂĄria extraordinĂĄria de retomada do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5794) que questiona o fim da contribuição sindical obrigatĂłria. A presidente do STF, ministra CĂĄrmen LĂșcia, pediu empenho para que casos de violĂȘncia domĂ©stica sejam investigados e julgados mais rapidamente – JosĂ© Cruz/Arquivo AgĂȘncia Brasil

Ao abrir a 12ÂȘ edição da Jornada Lei Maria da Penha, evento realizado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para discutir aspectos da violĂȘncia contra a mulher, a ministra ainda lembrou que o foco deste ano Ă© o trabalho de profissionais de justiça e segurança pĂșblica. A proposta Ă© sensibilizar esses agentes sobre o problema.

“A paz e a violĂȘncia nĂŁo param nos umbrais das portas das casas. Elas atravessam as ruas e ganham as praças. Ou temos uma sociedade que pode conviver de forma mais pacĂ­fica ou teremos uma sociedade cada vez mais violenta que nĂŁo sei onde vai acabar, mas sei que nĂŁo vai acabar bem”, alertou.

Ela criticou aspectos “machistas, preconceituosos e violentos” da sociedade e ressaltou que a atuação do Estado e dos brasileiros deve ser no sentido de dar mais visibilidade ao tema do feminicĂ­dio para que o silĂȘncio nĂŁo permita a evolução de casos de crime contra a mulher.

“Precisamos trabalhar para que cada vez mais a lei possa ser devidamente aplicada atĂ© chegar o momento em que nĂŁo precisemos mais de lei para conter uma constante e inexplicĂĄvel violĂȘncia”, disse.

Ao longo de todo o dia de hoje e amanhĂŁ, em um plenĂĄrio do STF, pesquisadores, defensores, delegados e juĂ­zes vĂŁo apresentar os avanços e os desafios na identificação e prevenção dos casos de violĂȘncia contra a mulher e no atendimento Ă s vĂ­timas e suas famĂ­lias.

Um comentĂĄrio

  1. É SÓ ACABAR COM A ESTABILIDADE DOS MAGISTRADOS.

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