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Damares assumirá Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

Matéria publicada em 6 de dezembro de 2018, 16:22 horas

 


Pasta será criada no governo Bolsonaro e ficará responsável pela Funai

Brasília- A advogada Damares Alves assumirá o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. O nome foi anunciado nesta quinta-feira (6) pelo ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmado para a Casa Civil. Assessora do senador Magno Malta (PR-ES), Damares comandará a pasta que será criada no governo de Jair Bolsonaro, a partir de janeiro.
O novo ministério também vai agregar ainda Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pela demarcação de terras indígenas e políticas voltadas para esses povos.
Com este anúncio, a equipe ministerial já conta com 21 ministros. Segundo Onyx Lorenzoni, o presidente eleito continua refletindo sobre a escolha para o Ministério do Meio Ambiente, a última pasta a ter o titular definido.
Apoiada por setores evangélicos, Damares Alves, que também é pastora, afirmou que terá como prioridade as políticas públicas para mulheres. Segunda ela, o objetivo é avançar nas metas que ainda não foram alcançadas e propôs um pacto nacional pela infância.
“A pasta é muito grande, muito ampla e agora a gente está trazendo para a pasta a Funai. Nós vamos trazer para o protagonismo políticas públicas que ainda não chegaram até às mulheres, e às mulheres que ainda não foram alcançadas pelas políticas públicas.”
De acordo com Damares Alves, a prioridade será para a “mulher ribeirinha, a mulher pescadora, a mulher catadora de siri, a quebradora de coco”. “Essas mulheres que estão anônimas e invisíveis, elas virão para o protagonismo nessa pasta. Na questão da infância, vamos dar uma atenção especial, porque está vindo para a pasta também a Secretaria da Infância, e o objetivo é propor para a Nação um grande impacto pela infância, um pacto de verdade pela infância”, disse.

Funai

A futura ministra negou que dificuldades e controvérsias envolvendo a Funai serão problemas. “Funai não é problema neste governo, índio não é problema. O presidente só estava esperando o melhor lugar para colocar a Funai. E nós entendemos que é o Ministério dos Direitos Humanos, porque índio é gente, e índio precisa ser visto de uma forma como um todo. Índio não é só terra, índio também é gente”, afirmou.
Pela manhã, indígenas de diversas etnias, vinculados à Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), estiveram no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e protestaram contra a desvinculação da Funai do Ministério da Justiça.
Os indígenas entregaram uma carta a integrantes do governo de transição. Dois representantes do grupo se reuniram com integrantes do futuro governo. Segundo os indígenas, a manutenção da autarquia na pasta da Justiça daria mais segurança na defesa de seus direitos.
*Por Pedro Rafael Vilela e Marcelo Brandão – Repórteres da Agência Brasil


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2 comentários

  1. Três ministérios em um só. Em vez de três ministros, teremos uma ministra e um super secretário para cada assunto, ou seja, quatro bocas no total para os amigos e para os amigos dos amigos.

    • Deixe de ser chorão. O Samuca tem 29 secretarias/Fundações/Autarquias com os titulares MAIS os subs criados por ele, e ninguém fala nada.

      O Neto tinha 34 MAS não tinha os subsecretários.

      O Samuca bem que podia aprender com o Bolsonaro e tbm colocar em prática o que ele se diz que está trabalhando em cima da Modernização da Gestão.

      Há secretarias que podem ser agrupadas tranquilamente, e ainda mandar um monte de servidores públicos para rua, principalmente os servidores que acham que o cargo é deles e que não deve nenhuma satisfação para o cidadão.

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