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Em 18 anos o Brasil perdeu 500 mil metros quadrados de biomas

Matéria publicada em 24 de setembro de 2020, 11:44 horas

 


A maior perda em números absolutos ocorreu na Amazônia

Brasília- Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil perdeu 500 mil quilômetros quadrados (M2) de sua área natural em 18 anos, o equivalente a duas vezes o tamanho do Estado de São Paulo.

De acordo com os dados do IBGE, a maior perda em números absolutos ocorreu na Amazônia, que acumulou mais da metade da redução de área verde do País no período.

Há, porém, um pequeno alento: o ritmo de destruição dos biomas do País desacelerou, na comparação feita por técnicos do órgão, que tem 2018 como último ano.

Os dados compõem o estudo de Contas Econômicas Ambientais, apresentado pelo IBGE nesta quinta-feira, 24. O levantamento considera a série histórica que compreende o período entre 2000 e 2018.

A amostra exclui os grandes incêndios registrados na floresta amazônica no ano passado e no Pantanal este ano, já durante o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo os pesquisadores, todos os seis biomas – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal – apresentaram redução de suas áreas.

As maiores perdas em números absolutos foram registradas na Amazônia (perdeu 269,8 mil quilômetros quadrados de área) e Cerrado (152,7 mil).

Em termos porcentuais, porém, quem registrou maior decréscimo foi o Pampa, cuja extensão diminuiu 16,8% em 18 anos.

Expansão agrícola

O estudo traz dados concretos de redução da área nativa, mas sem detalhar se foi motivada por queimadas, desmatamentos ou outra ação humana.

Ao mesmo tempo, mostra as conversões do espaço – se deixou de ser vegetação de pampa, por exemplo, para se tornar plantação.

O crescimento das áreas agrícolas é evidente, e chama atenção a situação do bioma Amazônia. A área florestal recuou mais de 265 mil quilômetros quadrados em 18 anos, o equivalente a quase 8% de sua cobertura.

Ao mesmo tempo, a região registrou um aumento de 71,4% em sua área de pastagem com manejo, e de 288,6% na área agrícola.

Fonte Agência Estado*


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