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Fundador da rede varejista Ricardo Eletro é preso por sonegação fiscal

Matéria publicada em 8 de julho de 2020, 11:25 horas

 


Brasília – Policiais civis, auditores-fiscais da Receita e três promotores de Justiça de Minas Gerais saíram às ruas de quatro cidades mineiras e de São Paulo nas primeiras horas da manhã de hoje (8) para cumprir três mandados judiciais de prisão e 14 mandados de busca e apreensão expedidos contra empresários investigados por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Entre os principais alvos da investigação está o fundador da rede varejista Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, detido em São Paulo. A filha mais velha do empresário, Laura Nunes, e um irmão também são alvo da Operação Direto com o Dono. Um segurança que tentou impedir a ação policial também foi detido pelo crime de desobediência.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), os investigados são suspeitos de sonegar, ao longo de mais de cinco anos, cerca de R$ 400 milhões em impostos estaduais, como o ICMS. De acordo com promotores que participam da operação conjunta, além dos valores sonegados aos cofres públicos mineiros, a Ricardo Eletro tem “dívidas vultosas em praticamente todos os estados onde possui filiais [lojas]”.

De acordo com o Ministério Público, “o inquérito corre sob sigilo, mas as provas já colhidas denotam a participação efetiva deste alvo na administração da empresa. Há inúmeros indícios de que esta administração fática ainda é realizada pelo alvo principal da operação”.

Expedidos pela Vara de Inquéritos de Contagem, os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, em Minas Gerais, e nas cidades de São Paulo e Santo André (SP).

A fim de garantir o ressarcimento dos prejuízos aos cofres mineiros, a Justiça também determinou o sequestro ao equivalente a R$ 60 milhões em bens imóveis atribuídos a Ricardo Nunes – ainda que muitos deles, segundo os promotores responsáveis pelo caso, estejam registrados em nome de parentes do empresário. De acordo com o Ministério Público, a medida é necessária pois a Ricardo Eletro encontra-se em situação de recuperação extrajudicial, “sem condições de arcar com suas dívidas, já tendo fechado diversas unidades e demitido dezenas de trabalhadores”.

No total, a Operação Direto com o Dono mobiliza três promotores de Justiça, 60 auditores-fiscais da Receita estadual, quatro delegados e 55 investigadores da Polícia Civil.

Ricardo Eletro

Em nota, a Ricardo Eletro informou que Ricardo Nunes e familiares não fazem parte do seu quadro de acionistas e nem mesmo da administração da companhia desde 2019.

“A Ricardo Eletro pertence a um fundo de investimento em participação, que vem trabalhando para superar as crises financeiras que assolam a companhia desde 2017, sendo inclusive objeto de recuperação extrajudicial devidamente homologada perante a Justiça, em 2019”, diz a nota.

A Ricardo Eletro esclareceu que “a operação realizada hoje (8) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil, faz parte de processos anteriores a gestão atual da companhia e dizem respeito a supostos atos praticados por Ricardo Nunes e familiares, não tendo ligação com a companhia”.

Em relação à dívida com o estado de Minas Gerais, a Ricardo Eletro disse que “reconhece parcialmente as dívidas e, antes da pandemia, estava em discussão avançada com o estado para pagamento dos tributos passados, em consonância com as leis estaduais”.

A nota diz ainda que a Ricardo Eletro se coloca à disposição para colaborar integralmente com as investigações.

Agência Brasil não conseguiu entrar em contato com os advogados de Ricardo Nunes.


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11 comentários

  1. Avatar
    cidadão não, engenheiro formado,melhor que vocês.

    Cidadão não, empresário formado, sonegador de impostos e apoiador do presidente. Melhor que vocês.Esses coxinhas bolsonaristas são comoventes. Tem um aí que só fala em bilhões roubados pela oposição, repete isso como um mantra, como um papagaio. E disse aqui que é mais inteligente que os outros leitores. Eles são, como o presidente que elegeram, uma piada de mau gosto.

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    Se vasculhar direitinho, vai achar um bocado dessa grana financiando umas páginas aí que estão sob investigação

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    É o empresário malvadao que dá empregos, né comunista bonzinho?

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    Pagador de impostos

    Umberto Eco, falecido recentemente, disse certa vez que a internet deu voz a idiotas (algo mais ou menos assim).

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    Os amiguinhos dos cidadão de bem estão vendo o sol nascer quadrado,em breve será o louro José…pra cima deles Pf… Não tem mais Moro pra barrar agora

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      Enquanto o condenado a 17 anos e 1 mes de prisão (171) está solto e fazendo turismo pelo mundo com a outra petista.
      Ah, mas este casal não importa para os petistas e comunistas.

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      Vai vendo desconversando pra variar …

      Virou bolsominion declarado, que fim melancólico

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      Vai Vendo, dá para responder alguma coisa sem lembrar do ex presidente? Até quando vai esconder o despreparo do atual presidente e as trapalhadas de seus ministros colocando a culpa no ex presidente, no PT , no marreco de maringá , na chuva e no sol? A roda nunca parou de girar e todos os personagens que participaram do golpe de 2016 foram todas dragados pelo falso moralismo. Vários do políticos e empresários que se colocavam indignados sempre tiveram esse lado oculto. Veja a famiglia do despreparado que nos governa onde todos eles estão sendo investigados.

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    Foi desse jeitinho que a polícia federal norte americana botou na cadeia o célebre Alphonse Capone, onde permaneceu até seu último dia de vida. O Brasil, mesmo sendo o país no qual o presidente da República dá fuga a marginal usando passaporte forjado, ainda chega ao nível dos EUA da primeira metade do século passado.

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    Agamenon Mendes Pedreira

    Aos poucos os membros da rede de financiamento da família Bolsonaro vai sendo enjaulada. Daqui a pouco tempo, quem vai estar numa cela é aquele apoiador que se veste de Zé Carioca, dono de uma enorme rede de lojas que comercializa produtos de baixa qualidade

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