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General Franklimberg é escolhido para presidir a Funai

Matéria publicada em 17 de janeiro de 2019, 15:41 horas

 


O militar é de origem indígena

 

Brasília- O general Franklimberg Ribeiro de Freitas foi o nome escolhido pelo governo Jair Bolsonaro para presidir a Fundação Nacional do Índio (Funai). A designação consta de uma edição extra do Diário Oficial da União publicada na noite desta quarta-feira (16).

O militar, de origem indígena, reassume o comando do órgão após indicação da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Anteriormente, a fundação ficava subordinada ao Ministério da Justiça.

Em nota divulgada na manhã de hoje, a Funai destaca que, durante sua primeira gestão, que compreendeu o período de maio de maio de 2017 a abril de 2018, Franklimberg coordenou a elaboração de um parecer sobre projeto de lei que altera o Estatuto dos Povos Indígenas. À época, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) criticou a medida, destacando que a modificação acrescentaria ao estatuto, de 1973, a tese do marco temporal, segundo a qual os povos indígenas só teriam direito à demarcação das terras que estivessem sob sua posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

Segundo a assessoria da Funai, antes de presidi-la, Franklimberg  coordenou em Roraima uma ação que visava a retirada de garimpeiros da Terra Indígena Yanomami, em 2010 e 2012, e uma operação que permitiu a demarcação da Terra Indígena Kayabi, localizada no norte do Mato Grosso e sudoeste do Pará. O general esteve à frente, entre 2012 e 2013, do Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia (CMA), ao qual esteve ligado também como Assessor Parlamentar e de Relações Institucionais do CMA.

Ao deixar o cargo, Franklimberg afirmou que considera a Funai “uma instituição forte” e que testemunhou, no período de sua presidência, “a abnegação de muitos servidores”.

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil


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Um comentário

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    Nada contra o Bolsonaro, porém colocar tantos militares, que já provaram que não sabem gerenciar um país, ainda são muito ignorantes. Infelizmente no curso de oficiais muita coisa não é ensinada e por isso temos esses sujeitos que nada sabem, sequer direito constitucional é abordado no curso de oficiais que dirá outras vertentes e o que mais me deixa curioso é o fato que nenhum militar brasileiro é experiente em guerras. Alguém já tentou contar quanto oficiais x praças há no país? não seria surpresa alguma haver mais pajé que índio nesse ramo.

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