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Inscrições para o Programa Mais Médicos começam nesta quarta-feira

Matéria publicada em 21 de novembro de 2018, 08:19 horas

 


Entrevista coletiva com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que fala sobre o programa Mais Médicos.

Brasília – As inscrições do Programa Mais Médicos para preencher vagas abertas com a saída dos médicos cubanos começam a partir das 8h desta quarta-feira (21) e vai até o dia 25 deste mês. Conforme o edital publicado nessa terça-feira (20) pelo Diário Oficial da União, poderão se inscrever os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país.

De acordo com o Ministério da Saúde, os profissionais habilitados podem se inscrever por meio do site maismedicos.gov.br. O início das atividades está previsto para 3 de dezembro. São ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.

“O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informa que encerrou a cooperação no programa Mais Médicos”, diz nota publicada pelo ministério.

Gilberto Occhi

Durante entrevista à imprensa na segunda-feira (19), em Brasília, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, detalhou o novo edital do programa e informou que caso as vagas disponíveis não sejam preenchidas elas serão oferecidas, por meio de um novo edital a ser lançado no próximo dia 27.

“Estamos disponibilizando um sistema que o médico poderá acessar, fazer seu cadastro e escolher o estado e cidade que quer atuar. Se houver vaga, poderá acessar. Vamos dizer que numa cidade há 10 vagas. Os 10 primeiros médicos que acessarem e atenderem aos requisitos vão consumir essas vagas e elas serão retiradas do sistema”, explicou o ministro.

O prazo para que os médicos assumam os novos postos de trabalho é curto, segundo o ministro, para evitar que a população fique desassistida após o anúncio do governo cubano de sair do programa no Brasil, por discordar de exigências feitas pelo governo eleito de Jair Bolsonaro. Com isso, mais de 8 mil médicos cubanos que atuavam no programa vão deixar o país.

Os médicos aprovados deverão se apresentar nos municípios escolhidos a partir do dia 3 de dezembro para homologar a contratação e começar a trabalhar. O prazo final para que os médicos aprovados se apresentem é dia 7 de dezembro, às 18h, ou serão eliminados do processo e a vaga será disponibilizada novamente no sistema de inscrição do Ministério da Saúde.

O ministro informou que na próxima segunda-feira (26) o Ministério vai divulgar um relatório consolidando o interesse dos médicos no programa. “Ao final do dia 26, nós iremos publicar esse resultado com todos os inscritos e as respectivas lotações”, disse Occhi.

Segundo ele, os médicos que se inscreverem no segundo edital também terão que fazer o Revalida, mas poderão trabalhar enquanto isso não acontece mediante a apresentação de cerca de 17 documentos exigidos pelo governo. “O profissional brasileiro formado no exterior que não tenha CRM nem Revalida só poderá exercer sua atividade legalmente no Brasil por meio do Mais Médicos”, explicou.


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5 comentários

  1. Evangélico sim, trouxa não!

    A verdade nua e cria. Médico brasileiro só vai para cidade que tenha shopping center ou praia. Milhões de brasileiros continuarão sem atendimento médico graças a posição do Bozo com claro viés ideológico. Com a saída dos cubanos o programa mais médicos ficará com um déficit de 10500 médicos. Os médicos brasileiros não preencherão nem 2000 destas vagas. Resta ao Bozo apelar para os cubanos que fizeram laços familiares aqui no Brasil peçam asilo.

  2. O Programa “Mais Médicos” foi tratada secretamente entre Dilma e os cubanos para que não houvesse a crítica dos médicos brasileiros! Um ano antes de ficar conhecido o programa, já tinha as negociações entre o governo brasileiro e a ditadura cubana! Foi a ditadura castrista que mandou profissionais ao Brasil para prospectar bons negócios, e descobriu que seria bom negócio esse tal de Programa “Mais Médicos”…. O Programa partiu de Cuba, foi imposto pela ditadura e aceita pelo PT, ou seja, de cada médico vindo de Cuba, ele fica com mil dólares enquanto a ditadura fica com 3 mil dólares! O médico não pode ter liberdade, porque sua família é mantida como refém em Cuba, e caso tivesse alguma divergencia entre o governo brasileiro… quem resolveria a divergencia seria uma Câmara de Conciliação em Havana em Cuba, no idioma espanhol!!! Isso é inaceitável, inacreditável, como os criminosos do PT aceitaram isso?!
    A questão central me parece é que o Programa não precisa de médicos, necessariamente, mas de profissionais da saúde, da área médica, pode ter para-médicos ou enfermeiros, é nececessário redefinir esse programa, para que ele deixe de ser essa sacanagem toda que apareceu na mídia!!!
    O ministro indicado para a saúde de Bolsonaro disse, hoje, que medidas serão tomadas agora, como contratação de novos profissionais, que já estão se apresentando…
    Essa revelação dos telegramas trocados entre Dilma e os dirigentes cubanos, mostra que Cuba está exportando médicos de uma forma ilegal, e todos sabiam disso, tanto que houve a famosa triangulação!!! Qualquer juiz do interior sabe muito bem, que quando uma transação é proibida, há triangulação!!! Para dar um olé no Congresso Nacional, o crime contra a democracia cometido pelo PT passou ao largo do Congresso Nacional, e para evitar o crivo natural dos deputados federais, esse acordo do program mais médicos com a OPAS….. O Brasil paga à OPAS, a OPAS paga à Cuba, e Cuba paga muito pouquinho para o profissional médico…
    Houve vários acordos espúrios entre Cuba e o Brasil desse tipo, não foi apenas o Programa Mais Médicos! Quando houve o acordo com o FHC, FHC não aceitou que o médico fosse deportado, enquanto com o PT o Brasil ficou de joelhos, de mãos e pés no chão, ou seja, numa situação perigosa!!!
    Era um Programa não para salvar ninguém, nem para melhorar a saúde, mas para mandar dinheiro para Cuba…. O que vai acontecer com o programa? Haverá uma reforma no programa, e o futuro ministro de Bolsonaro já está avaliando…. Mas o certo é que a classe médica brasileira não quer ninguém de fora, que não tenha diploma reconhecido no Brasil, fazendo atendimento mais ou menos!!!

  3. Numa das cláusuras do programa Mais Médicos está a impossibilidade de se pedir asilo, ou seja, para o PT não importa os direitos humanos dos cidadãos cubanos! Lembra os dois boxeadores cubanos, que nas Olimpíadas pediram asilo, mas foram presos por Lula e mandados de volta para Cuba! Ou seja, para o PT não há direitos humanos, só há direitos petistas!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”…

    • Isso é um fato. Cuba não oferece qualidade de vida plena para ninguém. Agora, esse papo do Bolsonaro de ter levantado toda essa confusão por direitos dos trabalhadores cubanos é pura balela. Ele mesmo disse que o trabalhador deve escolher entre ter direitos ou ter emprego. Foi por pura guerra ideológica, amigo. Acorde. Ele mesmo antes de eleito disse que com uma canetada mandaria os cubanos para casa, que talvez até para Guantánamo, pois eram infiltrados comunistas. Olha onde chega a mente megalomaníaca e pirada desse cara. O importante é o brasileiro receber pelo menos o mínimo para se viver, como assegura a constituição. Esse presidente é um poço de hipocrisia, essa desculpinha dele não colou. Enquanto isso o povo fica sem atendimento médico, precisando recorrer à cidade vizinha, piorando ainda mais o caos da saúde pública. Os filhinhos de papai que se formaram em medicina se recusaram a preencher essas vagas, e agora isso vai se repetir. O Brasil tem médico sim, mas diferentemente dos cubanos que sempre foram ofertados como aparato humanitário, nossos médicos sempre preferiram enriquecer em clínicas privadas. Sempre foi assim. Enquanto isso o povo agoniza. Esse governo nem começou e já dá claros sinais de que muita coisa pior está por vir.

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