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Maia critica força-tarefa da Lava Jato e diz que Moro virou político

Matéria publicada em 6 de julho de 2020, 09:14 horas

 


Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a criticar a força-tarefa da Operação Lava Jato após o procurador Deltan Dallagnol dizer que governistas vinham atacando o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro por receio do desempenho do ex-juiz em eventual candidatura à Presidência da República em 2022.

“Espero que o procurador-geral da República (Augusto Aras) consiga organizar o trabalho. Não é uma questão de interferência no trabalho dos procuradores, que têm independência. Mas alguém tem que coordenar, alguém tem que fiscalizar. Se não, acima da força-tarefa de Curitiba parece que não há nada. Precisa ter”, disse Maia, neste domingo, 5, em entrevista à Globo News.

Maia afirmou, ainda, que Moro “virou político” em razão da maneira como se comporta desde que deixou o primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro. Bolsonaristas temem que o ex-juiz da Lava Jato seja adversário do atual chefe do Palácio do Planalto na disputa presidencial de 2022. “Se ele for candidato, é candidato fortíssimo. Acho que fez bom trabalho no Ministério da Justiça. Falei que ele é político porque as ações dele depois que saiu do ministério são todas de político. Na minha opinião, ele caminha pra política. E acho bom que ele participe do processo”, disse Maia.

O comentário de Deltan Dallagnol criticado por Maia foi feito em entrevista à CNN, na última sexta-feira. O procurador declarou que governistas teriam o objetivo de desconstruir o ex-ministro por preocupação eleitoral. “Com o desembarque do ex-ministro Sérgio Moro da parte da Justiça, passou a interessar ao governo e aos seus aliados a desconstrução do ex-ministro Sérgio Moro e da Lava Jato, de que ele é símbolo, pelo receio de que ele venha eventualmente a concorrer em 2022”, disse o procurador.

Procuradores entraram em rota de colisão com Augusto Aras nas últimas semanas depois que o procurador-geral da República determinou compartilhamento de dados da Lava Jato no Paraná, em São Paulo e no Rio. Aras também questionou a necessidade de força-tarefa para investigações específicas e propôs a criação da Unidade Nacional Anticorrupção (Unac) no Ministério Público Federal. A estrutura deixaria o controle de grandes operações em Brasília.


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6 comentários

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    Cidadão de Volta Redonda

    Maia acredita que pode chegar à presidência. Sonhar é permitido.

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    Aos poucos vemos que todos os políticos na realidade são de centro…ou seja objetivam a mesma direção… só não informa isso ao povo… pois o apartheid dessa nação leva a não mudanças, ou seja mais do mesmo seja quem assumir.

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      Agamenon Mendes Pedreira

      Você deve ter fumado aquela “da lata”, tal o raciocínio tosco que você demonstra, “na lata”.

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    O que o Moto queria não conseguiu, porque foi se associar a um canalha muito mais safado que ele.
    O cargo no STF ou a candidatura à presidência foram para a casa do …

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    O ex-capitão quer mesmo desconstruir primeiro as candidaturas da direita que possam dificultar sua reeleição em 2022. Manter o esquema de fake-mews é necessário para essa campanha.
    O PSDB, tão querido do Moro, de social-democrata só tem o nome, pois tanto FHC como seus governadores desde 1994 na prática sempre tomaram decisões típicas da direita. Porém, de 2018 para cá, os olavistas e outros extremistas de direita, que defenderem arduamente o PSDB e votaram desde 2002 em Serra, Alckmin e Aécio, combinaram que Tucanos passassem a ser considerados esquerdistas.
    Lembrando, opositores às candidaturas Tucanas eram chamados de “petralhas” até o “seu” Jair despontar como favorito na campanha de 2018.

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    Candidato fortíssimo? Só que não.
    Desempenhou um brilhante trabalho a frente da lava jato e o Brasil será grato por isso para sempre.
    No entanto como político… Moro é desarmamentista, a favor do aborto, do ativismo judicial, flerta com ideias globalistas (globalismo é diferente de globalização, por favor), enfim, politicamente Moro não passa de um tucano, portanto, de esquerda.

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