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Mourão: maior erro do governo foi falta de campanhas de orientação sobre covid

Matéria publicada em 23 de junho de 2021, 10:50 horas

 


O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que um dos maiores erros do governo com relação ao combate à pandemia da covid-19 no Brasil está relacionado à comunicação. De acordo com o vice, a falta de peças publicitárias e de investimento em campanhas que esclarecessem aspectos da crise sanitária podem ter agravado a pandemia. Contudo, mesmo com críticas, Mourão defendeu, em entrevista à GloboNews, o presidente Jair Bolsonaro. Afirmou que não se pode colocar todos os problemas relacionados à crise “nas costas dele”, e que todos tem “sua parcela de erro” com relação à pandemia.

Sobre os erros na comunicação, Mourão afirmou: “eu acho que este foi o grande erro: (não ter feito) uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas Então, uma campanha de esclarecimento da população sobre a realidade da doença, orientações o tempo todo para a população”, declarou. “Eu acho que isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo”, acrescentou.

A afirmação de Mourão, no entanto, vai contra uma declaração de Bolsonaro. Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo defendeu a redução dos investimentos em peças publicitárias com informações sobre a pandemia. “Alguém precisa de propaganda na televisão sobre covid ou todo mundo sabe o que está acontecendo?”, questionou o presidente.

Relações

Mourão também comentou sobre suas relações com as pessoas que integraram o quadro de ministros do governo Bolsonaro. Apesar de fazer uma boa avaliação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, afirmando que ele o ajudou em “momentos difíceis”, Mourão declarou que o ex-ministro deveria ter compreendido que estava em função política, e que deveria ter passado para a reserva do Exército ao assumir no ministério. “Teria mais liberdade de manobra para trabalhar. É o ponto focal da questão” O vice-presidente também tentou descolar a imagem de Pazuello do Exército. “Pazuello não é o Exército nem o Exército é Pazuello, apesar de ele ser um militar”.

Sobre o atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com quem o vice tem tido alguns atritos, Mourão declarou que “trabalhar com pessoas não é simples”, e defendeu a busca por “sinergia” e “cooperação” nos trabalhos ministeriais.

Eleições 2022

Hamilton Mourão também afirmou, na entrevista, que o presidente Jair Bolsonaro ainda não conversou com ele sobre sua permanência na chapa para a eleição presidencial de 2022. Mas avaliou que “os indícios todos” apontam para que ele não seja convidado para repetir, no próximo ano, a dobradinha vitoriosa de 2018. Se isso for confirmado, Mourão repetiu que pode concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

O vice negou que um cargo na Câmara dos Deputados esteja em seu horizonte, e que “é mais difícil” uma candidatura ao governado gaúcho. “Hoje eu estou em cima do muro, estou de ‘PSDB'”, brincou Mourão.

Sobre as possíveis razões que motivem o presidente a não convidá-lo para permanecer na chapa no ano que vem, Mourão afirmou que “há sempre aquela desconfiança de que estaria me preparando para ocupar o lugar dele”. Para o vice-presidente, discussões sempre ocorrem e o presidente deveria entender que ele “não está a fim do cargo dele (Bolsonaro)”.


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4 comentários

  1. Não concordo. Foi a maior campanha negacionista com desdém ao vírus já vista.

  2. Conjo Moro, ex-herói dos tolos.

    O maior erro foi ter colocado um boçal despreparado e omisso para governar esse país. E, pior, apoiado por uma parte de militares idiotas.

  3. Foi uma grande campanha, talvez a maior do mundo, de negacionismos e desdem ao vírus.

  4. Vacina para todos!!!!!

    Se para nós, adultos, a Covid-19 causou perdas irreparáveis e prejuízos profundos, para as crianças e adolescentes brasileiros isso tudo também se deu de maneira mais acentuada. Eles foram apanhados por uma pandemia que tem causado danos que custarão a ser revertidos – não só em suas formações escolares, que são a perda mais evidente, mas em termos de formação de suas personalidades. Afinal, foram privados do convívio social ao longo de mais de um ano de distanciamento social, e isso tem um custo. Ansiedade, desatenção, irritabilidade e solidão são apenas alguns dos efeitos negativos para a saúde mental.

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