domingo, 9 de agosto de 2020

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MP faz operação para prender suspeito de obstruir investigação do caso Marielle

Matéria publicada em 10 de junho de 2020, 08:46 horas

 


Ação vem sendo realizada com o apoio da Polícia Civil no Rio de Janeiro

Ronnie Lessa e Elcio Queiroz foram presos em penitenciária federal  (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), realiza, nesta quarta-feira (10), a operação “Submersus 2”, para prender Maxwell Simões Correa. Ele é suspeito de atrapalhar de maneira deliberada, segundo o MP, junto a outras quatro pessoas, já denunciadas ao Judiciário, as investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e o seu motorista, Anderson Gomes. Além do mandado de prisão, a operação cumpre mandados de busca e apreensão em dez endereços na cidade do Rio ligados a Maxwell e aos outros quatro investigados. A decisão foi proferida pela 19ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

De acordo com as investigações, no dia 13 de março de 2019, um dia após as prisões dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, denunciados como autores dos crimes, Maxwell, em comunhão de ações com os já denunciados Elaine Pereira Figueiredo Lessa, esposa de Ronnie, Bruno Pereira Figueiredo, cunhado de Ronnie, José Marcio Mantovano e Josinaldo Lucas Freitas, presos durante a operação “Submersus”, ajudou a ocultar armas de fogo de uso restrito e acessórios pertencentes a Ronnie, que estavam armazenados em um apartamento no bairro do Pechincha utilizado pelo ex-policial, bem como em locais ainda desconhecidos. O papel de Maxwell para obstruir as investigações foi ceder o veículo utilizado para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto mar.

A obstrução de Justiça praticada pelo denunciado, junto aos outros quatro denunciados, prejudicou de maneira considerável as investigações em curso e a ação penal deflagrada na ocasião da operação “Submersus”, na medida em que frustrou cumprimento de ordem judicial, impedindo a apreensão do vasto arsenal bélico ali ocultado e inviabilizando o avanço das investigações. A arma de fogo utilizada nos crimes ainda não foi localizada em razão das condutas criminosas perpetradas pelos cinco denunciados, cabendo ressaltar que Maxwell ostentava vínculo de amizade com os acusados dos crimes e com os denunciados Josinaldo Lucas Freitas e José Márcio Mantovano.


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