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Negros têm 2,7 mais chances de serem mortos do que brancos

Matéria publicada em 13 de novembro de 2019, 11:30 horas

 


Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – A população negra tem 2,7 mais chances de ser vítima de assassinato do que os brancos. É o que revela o informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, divulgado hoje (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a analista de indicadores sociais do IBGE Luanda Botelho, enquanto a violência contra pessoas brancas se mantém estável, a taxa de homicídio de pretos e pardos aumentou em todas as faixas etárias.

“Na série de 2012 a 2017, que foi o período que a gente analisou neste estudo, houve aumento da taxa de homicídios por 100 mil habitantes da população preta e parda, passando de 37,2 para 43,4. Enquanto para a população branca esse indicador se manteve constante no tempo, em torno de 16” disse ela.

De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, foram registradas 255 mil mortes de pessoas negras por assassinato nos seis anos analisados.

Entre os jovens brancos de 15 a 29 anos, a taxa era de 34 mortes para cada 100 mil habitantes em 2017, último ano com dados de mortes disponíveis no DataSus. Entre os pretos e pardos, eram 98,5 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Fazendo o recorte apenas dos homens negros nessa faixa etária, a taxa de homicídio sobe para 185. Para as mulheres jovens, a taxa é de 5,2 entre as brancas e 10,1 para as pretas e pardas.

Estudantes

Segundo o levantamento, a violência vivenciada na escola também atinge mais a população preta e parda do que a branca. O IBGE analisou dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2015 com alunos do nono ano e concluiu que 15,4% dos pretos ou pardos e 13,1% dos brancos deixaram de ir à aula em algum dia por falta de segurança no trajeto entre a casa e a escola.

Do total de estudantes, 53,9% dos pretos e pardos estudavam em escolas localizadas em áreas de risco, enquanto entre os brancos a proporção cai para 45,7%. A diferença cresce na comparação apenas entre escolas privadas, com 40,7% dos pretos ou pardos e 29,5% dos brancos.

Entre os estudantes pretos e pardos, 15,1% disseram ter sido agredidos fisicamente por um adulto da família. Entre os brancos, a proporção é de 13,1%.

Segundo o IBGE, jovens expostos à violência têm mais propensão a sofrer de doenças como depressão, vício de substâncias químicas e problemas de aprendizagem, além de suicídio.


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8 comentários

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    O protesto é porque estão matando poucos brancos?

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    Tá, mas qual a cor da mão que atira? Não me venha com hipóteses, contextualizacões e chorumelas de militantes. Estou falando de um FATO, de coisa absoluta e concreta… QUAL A COR DA MÃO QUE ATIRA?…

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    Não por serem negros. Próximo.

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    Faltou especificar na pesquisa também a cor de quem está matando.

    Engraçado, na foto da manifestação, ao fundo vemos a bandeira da UJS, que em sua Logo possui a silhueta de Che Guevara, que é um símbolo da violência, racismo, homofobia, autoritarismo e tudo mais que não presta. Não lutam por uma causa, e sim por uma ideologia.

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    Como a pesquisa foi feita entre 2012 e 2017 verificamos que naquela época no governo petista a violência só aumentava, pois enquanto na época do FHC morria 40000 pessoas por ano, vítimas de assassinato, quando a Dilma Roussef saiu do governo federal morria 60000 pessoas por ano!
    O que dizer desses governos petistas que só fizeram aumentar os assassinatos no Brasil, principalmente da raça negra ?!

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    Máicol Jéquinson escapou a tempo!

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