quarta-feira, 23 de outubro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Nacional / Oferta de vagas em ensino superior a distância é maior que presencial

Oferta de vagas em ensino superior a distância é maior que presencial

Matéria publicada em 20 de setembro de 2019, 09:24 horas

 


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa da reunião da comissão mista, que analisa a MP 890/19, que cria o programa Médicos pelo Brasil em substituição ao antigo programa Mais Médicos

Brasília – O Censo da Educação Superior divulgado hoje (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que, pela primeira vez, a oferta de vagas nos cursos de graduação na modalidade educação a distância (EaD) é maior que a do ensino presencial.

Em 2018, foram ofertadas 7,1 milhões de vagas nos cursos de educação a distância e 6,3 milhões em cursos presenciais. O número de cursos EaD cresceu 50% em um ano, passando de 2.108 em 2017 para 3.177 em 2018.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa  da reunião da comissão mista, que analisa a MP 890/19, que cria o programa Médicos pelo Brasil em substituição ao antigo programa Mais Médicos

O Inep destaca que o número de ingressos nos cursos de graduação a distância tem crescido significativamente nos últimos anos, dobrando sua participação no total de novos alunos, de 20% em 2008 para 40% em 2018. Nos últimos cinco anos, segundo o instituto, os ingressos nos cursos presenciais diminuíram 13%.

Para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a maior oferta de vagas no ensino a distância em relação ao presencial é uma “tendência nacional e mundial”. “Isso só tende a se consolidar”, afirmou.

Desistências

Dados do Censo da Educação Superior apontam que, dos estudantes que entraram em 2010, 56,8% desistiram do curso e apenas 37,9% concluíram os estudos. Outros 5,3% continuavam na graduação seis anos depois do início do curso.

“Qualquer atividade econômica – e o ensino é uma atividade econômica – tem que ter critérios de eficiência. E o Brasil é muito ineficiente. Mais da metade dos ingressantes desiste ao longo do curso, sendo também que há um elevado grau de pessoas que ficam muito mais tempo necessário para concluir o curso”, disse o ministro.

E acrescentou: “Se a gente reduzisse significativamente essa ineficiência, a gente conseguiria dobrar o número de pessoas com ensino superior completo no Brasil, utilizando os mesmos recursos atualmente disponíveis”.

Segundo o MEC, o Brasil tem 8,4 milhões de estudantes de graduação matriculados em instituições de ensino superior, 20% deles em universidades públicas.

“Um total de 3,4 milhões de estudantes ingressou em cursos de graduação em 2018. No mesmo ano, 1,2 milhão de estudantes concluíram a educação superior. As informações do censo foram coletadas em 2.537 instituições, 2.238 delas privadas. Neste grupo, estão matriculados 75% dos estudantes, cerca de 6,3 milhões de alunos”, informou o ministério.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

3 comentários

  1. Avatar

    O ministro devia mostrar quantos se formam nas faculdades particulares e nas universidades públicas. Uma postagem nas redes sociais mostra um grupo grande nas particulares e 1 ou 2 na pública.
    Será pq?

  2. Avatar

    O Brasil devia ter 10 vezes mais esses 8,4 milhões de universitários. Não fiquem perdendo tempo estudando em cursinhos técnicos. Todos estão fazendo isso e quando surgir uma vaga serão muitos concorrentes.
    Se esforcem para seguir para a universidade. Em VR temos a UFF que é pública com excelentes professores, muitos deles doutores no assunto. Mas se cuidem pq já me falaram que eles além de ser feras são bastante exigentes. Vamos enfrenta-los então.

  3. Avatar

    Muito bom! Essa modalidade de EAD Vc fica bem longe dos professores. Acho que vou embarcar nessa para Administração Pública. Um amigo está insistindo muito.

    Já me falaram que na EAD Vc estuda o dobro da modalidade presencial e deve ter muita MAS muita disciplina. Talvez esses 56,8% que desistiram do curso foram por CAUSA DA FALTA DE DISCIPLINA normal do brasileiro que não está acostumado a seguir regras.

Untitled Document