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ONU lança site para ajudar refugiados a encontrar emprego no Brasil

Matéria publicada em 3 de abril de 2019, 11:28 horas

 


Refugiados venezuelanos recebem atendimento em centro de referência na Universidade Federal de Roraima.(crédito AB)

Brasília – O Pacto Global e a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) lançaram hoje (3)  site com o objetivo de facilitar a contratação de refugiados que vivem no Brasil. O lançamento ocorreu nesta manhã (3) na capital paulista.

A plataforma é voltada para as empresas, que podem buscar, no site, orientação sobre o processo de contratação de refugiados. Caio Pereira, secretário executivo do Pacto Global, esclarece que o documento de pedido de refúgio é suficiente para o registro de contratação pelas empresas.

“Na plataforma, tem o passo a passo, os documentos. O que a gente vê, muitas vezes, é que o principal desafio é a falta de conhecimento para contratar. Muitas vezes, o  setor de Recursos Humanos tem suas travas. Legalmente, a gente sabe que é muito fácil contratar”.

Ele defendeu que as empresas têm a responsabilidade de atuar ativamente na sociedade para a evolução das causas sociais. “As empresas precisam refletir a diversidade da população”.

Mulheres

Segundo Adriana Carvalho, gerente de Princípios de Empoderamento da Oraganização das Nações Unidas (ONU)  mulheres, estudos apontam que as empresas com mais diversidade são mais lucrativas e vivem por mais tempo. “Tem muitas razões sócio-econômicas para a gente querer uma sociedade mais inclusiva”.

Os casos de mulheres refugiadas, na opinião de Adriana, costumam ser mais complexos que dos homens, muitas delas chegam com seus filhos.

O programa voltado a esse público feminino, Empoderando Refugiadas, beneficiou 130 mulheres da Colômbia, Síria, de Moçambique, da República Democrática do Congo e Venezuela. Na última edição, que começou em julho incluiu 50 participantes venezuelanas, sírias, angolanas e congolesas.

Dados

Paulo Sérgio Almeida, oficial da Acnur, avalia que o mundo registra, atualmente, o maior número de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. “Por ter tido uma opinião política, por causa de sua fé, por causa de sua raça. Deixam uma vida para trás e chegam em outro lugar novo para recomeçar.”

No Brasil, a acolhida de venezuelanos foi o maior desafio enfrentado, pela necessidade de interiorização. “Num país continental como o Brasil, eles chegam na pontinha, no Norte. Há uma retenção, as pessoas ficam lá sem oportunidades. Elas querem contribuir, mas não conseguem se deslocar pelo alto custo”.

De acordo com o Comitê Nacional para Refugiados do Ministério da Justiça, até o final de 2018 o Brasil reconheceu 10.522 refugiados vindos de 105 países, como Síria, República Democrática do Congo, Colômbia, Palestina e  o Paquistão. Desse total, pouco mais de 5 mil tem registro ativo no país, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. A população síria representa 35% dos refugiados com registro ativo no Brasil.


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2 comentários

  1. Avatar

    Com este alto índice de desemprego que temos no Brasil, o brasileiro não quer refugiados, o cidadão brasileiro quer que a ONU destitua Maduro do desgoverno que ele faz na Venezuela, e promova novas eleições naquele país onde os que não conseguem fugir para outros países, morrem de fome, pois a Revolução Bolivariana promovida por Hugo Chavez e continuada por Maduro é muito violenta!
    O que dizer da ONU, que ainda não condenou por crime internacional o ex-presidente do brasil Lula, que fez vídeos apoiando a reeleição do ditador Maduro, mandou seus marqueteiros oficiais João Santana e Mônica chiclete para ajudar na reeleição do ditador, ou seja, não respeitou a soberania da Venezuela?!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”…

  2. Avatar

    Fala sério, né?

    A ONU incentivando a invasão de refugiados ao Brasil. Serão mais analfabetos entrando no país. Como e quando o Brasil vai superar a miséria do próprio povo?

    Por que a ONU não incentiva eles a invadirem a Islândia que está necessitando de Mão de Obra, até mesmo de analfabetos?

    Nós já temos problemas gigantescos na área da educação, da saúde, de transporte, de segurança, de emprego que exigem recursos gigantescos e a ONU ajudando a afundar o Brasil.

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