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Prioridades da equipe de transição incluem Previdência e privatizações

Matéria publicada em 12 de novembro de 2018, 07:52 horas

 


Sede do governo de transição (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Brasília – A primeira semana de trabalho da equipe econômica de transição definiu as prioridades do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Na lista estão a reforma da Previdência, as privatizações, medidas de ajuste fiscal, a autonomia do Banco Central (BC) e a confirmação do nome que irá comandar a instituição.

Por determinação de Bolsonaro, a reforma da Previdência deve priorizar, no Congresso Nacional, as propostas infraconsticionais, aquelas que não alteram a Constituição nem impedem a continuidade da intervenção federal na segurança no estado do Rio de Janeiro.

O presidente eleito está negociando diretamente com os parlamentares em busca de acordo e consenso. Na semana passada, ele conversou durante toda uma manhã com deputados de vários partidos. Para Bolsonaro, a fixação de idade mínima para homens e mulheres se aposentarem é fundamental.

Ao optar pelas medidas infraconstitucionais, o governo eleito tenta garantir que as propostas sejam aprovadas ainda este ano, pois quando há modificações na Constituição, o processo de votação passa por duas etapas na Câmara e no Senado, exigindo também um quórum de dois terços dos parlamentares.

O economista Paulo Guedes, confirmado para ocupar o Ministério da Economia (que deve reunir Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços), recomenda que a discussão sobre o novo sistema para a Previdência seja ancorada na capitalização.

Privatizações e ajustes

Privatizações e ajuste fiscal também devem continuar sendo temas das reuniões nesta semana. Guedes afirmou que a renegociação da dívida interna “está fora de questão” e que a futura equipe vai trabalhar para fazer reformas e vender ativos a fim de reduzir o endividamento do país.

Há indicações sobre a privatização de empresas, mas ainda não foram citados nomes pela equipe de transição. Em conversa com o governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), ele confirmou que há um processo de desestatização em avaliação. Mas não entrou em detalhes.

Banco Central

Integrantes da equipe econômica confirmaram que há um consenso no governo eleito em favor da independência do Banco Central, assim como a necessidade de definir em breve o nome de quem comandará a instituição.

A preferência de Guedes é pela permanência de Ilan Goldfajn no cargo, já que ambos têm em comum a defesa do projeto de autonomia do BC, com mandato fixo de presidente não coincidente com o do presidente da República. Mas isso depende da “motivação” de Goldfajn.

Apesar de evitar antecipar sua decisão, Goldfajn esteve pessoalmente na Câmara dos Deputados para tratar do projeto de independência da instituição, o que, nos bastidores, sinaliza um entendimento sobre a eventual continuidade de Goldfajn no cargo.

Caso não se confirme Goldfajn no cargo, estão cotados o atual diretor de Política Econômica, Carlos Viana, os ex-diretores do banco Afonso Bevilaqua, Mário Mesquita e Beny Parnes; e o diretor do Santander, Roberto Campos Neto.


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8 comentários

  1. O Gugu e medium ou mentiroso está falando com os mortos

  2. Nascer ,morrer e Jair se arrepender, só se faz uma vez na vida.

  3. Mão Santa ex ídolo

    Gutinho meu fã,o PT ganhou 4 eleições presidenciais,entende se que usar os meus dizeres não faz sentido. Pensando em você vou mandar uma filosofal,tem gente que reclama de cerveja gelada, dinheiro no bolso e bu……….. apertada.

  4. Cidadão de bem, defensor da moral e dos bons costumes.

    Quero mais é ver bolsominion comendo grama até morrer, sem conseguir se aposentar.

  5. Meu nome é Zé Pequeno!

    A recomendação que a discussão sobre o novo sistema para a Previdência seja ancorada na capitalização é simples:
    Os bancos privados e as instituições financeiras usam o dinheiro dos assegurados e depois dividem o mesmo mensalmente por determinados anos…
    No Chile os aposentados recebem menos que um salário mínimo mensal e em caso de quebra dos bancos e das instituições privadas, adivinha quem vai ficar chupando dedos!?

  6. É privatizar, reforma da previdência, sempre é o que fazem quando entra um presidente dos empresários, agora cortar as regalias que são das aos três poderes do nosso país eles não cortam, basta ver o aumento do judiciário, a previdência tá quebrada não é por causa do trabalhador comum, não é por causa do povo da classe sofredora, nosso novo presidente eles têm que fazer entender quem sofre é as pessoas que não tem acesso á saúde, educação, emprego e segurança .

    • Meu nome é Zé Pequeno!

      Concordo contigo Paulo! Acrescenta-se aos Três Poderes as Forças Armadas pois nada ocorre no país sem o aval deles.
      Não se preocupe! O povo estará entretido com as partidas de futebol todos os dias, os shows, as novelas, etc.
      Resumindo! Teremos o circo, mas faltará o pão.

    • Paulo você disse “basta ver o aumento do judiciário”, no entanto, você esquece de dizer que Bolsonaro foi contra esse aumento, mas os petistas Dias Toffoli, Lewandowsky, etc…, todos indicados por Lula ou Dilma votaram à favor do aumento, que vai trazer um prejuízo de mais de 5 bilhões de reais para os cofres públicos anualmente, retirando dinheiro da educação e da saúde!
      Como diria o ex-Senador Mão Santa: “A gente faz apenas uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT!”…

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