Crise em Volta Redonda: momento de escuta, trabalho e de muita superação - Diário do Vale
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Crise em Volta Redonda: momento de escuta, trabalho e de muita superação

Matéria publicada em 20 de janeiro de 2021, 20:14 horas

 


José Maria da Silva

Sabemos que a crise não é só de nossa amada cidade. Contudo, tenho claro, especificamente em Volta Redonda, na sua maturidade sexagenária, como em outros momentos importantes na sua história, o ‘dar a volta por cima’ deve ganhar tons novos. Penso que a premissa básica seja reconhecer, mesmo com os percalços do sistema, a democracia representativa e participativa sempre como nosso lugar de fala e atitudes (práxis). Contudo, não sejamos ingênuos – “ O sistema econômico tem feito sucumbir a democracia’, porém, os arroubos, ataques, negacionismos, agressividades gratuitas em gestos e falas devem, na medida do possível, ser depositados e lacrados na ‘caixa das vaidades’. Da minha parte, o ‘mea culpa”.
Não entrarei no mérito das situações sociopolíticas e ‘sociolaborais’ que afligem os servidores e a população em geral de VR, claro, provocados pela pandemia associada a outros comportamentos. Com olhar para além da crise, arrisco sinalizar possibilidades que o poder público(executivo e legislativo), as defensorias públicas , os ministérios públicos , o judiciário, instituições de classe e a sociedade organizada podem nas suas instâncias, em alguns momentos, juntos, construir saídas a médio e longo prazo para o momento que nos atordoa. A ótica maior, o bem comum para toda população deve aproximar-nos nas suas diferentes especificidades e autonomias pertinente às partes. Aliás, já vemos sinais, porém, precisamos alinhá-los, do micro para macro de forma a ampliar caminhos.
Arrisco afirmar que na construção de caminhos novos há necessidade de reconhecer os entes envolvidos no processo – governo municipal, legisladores e sociedade organizada, instituições e, em especial, a população. Todos têm potencial responsabilidade para com a cidade. Neste contexto, devemos evitar ‘culpabilidades gratuitas’. Elas devem ir para a dita ‘caixinha’. Outro ponto importante na construção é que ninguém deve se imiscuir dos seus ideários, ao questionar ou propor saídas. Porém, diante das emergências urgentes para salvar pessoas diante das incertezas, animá-las às possibilidades de médio e longo prazo é o mais importante face à realidade. E, por fim, é essencial estabelecer em nós a capacidade de uma espécie de ‘pacto de escuta’ diante da crise, assim construirmos ‘pontes de diálogos proativos’, no âmbito governamental ou não governamental. Por fim parafraseando o pensador e filosofo Jonathan Swit – “ Nós temos a religião suficiente para nos odiarmos, mas não a que baste para nos amarmos uns aos outros”. No contexto, creio há mais motivações para nos amarmos e construirmos coisas novas a partir das coisas que nos convergem à vida humana na sua dignidade. Somos capazes, tentemos.

 

José Maria da Silva, o Zezinho, é coordenador do Movimento pela Ética na Política – MEP


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3 comentários

  1. Economia do Município está no CTI. A justiça sequestra todo dinheiro do ICMS e FPM.
    CDL e outras forças vivas da cidade tentam ajudar.
    Por que a Câmara de vereadores não faz o mesmo:?
    Diminuir o duodécimo m, reduzir os salário dos vereadores e assessores ajudaria.
    Vamos cobrar a participação da Câmara neste momento difícil.

  2. Ainda bem que o prefeito neto assumiu a Prefeitura e vai colocar nos trilhos, pois o samuca e sua equipe sao muito ruins

  3. O pior prefeito de volta Redonda, sem gestão, com pessoas incompetentes no secretariado notadamente na saúde e educação.

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