quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

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De volta para o futuro

Matéria publicada em 10 de outubro de 2018, 22:37 horas

 


Estamos prestes a elegermos os novos comandantes do país e de todos os Estados da Federação. O clima não é dos melhores por conta dos últimos anos de grave crise econômica, política e ética. Estamos, mais uma vez olhando para o futuro, mas devemos ter a consciência de que ele nos dará algo com base nas decisões que tomaremos agora, através das nossas escolhas.
Certamente, este pleito é o mais polêmico dos últimos anos. No cenário nacional a polarização de duas figuras, uma como salvador da pátria e a outra ostentando, mesmo preso, a força de maior líder popular do país, tem dividido não só opiniões, mas também famílias e amigos. Ânimos alterados e até descontrolados se ofendem e se desafiam.
No Rio, embora a disputa esteja mais amena, o problema é imenso, pois chegamos ao fundo do poço, no qual quase todos os setores estão sem recursos devido às más gestões recentes. Educação, saúde e segurança agonizam nos últimos anos e as promessas dos candidatos é que esse quadro será revertido. Infelizmente, ninguém diz claramente como, exatamente isso será viável, já que os cofres estão vazios.
A segurança pública é um dos alvos dessas promessas. Ainda sob a intervenção militar é a área que preocupa a todos, pois, efetivamente não há melhora nos índices de violência e as promessas de fortalecer as polícias não se concretizou. Isso demonstra que chegamos a um patamar no qual nem o estado sozinho resolverá o problema e nem o governo federal de forma isolada. É preciso ações conjuntas, na qual a inteligência e a boa vontade ditem as diretrizes a serem seguidas.
Tropas federais devem cuidar das fronteiras e todos os meios de acesso para minimizar o tráfico de drogas e de armas. As polícias, com investimentos em treinamento e equipamentos, cuidam da ordem urbana. E que todos estejam devidamente integrados. Como conseguir dinheiro para isso? Enxugando a máquina pública, revendo contratos e fazendo e refazendo parcerias com a iniciativa privada. Sabemos que não é simples, mas é possível e, em algum momento, isso deve começar.
Que tais iniciativas se estendam para a área da saúde e educação. Independente de quem assuma os governos que trate a máquina pública com respeito e responsabilidade, tendo a consciência de que somos sim um país próspero e com totais condições de não só revertemos o caos, mas nos tornarmos uma nação cujos cidadãos possam gozar de uma vida digna e cidadã como prevê a Constituição.

Marcos Espínola é advogado criminalista


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