terça-feira, 11 de dezembro de 2018

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Proclamação: um ato contínuo

Matéria publicada em 13 de novembro de 2018, 22:14 horas

 


A cada ano, no dia 15 de novembro, rememoramos em nosso calendário civil, a proclamação da República no Brasil, que encerrou o tempo dos reis e nobres, e inaugurou o tempo dos políticos e de suas articulações. A monarquia era, à época, responsabilizada por todas as crises que o país atravessava e a república seria vinculada ao progresso, à prosperidade, ao futuro que todos almejavam. Mas, o que seria essa tal República?
Para entendermos a República, partirmos do significado etimológico. República vem do latim: res publica. “coisa pública” “que pertence ao povo”. Portanto, no regime republicano, o aspecto central é o interesse da comunidade, comum a todos, em detrimento dos interesses individuais e dos negócios particulares. Sendo assim, não se afina à monarquia (interesse de um), não se alinha à aristocracia (interesse de alguns), nem mesmo à democracia (interesse do povo). A república volta-se para a finalidade do governo, que é o bem comum.
No Brasil, a República foi implantada sem a participação, o engajamento ou mesmo a ciência do povo, se evidenciando como uma ação conjugada entre setores do exército e de uma elite em formação, vinculada a setores cafeicultores do Oeste Paulista. Este aspecto presente no alicerce republicano nacional, nos faz compreender por que em tantas vezes da história de nossa nação, sobretudo após a proclamação, o povo e suas necessidades passaram ao largo de alguns governos.
A ressignificação da importância e participação de cada um, e portanto de todos, é fundamental para a plena realização do espírito republicano. Mas, de que forma se constrói uma república efetivamente destinada ao governo do bem comum, e, neste sentido, na perspectiva mais plena do conceito de povo? Gostaria de indicar algumas proclamações necessárias e urgentes aos nossos dias, onde proclamar é “fazer uma declaração pública e solene”.
Precisamos proclamar o Brasil como um país em processo de desintoxicação das práticas corruptas e corruptoras. Como dizia a canção: “A começar em mim…” Não adianta estendermos o dedo em riste para Brasília e continuarmos com as corrupções nossas de cada dia. O projeto anticorrupção começa na educação dada em casa, aos filhos, fundamentando-se não no discurso, mas na prática.
Precisamos proclamar um tempo de paz. Evidentemente que a violência crescente em nosso país tem muitas origens. No entanto, ficar terceirizando responsabilidades e se manter no imobilismo nada muda. Podemos gerar, incentivar e promover uma cultura de paz. Independentemente do que se tem oferecido, cultura de paz é decidir o que eu vou oferecer ao mundo. Não podemos mudar o mundo todo de uma vez, pois não temos governabilidade, mas podemos sim, ser oásis de paz, onde estivermos, com nossas escolhas, ações e reações.
Precisamos proclamar um tempo de esperança. Os últimos dias de nosso país, por ocasião do pleito eleitoral, deixaram muitas sequelas. A interposição de ideias é um ponto forte da democracia. A animosidade entre as pessoas é sua deformação. Precisamos ter uma esperança proativa. E o que fazer para contribuir para o bem comum? A primeira coisa é exatamente essa: tenhamos esperança.
A crueza do mundo real, tem, por vezes, subtraído de muitos a capacidade de sonhar, de esperar e de se deixar surpreender pelo devir. Proclamemos uma frase dita pelo pastor Martin Luther King, em seu histórico discurso, em Washington, em 1963: “Eu tenho um sonho”. A luta de construção de uma realidade mais humanizada, menos excludente, mais inclusiva, deve ser de todos.
É esta proclamação que precisamos celebrar de forma continuada em nossa nação. Feita sim pelos que assumem funções de governo, mas, principalmente, por todos que constroem de forma silenciosa a realidade que vivenciamos como nação. Uma condição não é excludente a outra. Acompanhemos, cobremos, fiscalizemos os representantes ora eleitos e que tomarão posse no ano vindouro. Que nossa república se destine ao bem comum, ao bem de todos, como deve ser.

Christian Moreira de Souza é Historiador, Mestre em Ciências da Educação e membro da Comunidade Canção Nova


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7 comentários

  1. Revoltado c fake News

    Concordo contigo pelo meu excesso. Peço desculpas aos partidos mencionados. Na verdade, reitor e demais diretores da instituição, membros do PSOL e PCdoB, eram e são os responsáveis pela manutenção do Museu Nacional. Isto está em comentários em sites de jornais e noutros sites específicos. Tenho alguns “print” comigo. Conferi, na época, pelo site do TSE os nomes deles na listagem do partido PSOL e do partido PC do B.

    Complementando este comentário na publicação abaixo deixo os sites das fontes que tenho comigo. Espero que o DV os publique.

  2. Perfeita análise, pois não se deve perguntar o que o Estado deve fazer para o cidadão, mas o que o cidadão deve fazer pelo Estado…
    Só os ignorantes do comunistas acreditam que o Estado está acima de Deus e que o cidadão é apenas um número, sendo-lhe negado o livre-arbítrio!
    Eu fiquei muito comovido pela ameaça que um cidadão sofreu por ter seu livre-arbítrio ameaçado, por uma pessoa que defende sempre os comunistas, ou seja, defende o indefensável!
    Eu fiquei muito comovido com a miséria humana, que é a nossa miséria. Contudo, ela está implícita no comentário daquele que quer prender um cidadão honesto, sendo que ele só defende bandidos, marginais, meliantes e terroristas!
    Essa pessoa não entendeu quando o ex-Senador Mão Santa disse: “A gente faz apenas uma vez na vida: nascer, morrer e votar no PT!”..

    • Vá estudar ignorante. Dona Florinda do Brejo……….

    • Ignorante é você Geninha, que defendeu o dinheiro que Lula deu para o ditador Hugo Chavez e Maduro para eles contruírem metrô em Caracas! Dinheiro esse que eles nunca mais vão devolver para o Brasil!!!
      O que dizer da ignorância de Geninha?!
      Como diria o ex-Senador Mão Santa: “A ignorância é audaciosa!”…

  3. “… Portanto, no regime republicano, o aspecto central é o interesse da comunidade, comum a todos, em detrimento dos interesses individuais e dos negócios particulares. ”

    “No Brasil, a República foi implantada sem a participação, o engajamento ou mesmo a ciência do povo,…”

    O próprio autor se contradiz. Ao mesmo tempo que afirma algo comum a todos, afirma o contrário em outra frase. Só rindo dessa gente que não conheceu a monarquia e o Brasil Colonial e Brasil Império, certamente não conheceu tbm a CONSTITUIÇÃO POLITICA DO IMPERIO DO BRAZIL (DE 25 DE MARÇO DE 1824) que durou mais de 65 anos. Duraria mais não fosse golpeada pelo militar e bandido Deodoro da Fonseca.

    “…república seria vinculada ao progresso, à prosperidade, ao futuro que todos almejavam…”

    Sonhador esse autor. Em 129 anos estamos em queda livre para o buraco e ele nem percebe.

    IDH 2014: 6 países monárquicos entre 10
    MAIS FELIZES 2017: 7 países monárquicos entre 10
    MENOS CORRUPTOS 2016: 6 países monárquicos entre 10
    MELHORES PARA VIVER 2016: 6 países monárquicos entre 8

    Segundo o autor somos nós que estamos no caminho da prosperidade. Só rindo.

    Certamente o autor nem percebeu que o dia 15 de novembro é considerado pelos MONARQUISTAS do mundo inteiro o dia da traição e do golpe militar no Brasil Império.

    Gente, há ônibus de turismo a cada 15 dias de VR para Petrópolis. Conhecer UMA PARTE da história ao vivo é bom. Não pense que encontrarão livros pq não há. Os poucos livros existentes estão guardados a 7 chaves com os monarquistas. Muitos livros foram destruídos nos últimos 129 anos. Dias atrás a turma do PSOL/PCdoB pôs fogo até no Museu Nacional.

    • Revoltado c fake news

      Lembre-se q a sua acusação é muito grave. Cabe aos partidos menconadoa, protocolar na PF, um procrdimento de investigação p o crime q vc imputa a esses partidos. E q o localize, através do seu IP,, p q vc prove e comprove o q diz, testemunhando, dando nomes e fatos a q se refere,
      Em breve essa postagem estará nas mãos do corpo jurídico desses partidos mencionados p as providências cabíveis.
      Obs: Internet não é terra de ninguém não……

    • https://falauniversidades.com.br/museu-nacional-acervo-incendio/

      PEDRO
      04/09/2018 a 10:32

      Lista dos Responsáveis pela Manutenção e Suporte ao Museu Nacional:
      Reitor; ROBERTO LEHER – filiado ao Psol
      Vice-Reitora DENISE FERNANDES LOPEZ – filiada ao Psol
      Pró-Reitor de Graduação; EDUARDO GONÇALVEZ – filiado ao PCB
      Pró-Reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças; ROBERTO ANTÔNIO GAMBINE MOREIRA – filiado ao PC do B
      Pró-Reitora de Extensão; MARIA MELLO DE MALTA – filiada ao Psol
      Pró-Reitor de Pessoal; AGNALDO FERNANDES – filiado ao Psol
      Decano do CCJE; VITOR MÁRIO IORIO – filiado ao Psol
      ———————————————-
      https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/03/bombeiros-seguem-no-rescaldo-da-estrutura-do-museu-nacional-chamas-ainda-podem-ser-vistas-em-alguns-pontos.ghtml

      David Lemos

      há 2 meses
      Reitoria da UFRJ responsável pela manutenção e suporte ao Museu Nnacional: Reitor: ROBERTO LEHER – filiado ao PSOL; Vice-reitora: DENISE FERNANDES LOPEZ – filiada ao PSOL; Pró-reitor de graduação: EDUARDO GONCALVES – filiado ao PCB; Pró-Reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças: ROBERTO ANTONIO GAMBINE MOREIRA – filiado ao PC DO B; Pró-Reitora de Extensão: MARIA MELLO DE MALTA – filiada ao PSOL; Pró-Reitor de Pessoal: AGNALDO FERNANDES – filiado ao PSOL; Decano do CCJE: VITOR MARIO IORIO – filiado ao PSOL Está explicado?
      ——————————————
      OUTROS COMENTANDO SOBRE A RESPONSABILIDADE DO PSOL
      https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2018/09/02/incendio-atinge-a-quinta-da-boa-vista-rio.ghtml

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