quinta-feira, 14 de novembro de 2019

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Veta ou fecha!

Matéria publicada em 23 de agosto de 2019, 22:14 horas

 


José Maurício de Barcellos

Falei, no artigo da semana passada, acerca do que esperava da brava gente desta “Terra Brasillis” em relação ao Supremo Tribunal Federal-STF, pregando que fosse totalmente liberto de uma horda de Mandarins que o enxovalharam e que isso fosse alcançado através dos meios e procedimentos legais vigentes ou, na pior das hipóteses, que os verdadeiros donos do poder, constitucionalmente autorizados, tudo corrigissem exemplarmente. Aqui vou falar do Congresso Nacional em relação ao qual espero que os verdadeiramente patriotas intervenham para restabelecer de vez seu rumo e prumo, resgatando sua credibilidade e tudo dando continuidade à ação que o povão desencadeou em outubro de 2018.
Não vou embarcar na vetusta cantilena da vermelhada safada que sempre brandiu e repetiu com toda má intenção: “Não adianta fazer nada contra os maus. Nada nunca muda. O brasileiro tem memória curta”. Massacraram esse corolário maldito por décadas a fio visando a consolidar o domínio da classe política abjeta; objetivando encorajar a esquerda ladra e delinquente e, sobretudo, para manter o descomunal poder do establishement sobre os desvalidos. Não! Isto não é real! Todo cidadão honrado sabe bem e não esquece do que aconteceu com este País de 1985 para agora, até porque ainda estamos sofrendo barbaramente os efeitos do verdadeiro caos em que fomos atirados.
Relembremos o que acontecia. FHC, Lula, Dilma e Temer, cada um de per si formou suas diferentes quadrilhas, com viés social-comunista, que dominaram os três poderes da República e suas respectivas máquinas administrativas. Com destaque para os petralhas, mas não para somente estes, calculo que roubaram do erário mais de um trilhão e oitocentos milhões de reais. Avalio que nos três níveis de governo destruíram e comprometeram a todos os entes da federação e com tal gravidade que hoje levaremos mais de duas gerações para reparar.
Avaliem bem, meus caríssimos patriotas, o que ocorria – e quiçá ainda ocorre – no governo da União, nos governos dos Estados e dos Municípios. Na administração pública roubava-se de manhã, à tarde e à noite, sem limites e sem dó. No executivo e no legislativo, com apoio e beneplácito do Judiciário, o que se via era uma acirrada disputa no sentido de se saber quem lesaria mais os cofres públicos para perpetuar seu projeto de poder. Era o tempo, por exemplo, de uma Brasília-DF da qual se dizia que “era o lugar onde um rato não passava com uma banana, mas que os vermelhos passavam com um cacho inteiro e nem ralavam o pé na cerca”. Tudo ainda estaria da mesma forma ou muito pior se não tivesse surgido, como um milagre dos Céus: a Operação Lava Jato e com esta seu herói nacional Sérgio Moro além da intrépida e destemida coluna de gladiadores comandada pelo grande Deltan Martinazzo Dallagnol. No início, a canalha subestimou muito a força dessa gente do bem e como são basicamente incompetentes, ignorantes, despreparados e boçais, tanto quanto o é seu guru e chefão, o “Ogro Encarcerado”, nem enxergaram o tamanho da encrenca ou o peso da espada de Dâmocles que pousava sobre suas cabeças. Quando abriram os olhos a sorte deles estava selada.
Como bem definiu o Mestre Olavo de Carvalho, foi daí que surgiu o fantástico Movimento Revolucionário Popular de 2018 – MRP-2018 que, tingindo de verde e amarelo o Brasil inteiro destruiu pelo menos metade da classe política abjeta. Além disso, colocou para correr a petralhada abominável e de quebra esbofeteou os poderosos para afinal pisoteá-los como insetos daninhos que são quando se nutrem da podridão da vida pública nacional. Todos estupefatos, tanto os maus quanto esquerda desprezível viram chegar ao poder com a promessa de destruir os petralhas (estão lembrados?) um Capitão vingador que, com sua equipe de homens brilhantes, revelou para o Brasil e para o Mundo o que era, na verdade, a escória humana que há décadas nos dominava, e que infelicitou quase 25 milhões de brasileiros.
Agora, Lula foi preso e da cadeia não sai porque o povo não quer. Dilma, embora tenha sido criminosamente poupada por obra de um par de patifes (Renan e Lewandowisk) acabou definitivamente defenestrada do poder e anda por aí, às nossas custas, como um espectro da “Anta Guerrilheira” que sempre foi falando mal do Brasil a torto e a direita, e Temer ficou reduzido a uma espécie de alma penada que pode ser avistada nas mansões da corrupção dos bairros chiques de São Paulo. Juntamente com aqueles ladrões suas respectivas quadrilhas foram descobertas e expostas à luz do dia para que fossem vistas e reconhecidas como realmente são: um bando de traidores da Pátria, sem futuro ou perspectiva porque assim julgou quase 60 milhões de eleitores.
Todavia, não tenho ilusões. Digo sempre que se há de vigiar noite e dia porque essa gente desclassificada, de Boulos a Ciro ou de Haddad a Alkmin, estará sempre na espreita para nos flanquear novamente e voltar a roubar impunemente. O primeiro passo ou seu primeiríssimo movimento será sempre no sentido de destruir a Lava Jata e com muita sorte até prender quem lhes colocou e ainda pode lhes colocar no xilindró, qual seja: “A magnífica República de Curitiba” e tudo o mais que representa esta incrível máquina de prender bandido do colarinho branco e do crime organizado, denominada de “Operação Lava Jato” e os seus desdobramentos.
Vez por outra surge uma tramoia suja. De quando em vez os vermelhos tentam como outro dia o fizeram na calada da noite. Realmente, por último agora, sob a batuta do indiciado “Rodrigo Mala” (o tal botafogo das planilhas dos corruptores) o lado negro da força na Câmara dos Deputados, logrou aprovar o nefasto projeto conhecido como “Lei de Abuso da Autoridade”. Aqui, essa corja desafiou os homens de honra deste Brasil. Essa bomba estava escondida e armada nos porões do Senado Federal e tinha como vigia implacável o indigesto réu “Renan Canalheiros”, ladrão muitas vezes pego pelos homens da Lava Jato. Todos esperavam calados como bandidos na tocaia. Fingiram-se de mortos mesmos quando a Nação Brasileira lhes cuspiu no frontispício e lhes chutou o traseiro para, como fazem os assaltantes noturnos surgirem sorrateiros para apunhalarem os patriotas com toda força. A faca que dilacerou as entranhas do Capitão, agora vem de ser cravada nas costas dos homens de bem desta sociedade.
Este projeto do mal é o galardão dos vencidos. A lei que pune os paladinos da Justiça ou os nossos modernos “Intocáveis”, que antes dormitava no Senado, agora o patife “nhonho” empurrou-nos goela abaixo. Toda a vermelhada se assanhou. Todos os corruptos se levantaram de seus buracos imundos pensando que novamente aprovarão leis e medidas que punam os mocinhos para que então voltem a roubar em paz. Alto lá bandidos de uma figa! Vocês estão redondamente enganados. A coisa agora será bem diferente. Esta lei que a trupe vermelha aprovou não era para passar e já que passou não pode ser sancionada e se for promulgada, ainda que em parte, não entra em vigor e se entrar em vigor o bravo Movimento Revolucionário Popular de 2018 vai para as ruas e a rasga solenemente em praça pública, na mesma praça que lançará aos cães cada traíra que for seu signatário ou defensor.
Quando pusemos o Capitão como Presidente da República e este com seus companheiros de caserna tomaram legitimamente o Planalto foi para com eles contar em uma hora de aflição como esta. Os quase 60 milhões de patriotas que elegeram este governo de redenção nacional sempre souberam que a qualquer hora esse momento poderia surgir. Ninguém com um pingo de discernimento jamais olvidou disto. Pois muito bem, a hora chegou. No próximo dia 25 de agosto vamos dizer para a bandidagem que Sérgio Moro, Dallagnol e a Lava Jato são intocáveis e que por isso mesmo exigimos de Bolsonaro – na qualidade de seus únicos patrões, como não se cansa de brandir o bravo Senador Cajuru – que vete esta legislação do mal ou este verdadeiro “Alvará de Soltura” de patifes, de canalhas e de chupins da coisa pública. Caso assim não aconteça, mais cedo ou mais tarde, então este povo enfurecido e rebelado fará justiça com as próprias mãos, só que desta maneira haverá muito choro e ranger de dentes e poderá correr muito sangue desnecessariamente. Paciência, mas capitular jamais!
Pouco se me dá esta porcaria veiculada pela extrema imprensa e as intrigas de seus deformadores de opinião relativa às mirabolantes situações ou aos perigosos cenários que adviriam caso o executivo mande para o lixo da história este pervertido projeto. O que tenho lido e ouvido são, na essência, muito pouco para impressionar um Presidente indomável.
Estou convencido de que, nos tempos de agora, Bolsonaro com uma só convocação de seu povo leal e fiel pode cercar Brasília inteira e a fórceps pôr fim na petralhada como um dia prometeu que faria, diante de milhões de brasileiros. Então, pense e sopese o recado que virá das ruas nos próximo domingo, senhor Capitão: “Veta tudo ou ao fim e ao cabo um dia nós seremos compelidos a fazê-lo fechando o Congresso Nacional, com arrimo no artigo 1º da Constituição Federal”. E já que estaremos embalados, defenestraremos do STF toda sua banda podre para que a Nação Brasileira possa ter a chance de seguir em paz.

José Mauricio de Barcellos, ex Consultor Jurídico da CPRM-MME, é advogado. (E.mail: bppconsultores@uol.com.br).


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7 comentários

  1. Avatar

    Ainda bem q no mundo de hoje, esses discursos jurássicos , retrógrado e fascista, não ecoam mais, uma parcela muito ínfima da sociedade, atualmente, compactua c essas delírios, isso é uma prova cabal do desespero de apoiadores de um mandatário que a cada dia se afunda mais nas areias movediças da incompetência..

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    Perfeita análise de José Maurício de Barcellos, pois essa Lei de abuso de autoridade é a revanche da elite para diminuir ou evitar o risco de muita gente “boa” ir morar numa penitenciária, reproduzindo o que aconteceu na Itália com “As Mãos Limpas” onde 3292 parlamentares e empresários foram presos, enquanto aqui no Brasil só foram presos até agora 211 pessoas, sem sequer um deputado ou senador, culpa do foro privilegiado! Não por acaso um dos autores desse projeto, o senador Renan Calheiros, responde por dezoito inquéritos no Supremo e se comporta como se nada tivesse acontecido…
    Na Itália como no Brasil vale tudo! O Pacote anticrime do Moro dificilmente será aprovado, pois os deputados e senadores estão todos envolvidos na justiça e sabem que se o pacote de Moro for aprovado, todos serão presos! Logo essa Lei de abuso de autoridade é o começo da reação dos bandidos para acabar com a Lava-Jato!
    Vamos todos amanhã sair às ruas de Volta Redonda, e dizer para os deputados e senadores que nós já estamos suficientemente vacinados contra os males que eles querem nos infligir e logo diremos SIM para o projeto anticrime do Sérgio Moro e NÃO à lei de abuso de autoridade do Renan Calheiros!
    Viva a democracia! Viva o herói Sérgio Moro! Viva a passeata de amanhã! Estarei de camisa amarela e calça azul marinho na passeata, simbolizando as cores da bandeira do Brasil!

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      É patológico seu caso Guto, procure um psicanalista e , quem sabe , no fim de alguns anos vc se cure, a ajuda de alguns medicamentos talvez seja necessário.
      A ” Mãos Limpas” na Itália abriu caminho para o maior corrupto assumir o poder : o Sílvio Berlusconi , corrupto e fanfarrão.
      Você deve ter tido uma infância muito estranha porque ainda acredita em heróis, um comportamento infantilizado, suponho que não tenha superado a fase anal, que segundo Freud o prazer é tido pela fonte de excrementos.
      Tenho muita empatia por vc, quero te ajudar a superar seus traumas e te ver levar uma vida normal, sem recalques.

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    Parabéns!,
    conseguiu bater o recorde de baboseiras,sandices e lunatismo escritas em um só “artigo”.

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    É um boçal, destilando sua pseudo didática. Especialista em caserna, pelo visto. Discurso de líder de Infantaria, pensando em como obter pelas palavras, o que nem ele de fato acredita. Sinto uma leve dor de C…nas entrelinhas.

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    O inciso XLIV do artigo 5º da Constituição da República preceitua que constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

    Não é preciso ser especialista em letras jurídicas para concluir que a pessoa que, publicamente, pregar ou defender algum tipo de intervenção militar ou o fechamento do Congresso está praticando o crime de incitação ou apologia ao crime, no caso, um crime inafiançável e imprescritível.
    Este pseudo advogado está sempre incitando o ódio e atentando contra a democracia.

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      Texto que, devido ao seu conteúdo execrável, não seria publicado nem em Pasquim de quinta categoria.

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