domingo, 25 de agosto de 2019

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Volta Redonda e modernidade

Matéria publicada em 23 de julho de 2019, 23:13 horas

 


Julio Ferreira

 

A tradição colonialista das constituições federais em nosso país, não deixa muito espaço para inovações criativas, por parte do Estado federado e seus municípios.

Nesse aspecto, talvez nunca chegaremos a conhecer a modernidade, que já é um antigo privilégio nos três modelos federalistas do mundo contemporâneo: os Estados Unidos, a Alemanha Federal e a Confederação Suíça.

A modernidade do Brasil deveria permitir o máximo de liberdade na escolha democrática de diferenciadas estruturas de governo na esfera municipal, evitando-se assim um mero resultado de somas de mediocridade nos contextos estaduais.

O mesmo raciocínio, evidentemente, poderia ser aplicado no caso dos Estados, que ao invés de formarem a União com a soma de potencialidades, representam hoje uma média geral de pobrezas estereotipadas.

Assim sendo, as margens de liberdade sendo confinadas ao modelo constitucional centralizador, a opção é inovar-se no que seja possível. O caminho passa pela maior participação voluntária de parcerias conscientes, entre a população e suas lideranças políticas locais , empresariais e comunidade.

A avaliação dos problemas locais  deveria emergir de um amplo pacto municipal , com o necessário envolvimento da população na política orçamentária municipal.

Um pensamento renovador deve presidir a parcela de modernidade que nos é permitida usufruir.

A ideia-chave é a de que precisamos deixar de exigir que o Prefeito tenha uma função paternalista, e começarmos a nos adequar aos recursos disponíveis para uma eficiente concentração executiva, no que seja realmente prioritário para um bem orientado desenvolvimento comunitário dando atenção as pessoas.

Vivemos os dramas da urbanização acelerada e das pressões sociais por mais serviços, insumos e equipamentos em desproporção aos recursos disponíveis para atender-se a tais demandas crescentes. Não há como fugir, sob pena de agravarem-se os conflitos e a deterioração da qualidade de vida de nossas comunidades.

A cooperação suprapartidária com a administração municipal, por meio da distribuição de tarefas e parcerias, é a única saída de emergência aberta pela modernidade, para a superação da onipresente crise global e local que vivemos.  Com 2020 na esquina seria oportuno a uniao de todos em torno de um novo  projeto e cidade com um único nome de consenso para implantar e gerenciar o projeto de uma  nova V Redonda até 2030.

 

Julio Ferreira  foi vereador de Volta Redonda e é ecologista  de plantão nos Estados Unidos .


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5 comentários

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    Pergunte ao Baltazar como se sentiu com o seu pacto dos partidos em torno de seu projeto como prefeito (sugerido pelo ambientalista) ocorrido no 2º turno da eleição de 2016.

    Ele estava ganhando com boa vantagem, mas abraçou todos os partidos e candidatos que os eleitores recusaram nas urnas, ou seja, ele traiu seus eleitores, o que favoreceu o Samuca com apenas o partido verde que ganhou de virada.

    A tendência agora é o partido puro sangue (como dizem os politiqueiros) concorrerem sem se coligar. O PV do Samuca foi um deles. Os candidatos ao ERJ, NOVO como o Marcelo Trindade; o PRTB com o André Monteiro; o PSD com o Índio da Costa, o PSC do governador juiz Wilson Witzel (ganhou de virada em cima de grandes partidos); e os partidos de esquerdas e comunistas que se isolaram em duplas. Temos tbm o PSC do Bolsonaro. O antigo PRP do RJ fez um grande trabalho sendo o partido que mais lançou candidatos a deputado e governador (Garotinho se não tivesse sido preso ganharia de qualquer outro). O antigo PRP agora se fundiu com Patriota e se tornaram o PATRIOTA 51. Este partido sozinho vai dar trabalho em 2020.

    E se preparem que o DEM certamente virá como puro sangue. O PMDB inteiro está de malas prontas para mudar para o partido do presidente da Câmara Federal.

    Sugiro ao ambientalista estudar mais política partidária para ver as tendências.

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      Acabei de enviar o comentário acima sobre as tendências dos partidos puros sangue, o DV publicou a definição das candidaturas suplementares a prefeito da cidade de Paraty.

      Veja os partidos isolados: PHS, DC, PT. As coligações duplas: PTB, PROS e outra com PMB, Avante. Apenas uma coligação com vários partidos: MDB, PP, PDT, Solidariedade e PRB. Destes últimos não são capazes de se garantir sozinhos e por isso sempre estão unidos, exceto o PDT. São como irmãos siameses. kkkk

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      Lembrando que o PATRIOTA 51 é o partido do Cabo Daciolo, candidato a presidente. VAI VENDO o candidato virá forte pq deve estar isolado num monte qualquer estudando a bíblia e buscando energias para esquentar o partido. kkkk

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    Quando se entra com um Processo Administrativo, no jargão dos advogados “causa mansa, pacífica de se ganhar” e o Poder Público Municipal não responde o que se peticiona e sim responde “alhos por bugalhos”, é de se esperar que um dia um cidadão entrará armado na Prefeitura e fará uma chacina, seletivamente, aos grandes chefes da questão reclamada. Acautelai-vos pobres mortais, o Trabalho Público requer muita, MUITA responsabilidade que a de “roubar” na mão grande o pobre mortal.

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    Volta Redonda e uma cidade condenada ao desastre economico e Ambiental se nao acordamos agora para um novo projeto de cidade fundamentado num amplo Pacto Municipal de entendimento politico economico e socio ambiental com a CSN – Julio Ferreira –

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