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Animal silvestre é atropelado na Dutra em Porto Real

Matéria publicada em 5 de agosto de 2021, 11:30 horas

 


Porto Real – Um cachorro-do-mato foi encontrado, morto, na noite dessa quarta-feira, dia 4, pela Equipe da 7ª DEL PRF, na altura do km 294,7 da Dutra, em Porto Real. Os agentes faziam ronda de Policiamento Ostensivo Dinâmico no trecho quando, às 22h, no retão, encontraram o animal silvestre no acostamento da rodovia, com vestígios de atropelamento por algum veículo que passava pela rodovia. O animal foi retirado do local após os agentes entrarem em contato com a concessionária que administra a rodovia (CCR – Nova Dutra), sendo o fato registrado no sistema da PRF.

Casos semelhantes

Um agente da PRF explicou o que pode acontecer em casos semelhantes ao registrado nessa quarta-feira, dia 4.

– Em relação ao atropelamento de animais de grande porte, bovinos e equinos, o fator contribuinte é animais deixados soltos pelos proprietários ou cercas em mau estado de pastos nas margens da via. Mas, após serem adotadas medidas preventivas com equipes – tanto da PRF quanto da concessionária – vistoriando estas cercas e notificando os proprietários para realizar a manutenção, e a adoção de cercas separando a faixa de domínio da rodovia e as áreas das margens, correspondendo áreas urbanas e rurais, dificultando que algum animal de grande porte que esteja solto venha para a rodovia, este tipo de acidente se reduziu bastante – , disse, relatando que, quanto aos animais de médio e pequeno porte – tanto domésticos quanto silvestres, como cães, gatos, capivaras, tatus, gambás, lobos, raposas, aves e etc -, é mais complicado, pois são animais que estão soltos em áreas próximas à rodovia e acabam indo para a pista.

Para finalizar, o agente completou ”Estão circulando por ali, ou tentando atravessar a via; ou procurando algum alimento, e acabam sendo atropelados. Quanto aos animais domésticos, a existência de propriedades (casas, fazendas, sítios, etc.) nas proximidades da rodovia, onde alguns animais são criados soltos, contribui para essas ocorrências. Já quanto aos animais silvestres, se deve ao ecossistema existente na nossa região, com muitas áreas de mata, florestas, rios e até mesmo áreas de preservação, como o Parque Nacional de Itatiaia. Alguns destes locais estão nas margens da via e outros bem próximos, distantes apenas alguns quilômetros, e os animais que vivem nestas áreas acabam se aproximando da rodovia ou tentando atravessá-la, ocorrendo os acidentes”, ressaltou.

Curiosidade

Cachorro-do-mato
Cerdocyon thous | Linnaeus

Caracterização: Espécie com cerca de 65 cm de comprimento e cauda com aproximadamente 30 cm. A pelagem varia do cinzento ao castanho, com faixa de pelos pretos da nuca até a ponta da cauda; peito e ventre são claros e extremidades são pretas com pelagem curta.

Distribuição: Todo o Brasil, exceto nas áreas baixas da bacia amazônica. No exterior ocorre desde a Colômbia ao Paraguai e no Uruguai.

Habitat: Áreas florestais, cerrados, campos e áreas alteradas e habitadas pelo homem.

Hábitos: Espécie noturna e crepuscular, geralmente solitária mas vista aos pares durante o período reprodutivo. Pode ser observado nas margens de estradas, onde procura restos de animais atropelados e, por isso, é vítima freqüente de atropelamento.

Alimentação: Onívora e generalista, alimentando-se de pequenas aves, pequenos roedores e mamíferos e também frutas, insetos, crustáceos (caranguejos de rios) e ovos.

Reprodução: O período de gestação é de 52 a 59 dias, nascendo 3 a 6 filhotes.

Foto ilustrativa cedida pela PRF


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