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Com férias, comércio chega a registrar 80% de queda nas vendas

Matéria publicada em 26 de janeiro de 2020, 10:21 horas

 


Comerciantes devem buscar maneiras de atrair clientes que estão na cidade-Foto: Arquivo

Volta Redonda-  O presidente da CDL-VR (Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda, Gilson Ferreira de Castro, confirma: janeiro é um mês com fama de ser “mais devagar para as vendas”. Por ser um período típico de férias e com Volta Redonda sem uma vocação forte para o turismo, a cidade acaba por ficar mais vazia, o que reflete nos negócios. As quedas, em determinados setores, chega a 80%.

No entanto, os lojistas vêm ao longo dos anos estudando formas de mudar esse perfil do primeiro mês do ano. A busca é por aquelas pessoas que não viajam, mas querem boas opções de diversão e gastronomia.

– Além disso, até quem vai viajar ajuda a movimentar o comércio local, porque sempre compra uma roupa nova, principalmente no Verão – comentou Gilson.

A estimativa é que janeiro apresente um aumento, mesmo que modesto, de pelo menos 2% a mais este ano do que em igual período no ano passado em alguns segmentos. “Em dezembro, já percebemos um crescimento nas vendas em relação ao mesmo período de 2018. O movimento foi grande, tanto nos shoppings quanto nas lojas de rua”, disse.

De acordo com Jerônimo dos Santos, presidente do Sicomércio-VR (Sindicato do Comércio de Volta Redonda), há segmentos que faturam até mais em janeiro, como cinema, lanchonetes, restaurantes. “O mais importante é o comerciante criar oportunidades de negócios para atrair os consumidores, realizando promoções, facilitando as formas de pagamento, fazendo campanhas e aumentando o marketing junto ao cliente. Afinal, quem não é visto, não é lembrado”, comentou.

Outros segmentos

Ao contrário do segmento de lazer e alimentos, segundo confirmação de alguns lojistas, as vendas no comércio para determinado setor sofrem uma queda neste início do ano, que podem chegar a 80%. A proprietária de uma bicicletaria no tradicional ‘Beco da bicicleta’, no Aterrado, Sueli Moraes de Souza, também confirma uma redução nas vendas do seu comércio neste início de ano. “No nosso segmento de negócio, há uma redução de 80% tanto nas vendas de bicicletas e acessórios como também nos serviços de oficinas. Mas apesar dessa redução, dá para se manter com os nossos clientes antigos através das vendas de acessórios e reparos em geral, até as coisas melhorarem a partir de março. Nesta época do ano há muita procura por bicicletas usadas para trabalho, o que nos ajuda também”, disse, afirmando ainda que busca estimular a clientela com algumas promoções.

Para o gerente de uma loja de artigos de cama, mesa e banho, Roberto Rodrigues, o comércio em janeiro e fevereiro não é ruim, mas com certeza há uma redução considerável nas vendas, que podem chegar até 20%. “Acredito que janeiro atinge mais o comércio devido às despesas com férias, IPVA, IPTU e material escolar. Mas a concorrência também tem influenciado numa redução de cerca de 5% nas vendas. As pessoas também viajam neste período e o Carnaval vem contribuir para uma redução nas vendas, pois muita gente emenda”, ressalta.

Oportunidade

O gerente afirma que costuma aproveitar este período para dar férias aos funcionários, com a vantagem de não precisar colocar alguém para cobrir. “As vendas geralmente só melhoram depois do Carnaval, onde o comércio dá uma aquecida”, confirma.

Para Andressa da Silva Oliveira, gerente de uma franquia de chocolate na Amaral Peixoto, neste período de janeiro e fevereiro há uma redução em cerca de 30% nas suas vendas. “Mesmo com o estoque de Natal tendo acabado, nos obrigando a repor com chocolates de linha, as vendas ficam bem reduzidas. Normalmente o que mais se vende neste período são chocolates de linha e caixas de bombons. As vendas só começam a se recuperar a partir de março com as vendas e ovos de chocolate para a Páscoa. Aproveito este período para dar férias e oferecer promoções para atrair os clientes”, explica.

Por Júlio Amaral


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Um comentário

  1. Avatar
    chocoólatra inveterado

    Enquanto isso, a fantástica loja de chocolates do “filho do mito” continua faturando horrores, pois muita gente vai lá para comprar 21.000 reais en chocolates e aproveitam para fazer uma selfie com o “mitinho”.
    Isso é que é competência comercial.

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