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Comerciantes lamentam vendas fracas no Mercado Popular do Retiro, em VR

Matéria publicada em 26 de maio de 2019, 13:40 horas

 


Comerciantes acreditam que divulgação do Mercado Popular do Retiro irá atrair consumidores (Foto: Júlio Amaral)

Volta Redonda – Inaugurado há 18 anos, o mercado popular do Retiro não é mais o mesmo, segundo afirmam os próprios comerciantes. Apesar da localização próxima do centro comercial do bairro, o mercado não tem mais atraído os consumidores com tanta frequência como antes. Os comerciantes atribuem o fato à falta de divulgação do espaço e o estado precário de algumas instalações.

De acordo com o chaveiro Leandro Andrade, muitos ambulantes já tinham a sua clientela nas ruas, por isso alguns custaram para adquirir clientes novamente.

– No meu caso que trabalho como chaveiro e com prestação de serviço, o cliente que precisa dos meus serviços me procura. Mas para quem depende unicamente das vendas de seus produtos, o mercado popular não é mais vantajoso. Penso que a ideia inicial da prefeitura foi boa, mas cada um tem que buscar a sua clientela – explica.

O comerciante Dirceu Dornelas também concorda com o colega e afirma que trabalha com conserto e manutenção de relógio. Ele confirma que o setor de serviços está melhor que o de vendas.

– Como prestador de serviço consertando relógio e troca de baterias ainda dá para me manter. Já vendando relógios e acessórios o lucro está bem fraco e reduzido – explicou.

Já o comerciante Jorge Jadson, proprietário de um box no mercado popular há seis meses, onde oferece serviços de xerox e vende lembranças e pequenos produtos para papelaria, afirma que está dando para manter as despesas e ter um pequeno lucro, mas poderia ser melhor.

– Acredito que a falta de divulgação e manutenção do espaço prejudica as vendas. Uma divulgação maior e mais propaganda iria alavancar as vendas. Já sugeri até a contratação de um locutor de rua, mas pouca gente concordou – lamentou.

Para Samuel dos Santos Vidal, que há nove anos trabalha no mercado popular fazendo manutenção e venda de acessórios de celulares, as vendas já estiveram melhores.

– Na minha opinião o mercado popular do Retiro está um pouco esquecido. Precisamos ter mais manutenção deste espaço para que as vendas voltem a aumentar e os clientes retornem a este espaço. No meu caso as vendas reduziram em 50%. Também falta mais divulgação e união por parte dos lojistas. Temos que investir mais em propaganda e divulgar os nossos serviços para atrairmos mais clientes – opina.

Trabalhando em seu box desde 2001, quando o espaço foi inaugurado, a comerciante Nadir Rodrigues Serafim, 80 anos, se diz preocupada com a queda nas vendas.

– Acredito que o mercado está um pouco abandonado, e o espaço está precisando de mais manutenção por parte da prefeitura.

 


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7 comentários

  1. Avatar

    Esse mercado tem praça de alimentação, igual tem o da Vila? Tem banheiro? Se não tem, deveria ter… O Retiro é um dos maiores centros comerciais do Sul Fluminense, onde várias grandes lojas e supermercados nasceram no bairro, mas falta um centro de lazer para atrair e reter as pessoas para ali. Nada há no bairro para além das lojas…

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    O “mercado popular” das capitais compram direto do “fabricante”, e o Mercado Popular de VR compra no mercado popular das capitais.
    Com isso o alto preço do mercado popular de VR.
    Vejo o Mercado Popular como o melhor fornecedor de acessórios para celulares da cidade, mas para outros produtos não vejo vantagem.
    Espero que os lojistas encontrem uma solução é que consigam manter seus negócios.

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    Elizeu miranda de oliveira Miranda

    Comprar o que.nao tem nada ali .só sabem reclamar. trocar bateria de relógio da china corinho de chinelo algumas traia da china.me poupem

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    capeta da grota do Santa cruz

    nesse caso há um amálgama de interesses

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    O cliente quer preço e qualidade, coisas que não tem no “mercado popular”.
    Mercadorias caras e de péssima qualidade…acham mesmo que alguém deixará de comprar produtos bons para comprar um produto que não irá funcionar? Óbvio que não né.

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    Observando os comentários dos proprios comerciantes, fica claro que eles mesmos reconhecem que falta coesão de quem utiliza o espaço pra que se promovam ações de divulgação e manutenção do local. Redes sociais estao aí e uma convencao de condominio eficaz resolveria parte do problema. Mas é aquilo, cultura politica do brasileiro que espera que o governo faça tudo por ele…

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