sábado, 19 de outubro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Dom Francisco conclui trabalho na Diocese e envia carta ao Papa

Dom Francisco conclui trabalho na Diocese e envia carta ao Papa

Matéria publicada em 4 de maio de 2019, 12:35 horas

 


Bispo se despede da diocese após trabalhar com os mais humildes (Foto: Cedida pela Diocese)

Por Pollyanna Moura

Sul Fluminense –
O bispo da diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda dom Francisco Biasin escreveu uma carta de aproximadamente 15 linhas ao Papa Francisco. “Foi uma carta bem simples. Agradeço a Deus e estou feliz por ter concluído esta etapa”, disse, referindo-se ao fato de que encerrará suas atividades como bispo este ano. Segundo dom Francisco, por lei, quando um bispo chega aos 75 anos, cessa as atividades e entrega a diocese para um substituto.

Desde o dia 13 de março de 2019, dom Francisco Biasin exerce a função de administrador apostólico na diocese, uma vez que o Papa Francisco nomeou dom Luiz Henrique da Silva Brito para ser o próximo bispo diocesano, que toma posse no dia 11 de maio, às 9 horas, na Igreja Nossa Senhora da Conceição, no bairro Conforto, em Volta Redonda.

Com a saída de dom Francisco e com a chegada de dom Luiz Henrique da Silva Brito, ficam os agradecimentos, as expectativas e os conselhos.

– Gostaria de dizer que cada um de nós tem o seu estilo devido a sua formação. Realizamos um trabalho muito bonito e vou continuar aqui. Em Resende tem uma casa paroquial que nos acolhe. Quero ajudar, marcar presença e quando alguém me solicitar, realizar missas também. Gostaria que o povo o acolhesse com muita simpatia e o ajudasse, colaborando com o que ele precisar. Que possam abraçá-lo – disse dom Francisco.

Dom Francisco foi nomeado para a diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda no dia 8 de junho de 2011 e tomou posse no dia 28 de agosto do mesmo ano. Atualmente é o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB e membro do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, onde teve a oportunidade de abrir as portas para representantes de igrejas cristãs e outras igrejas e religiões.

A trajetória de dom Francisco no Brasil foi marcada por sua presença no meio de situações de extrema pobreza. Dom Francisco participou de inúmeros projetos, inclusive no Nordeste. Em sua primeira missão, em Pesqueira (PE), realizou trabalhos envolvendo promoção humana através de parcerias com projetos do governo federal e estadual. Administrou inúmeros recursos financeiros e realizou a captação de recursos hídricos para auxiliar os trabalhadores do campo.

– Minha maturidade humana, bem como padre, aconteceu neste meio, que foi sempre marcado por pessoas atingidas pela pobreza, carência e miséria – disse.

Após este período no nordeste, dom Francisco, com 68 anos, foi nomeado para o Sul Fluminense, que, segundo ele, já conhecia devido à formação de padres de cinco dioceses, incluindo de Volta Redonda.

– Conhecia a região, mas não detalhadamente. Retornei contente por conhecer muitos padres, praticamente uns 80%, e muitas pessoas já me conheciam também. Quando cheguei aqui, consegui elaborar dois planos de Pastoral, cujo nada mais é do que um projeto de igreja. Um de 2012 até 2015 e o outro de 2016 até agora. Neste plano, traçamos caminhos, cuidamos dos calendários, compromissos e objetivos a serem alcançados pela igreja. São diretrizes, na verdade – disse.

As campanhas

Segundo ele, temas como Campanha da Fraternidade e Jornada Mundial da Juventude (JMJ) têm sido vivenciados com mais intensidade para população, principalmente pelos jovens.

– As campanhas da Fraternidade têm alcance nacional e trabalham temas fortes. Os trabalhos sociais da nossa igreja se desenvolvem através das pastorais sociais. Cada ano, por exemplo, o tema da campanha muda. Em relação à JMJ, é uma experiência incrível. Os jovens estão mais engajados e fico feliz com isso – comentou.

Dom Francisco relata que a igreja comprou uma rádio, o que era considerado um sonho. Em 2012, a rádio ‘Sintonia do Vale’ permitiu à igreja, dar um novo rosto a comunicação.

– O jornal que tínhamos era mensal e se tornou uma revista, mas a rádio nos permitiu termos todos os dias, a oportunidade de evangelizar para todos e em qualquer lugar. Para mim, a compra da rádio foi um diferencial. Buscamos sempre ter conosco, pessoas qualificadas e dispostas a trabalhar com a divulgação da palavra. Ficamos muito felizes com esta conquista – disse.

Na região, dom Francisco sempre se fez presente nas periferias e sempre ressaltou a preferência de Deus pelos mais vulneráveis na sociedade.

Sobre Francisco Biasin

Francisco Biasin nasceu no dia 06/09/1943 em Arzercavalli, em Pádua, na Itália. É filho de Attilio Biasin e Vitória Biasin. Foi ordenado sacerdote em 20/04/68 e bispo em 12/10/2003. Seu lema episcopal é “Dar a vida pelos irmãos”.

Fez o ensino fundamental na Scuole Elementari di Arzercavalli. Direzione Didattica di Conselve em Padova, o ensino médio no seminário Minore di Padova in Thiene em Vicenza, e os cursos de filosofia e teologia no seminário Maggiore di Padova, na Itália.

Atuou como vigário paroquial na cidade de Fossò, na Itália entre (1968 e 1972). Foi assistente eclesiástico da Ação Católica e professor de religião nas escolas do estado. Fez curso de especialização em catequese com os Salesianos em Milão.

Veio para o Brasil em 1972, como missionário “fidei donum” na diocese de Petropólis, onde exerceu as funções de vigário paroquial e em seguida de pároco na Paróquia de São Sebastião de Gramacho, em Duque de Caxias, pertencente nesta época à diocese de Petrópolis. Foi coordenador da região pastoral da Baixada Fluminense e dos padres “Fidei donum” da diocese de Pádua no Brasil em 1972.

Desde a criação da diocese de Duque de Caxias em 1981 até 1985 continuou exercendo as mesmas funções, quando foi nomeado pároco da Catedral. Na mesma época exerceu por dois mandatos consecutivos a vice-presidência da Comissão Regional dos Presbíteros do Regional Leste 1 da CNBB.

Em Duque de Caxias, vivenciou momentos marcantes à frente do “Comitê de Solidariedade” que deu ajuda aos moradores na enchente de 1988. À época foi presidente responsável pela formação dos ministros extraordinários da comunhão eucarística da diocese e membro da equipe central para preparar o 7º Encontro das Cebs em Duque de Caxias.

Transferido para a diocese de Itaguaí, foi vigário paroquial de Mangaratiba em 1990. Em 1991 foi escolhido como diretor espiritual e professor de pastoral e teologia espiritual no seminário de Nova Iguaçu. No mesmo ano foi nomeado vigário geral e coordenador de pastoral de Itaguaí, função em que permaneceu até 08 de julho de 1998, data em que foi eleito administrador diocesano da diocese após a renúncia do Bispo.

Foi coordenador, professor e animador do curso de iniciação à teologia para leigos na diocese de 1998 a 2000; pároco da Paróquia Santa Teresinha de Piranema em Itaguaí de 1994 a 2001. Em março de 2001 assumiu como pároco na Paróquia Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba, continuando a exercer a função de coordenador de pastoral da diocese até julho de 2002.

Em fevereiro de 2003, a pedido do Bispo, retornou à diocese de Pádua, na Itália, onde, no dia 25 de março, foi nomeado diretor do Centro Missionário Diocesano, coordenador da dimensão missionária da diocese e diretor das POM. Voltou ao Brasil no mesmo ano para ser nomeado Bispo por Dom Bernardino Marchió. Sua primeira missão foi em Pesqueira, (PE) entre 2003 e 2011.

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

6 comentários

  1. Avatar

    Foram anos muito bons ao lado desse pastor que segue o evangelho de Jesus Cristo. Deus abençoe!

  2. Avatar

    Parem de encher o saco e vão atrás do chapelão,mala cheia e coveiro recordista.

  3. Avatar

    Vai tarde !!!!

  4. Avatar

    O que leva um homem com um currículo desses a apoiar comunistas, como Lula, Dilma, POLITIQUEIROS comunistas, além dos comunistinhas invasores do Colégio Manuel Marinho que deixaram os estudantes sem aulas por dias? Ele por ser professor de religião e professor de pastoral jamais podia ter apoiado tal invasão.

    Esperamos que o novo bispo não vá pelo mesmo caminho.

  5. Avatar

    LÁ SE VAI UM DEFENSOR DA TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO(LULISM0) , SERÁ QUE VEM OUTRO????

Untitled Document