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Jornalista Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em São Paulo

Matéria publicada em 11 de fevereiro de 2019, 14:42 horas

 


Piloto da aeronave também não sobreviveu

São Paulo- O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, morreu na queda de um helicóptero no início da tarde desta segunda-feira (11) em um dos acessos na altura do Km 7, da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista, ao interior. O helicóptero ao cair bateu na parte dianteira de um caminhão que passava pela via e pegou fogo. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto da aeronave, identificado como Ronaldo Quattrucci, também morreu carbonizado. O corpo do jornalista e do piloto foram removidos para o Núcleo de Antropologia do Instituto Médico Legal (IML), no Centro de São Paulo.
O motorista do caminhão atingido no acidente foi resgatado pelo serviço da concessionária que administra a via, de acordo com as primeiras informações, ele sofreu ferimentos e foi encaminhado a uma unidade médica. O fogo no local já foi extinto. O helicóptero era um modelo de 1975 utilizado como táxi aéreo.
De acordo com o capitão Augusto Paiva, da PM, testemunhas relataram que o helicóptero tentou fazer um pouso de emergência em uma alça de acesso do Rodoanel à Anhanguera. Entretanto, ainda não se sabe, qual o motivo do susposto pouso forçado.

Carreira

Ricardo Boechat nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores. Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita.
Nos anos 1970, Boechat começou no jornalismo no Diário de Notícias como assistente do colunista Ibrahim Sued. Do Diário de Notícias, seguiu com Sued para O Globo em que trabalhou por 14 anos. Também foi chefe de reportagem da Rádio Nacional, em 1973.
Boechat foi para o Jornal do Brasil, no início dos anos 1980, após briga com Sued. Logo depois retornou ao O Globo para assumir a Coluna do Swann. Ele teve uma breve passagem pela Secretaria de Comunicação do governo Moreira Franco, no Rio de Janeiro, em 1987.
Depois, ao voltar para O Globo, o jornalista ganhou sua própria coluna: Boechat. Nesta época, o jornal estabelecia a linha editorial de ter dois colunistas sociais de prestígio: Ricardo Boechat e Zózimo Barroso do Amaral.
Em 1997, passou a ser comentarista no telejornal Bom Dia Brasil, na Rede Globo. Nesta época, sua coluna era a mais lida no jornal carioca e uma referência nos jornais impressos, pautando dezenas de redações pelo país.
Em 2006, foi para o grupo Bandeirantes. Pela manhã, apresentava um programa com seu nome dividido em duas partes: uma nacional e outra dedicada ao Rio de Janeiro. À noite, era o âncora do Jornal da Band. Também escreveu para os jornais O Dia e O Estado de SPaulo.
Boechat teve diferentes cargos nas redações em que passou, mas sempre manteve a veia jornalística, talvez a sua maior característica profissional. Ele ganhou ganhou três prêmios Esso: em 1989, 1992 e 2001. Venceu oito vezes o Prêmio Comunique-se.
Flamenguista, foi atleta assíduo na pelada de fim de semana, que reunia artistas e jornalistas no Alto da Boavista, no Rio de Janeiro, durante muitos anos. Em 2008, escreveu Copacabana Palace: um hotel e sua história. Organizado por Cláudia Fialho, que por 17 anos foi relações públicas do hotel, o livro conta a história dos bastidores do cinco estrelas mais famoso do país.
Boechat deixa mulher, cinco filhas e um filho.


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18 comentários

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    nesse brasil que vivemos..ele falava o que muitos queriam…grande perda…

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    Vai fazer muita falta, com certeza. Percebia o Boechat quase como um amigo, parecia que falava exatamente o que muitos de nós pensavamos e não tinhamos aonde nos expressarmos.
    Seu sorriso facil e seu tom “duro” de comentar as noticias faram muita falta.

    Que DEUS o receba em seu “colo fraterno” e que ELE ampare a familia e a todos os seus admiradores.

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    Íntegro, sensato, ético, bem humorado, imparcial. Se encontramos algum jornalista com quatro dessas qualidades hoje, é muito… Num curto espaço de tempo se foram três dos comunicadores que mais admirava. Marcelo Rezende, Wagner Montes e, agora, Boechat. Que descanse em paz, contudo o jornalismo ficou MUITO MAIS POBRE…

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    Vai fazer muita falta
    Perda irreparável
    Exemplo de respeito aos ouvintes

    Descanse em paz Boechat

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    Perda irreparável para o jornalismo de verdade com credibilidade a ainda mais num momento em que o país precisa de pessoas como ele que falam verdade. Inacreditável.

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    Vai fazer falta e não tem no momento quem preencha essa lacuna. Vai em paz.

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    Menos um pra falar mal do lula

    O Brasil trouxe a desgraça depois q elegeu família de corruptos, pessoas negativas q só falam em morte e ainda comemoram quando ocorrem assassinatos como o da Vereadora Marielle. Aposto como em breve conheceremos o terrorismo internacional.

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    Grande comunicado, meus sentimentos a família.

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    Gente : Está gravado o último programa de Ricardo Boechat na rádio band New . Tragédia atrás de tragédia governo não fiscaliza e Justiça que não resolve nada ..

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    Meus pêsames à família, amigos e colegas de trabalho do referido jornalista. Certamente uma perda para o jornalismo de qualidade do país.

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    Tanta gente q faz mal ao país e poderia ir pro andar de baixo, e justamente nesse helicóptero estava um dos mais inteligentes e éticos jornalistas do Brasil. Ultimamente, temos convivido com notícias de sofrimento e tristeza. Pesar.

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    Tenho muita admiração por ele é uma pena ter partido assim tão repentinamente, desejo descanso aos que perderam a vida neste acidente triste. Irá fazer falta ao país, pois acima de tudo sempre foi uma pessoa sensata e centrada, possuía uma visão correta sobre tudo.

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    Esse ano tá pesado.
    Cada hora tem uma tragédia.

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    – Acompanha seu excelente e exemplar trabalho jornalistico na tv. Foi-se um grande profissional da tv brasileira.
    – Fica minha comocao sentimentos a familiares ,amigos e a toda imprensa brasileira

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