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Sindicato dos Metalúrgicos propõe negociação de acordo do turno

Matéria publicada em 5 de novembro de 2019, 18:21 horas

 


Presidente da entidade afirma que decisão sobre renovar turno de oito horas ou voltar ao de seis horas será tomada pelos trabalhadores

Silvio garante que trabalhador é quem vai tomar a decisão sobre o turno
(Foto: Arquivo)

Volta Redonda – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, disse ao DIÁRIO DO VALE que já enviou ofício à CSN informando que o acordo que permite a prática do turno de oito horas na empresa termina no dia 2 de dezembro. O sindicalista informou que a decisão final será da categoria, em votação por escrutínio secreto.

“O trabalhador que faz turno atualmente é quem vai decidir entre renovar o acordo do turno de oito horas ou retornar ao turno de seis horas”, disse Silvio.

Ele lembrou que, na negociação mais recente de turno, a empresa fez uma proposta de compensação financeira, que foi aceita pelos metalúrgicos.

Em comentários feitos no site do DIÁRIO DO VALE na internet, trabalhadores afirmaram esperar que a siderúrgica faça uma proposta de compensação financeira.

O turno

Desde 1988, a Constituição Federal estabeleceu que os turnos de revezamento devem  ter duração máxima de seis horas. No entanto, em todo o Brasil, nenhuma das grandes siderúrgicas adota essa jornada de trabalho. Todas fizeram acordos com os sindicatos que representam os seus trabalhadores.

Segundo Silvio, a Cosipa, a CST e a Ternium (antiga CSA) adotam turno de 12 horas, enquanto a Usiminas e a CSN adotam o turno de oito horas.

Informações obtidas pelo DIÁRIO DO VALE com fontes ligadas ao sindicato dão conta de que, ao contrário do que se poderia esperar, a troca do turno de seis horas pelo de oito não causou dispensas em massa. A “letra” que seria eliminada pelo turno mais longo foi absorvida pelas que restaram, já que havia necessidade de trabalhadores para cobrirem o intervalo de refeição, inexistente no turno de seis horas.

Para a empresa, a vantagem é que, com o turno de oito horas, há três trocas de equipe por dia, contra quatro com o turno de seis horas. Essa troca gera um período, estimado pela fonte do DIÁRIO DO VALE em cerca de meia hora, em que a produtividade cai.

 

Ato relembra mortes na greve de 1988

 

Na próxima quinta-feira (07), o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense promoverá um ato, às 6 horas da manhã, na Passagem Superior, em frente à Praça Juarez Antunes, na Rua Santa Cecília, para relembrar a greve de 1988, quando os metalúrgicos William, Waldir e Barroso foram mortos pelo exército. Além do sindicato dos metalúrgicos, outras entidades representativas de trabalhadores participarão do evento. As mortes ocorreram no dia 9 de novembro.

Haverá uma exposição de fotos mostrando imagens da greve.

Uma das principais reivindicações da greve era a adoção do turno de seis horas, que havia acabado de ser incluído na Constituição Federal, promulgada em 05 de outubro de 1988, um mês e quatro dias antes da morte dos operários.

 

 


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16 comentários

  1. Avatar

    Devíamos após a decisão desse acordo ir todos os trabalhadores na porta do sindicato e quebrar tudo, esse Silvio Campos tem que sair , até bingo vai ter esse ano , ano passado não teve , sabe porque esse ano ele já levou o dele , acordo trabalhadores, independente de 6 hrs ou 8 hrs precisamos trabalhar , mais esse sindicato tem que sair , alooo Silvio Campos seus atos ,seus erros sua família vai pagar isso é bíblico, Deus está assistindo tudo seu covarde .

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    Que volte o turno 6h!

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    UMA COISA N ENTENDO DESSE SINDICATO , AO INVEZ DELE LUTAR P UM TURNO MELHOR INDEPENDENTE DOS METALURGICOS , P FAVORECERMOS , ELE SEMPRE JOGA O PROBLEMA P OS PRPPRIOS METALURGICOS RESOLVEREM , SE ELES QUEREM Q RESOLVEMOS ENTAO N PRECISAMOS DO SINDICATO , POIS ELE NADA FAZ , DEIXA P NOS MSM RESOLVERMOS.

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    Quando o turno era de 6 horas a dona maria tava satisfeita e bem servida…com turno de 8 horas ficou difícil, comecei a dobrar direto…aí surgiu um sócio majoritário na minha cama…mas ele paga tudo da minha dona maria, e ela gosta de coisa cara…portanto quero pedir ao sindicato que mantenha o turno de 8 horas

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    Tenho nojo de sindicato e seus obtusos que se auto intitulam lideres!

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    Os funcionários de empresas de pequeno porte que sofrem mais, até hoje o dissídio de Maio não foi definido. Falta de respeito e interesse das partes..

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    Morreram 3 metalúrgica para implantação do turno de 6 horas . Willian, Walmir , Barroso . Com esses frouxos no quadro da empresa se bobear vão fazer 12 horas .

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    Lembrando que qualquer decisão coletiva entre Sindicato e empresa que restringiram direitos de empregados, é tema pautado no STF, sobre a relatoria de Gilmar Mendes. Então sugiro ao sindicato que faça as contas certas, senão poderá ter o acordo anulado na justiça. Há várias questões que envolvendo o turno de oito horas, tais como divisor de horas, jornada semanal, hora de refeição e outros. Trabalhadores que fiquem atentos, façam suas contas, no passado lá no início do ano 2000, a renovação rendeu o triplo da última que o sindicato fez, na dúvida converse com alguém mais antigo de empresa, ou que já saiu

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    Coloca o turno de 12 horas …toda noite vou fazer mais um corno feliz em VR e BM …cornosulfluminense

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    Tem que voltar o turno de 6 horas o salário diminuiu fazendo 8 horas e a empresa não valoriza nada a mão de obra

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      EM 2006 ELA DEU 4000 REAIS MAIS 8% DE ADICIONAL DE TURNO 12 ANOS SE PASSARAM E ELA OFERECEU APENAS 3500 REAIS MAIS UMA ESMOLA DE 500 REAIS NO FOME ZERO E SÓ PASSOU DEPOIS DE MUITA INSISTÊNCIA DO SINDICATO E PORQUE A GALERA DO AÇOS LONGOS QUE JÁ FAZIA 8 HORAS VOTOU JUNTO(SUSPEITO),SE NÃO O 6 HORAS ESTAVA AÍ ATÉ HOJE.

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    Será que volta o turno de 6 horas…

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      Penso que a interessada no turno de 8 horas é a empresa. Por isso, ela é que tem que se manifestar. Se não o fizer, dia 03 de Dezembro, retorna o turno de 06 horas. O estranho é ver o sindicato se antecipar e tomar uma iniciativa que não é sua prerrogativa, e quem sabe, de pouco interesse dos trabalhadores. Muito estranho!

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