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Sindicato negocia com CSN o PPR dos demitidos

Matéria publicada em 19 de junho de 2020, 17:26 horas

 


Silvio Campos vai defender, em reunião com o presidente da siderúrgica, o direito dos que foram dispensados a receberem o valor

Volta Redonda – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, terá uma videoconferência nesta segunda-feira (22/06) com o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, para defender o pagamento do PPR (Programa de Participação nos Resultados) para os ex-empregados que trabalharam durante o ano de 2019.

Silvio Campos afirmou que esses ex-empregados não teriam recebido o benefício e que vai defender, junto à CSN, que o pagamento seja efetuado.

O valor corresponde a 40% do Target para todos trabalhadores até o cargo de supervisor(1 salário). A primeira parcela de 50% seria paga até cinco dias úteis após aprovação, o que não teria ocorrido para os demitidos. A segunda parcela de 50%, está programada até o pagamento de setembro/2020.

Aos cargos de liderança, acima de supervisor, 40% do Target (1 salário). A primeira parcela de 40% a ser paga até cinco dias úteis após aprovação. Segunda parcela de 30%, até o pagamento de setembro/2020. E a terceira parcela de 30% até o pagamento de dez./2020.

Negociação difícil

A negociação do PPR 2019/2020 e do acordo coletivo 2020/2022 foi uma das mais difíceis da história do Sindicato dos Metalúrgicos, na opinião do presidente Silvio Campos: “Essa talvez tenha sido uma das mais tensas reuniões das quais já participei. Muita expectativa contra inúmeras negativas por parte da CSN”, disse ele no dia 4 de junho, depois de ficar em São Paulo desde o dia 1, negociando com a direção da CSN, incluindo o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch. Naquela quarta-feira, a empresa apresentou uma proposta, que foi levada a votação na sexta-feira, dia 5, através de uma plataforma digital.
Naquela ocasião, a empresa propôs um pacote que incluísse também uma proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2020/2022 (com validade de 2 anos). Na sexta, os trabalhadores aprovaram o acordo coletivo válido para 2020 a 2022 e o pagamento dos PPR referentes a 2019 e 2020. O total de votos foi de 7.663, sendo 5.182 (67,62%) pela aprovação, 1.836 (23,95%) pela greve, 495 (6,45%) brancos e 150(1,95%) nulos.

Dificuldades

Durante a discussão, a CSN alegou dificuldades que envolvem o quadro de instabilidade que o país enfrenta e a falta de perspectiva para as vendas, com grande estoque da produção. Tudo agravado, segundo a empresa, pela pandemia do coronavírus.
Com isso, a CSN decidiu propor pagar somente o que determina a lei/CLT, mas o sindicato destacou que o acordo garantirá a manutenção do abono de 70% de férias, hora extra com bonificação que pode chegar até 100%, adicional noturno de 40%, plano de saúde e odontológico, convênio farmácia, previdência privada (CBS), cartão alimentação, abono de atraso, adiantamento do 13% em janeiro, auxílio creche, auxílio funeral, bolsa de estudo nível superior e técnico, brinquedo de Natal, kit escolar, cesta básica, desjejum, empréstimo especial, garantia de pré aposentadoria, consultas gratuitas para gestantes e recém-nascidos, estabilidade de gestantes acima do prazo, resíduo de horas noturnas, refeição e seguro de vida em grupo. E, mesmo diante da paralisação do alto-forno 2, a empresa se comprometeu em não demitir trabalhadores em massa.


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15 comentários

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    Eu fui demitido e a moça que me entregou os papéis da rescisão me falou que eu receberia a ppr um mês após a negociação.E até hoje não caiu nada na minhà conta.

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    LUIZ Antônio da Silva

    E a insalubridade ninguém fala mais nada?

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    Trabalho na CSN desde os anos 90 e me sinto totalmente envergonhado e indignado com a direção do meu sindicato.Como que um presidente desse pode vim a público mentir descaradamente que essa teria sido uma das negociações mais difíceis da história do Sindicato dos Metalúrgicos.Todos estão revoltados…com exceção das chefias que tem PPR diferenciada dos trabalhadores..muita traição covardia o que fizeram com a gente..fomos obrigados pela chefia a votar no computador da empresa, na sua frente, e a favor da proposta da empresa.A empresa coagiu nos ameaçou, amedrontou. E esse senhor que se diz presidente do nosso sindicato vem dizer uma coisa dessa..Senhor Silvio o senhor é uma vergonha.

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    Eu sai daquela fábrica de viúvas ano passado, e quero o meu dinheiro da PPR, e que ela pague tudo que ela me deve na justiça, CSN gata safada, a minha recisão ela me pagou 22 mil a menos de que deveria, graças a este sindicado podre. Galera qie saiu abrem o olho vão em.um contador revisar o processo de recisao pois ela rouba de verdade o trabalhador…

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    Deixa eu ver se entendi: o empregado trabalhou durante todo o ano de 2019 e a empresa não vai pagar a PPR dele relativa a 2019 porque ele foi demitido em 2020? Tá parecendo decisão do STF.

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    Demisao ta comendo solta e esse sindicato de merda ta quietinho muitos conhecidos comentando que quando foi votar ja constava qie tinha votado nós roubaram na cara grande

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    ninguém fala mais do processo da insalubridade da laminação. Nessa pandemia será bem vindo essa grana.

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    Esse sindicato é uma vergonha e jogou a favor da empresa nunca vi aceitar uma proposta vergonhosa dessas, era para ter recusado na mesa assim que apresentada pois a ppr é relativa ao ano de 2019 onde a mesma obteve um lucro superior a 5 BILHÕES e não tendo nada a ver com o ano de 2020 e a pandemia e o pior foi ter votado junto com acordo coletivo, que era para ser votada separada. Assim prejudicando vários trabalhadores que dão a vida e suor muitas vezes abrindo mão de duas vidas para trabalharem em prol dessa empresa ingrata. O sindicato já fez de caso pensado colocando a opção de SIM, OU GREVE não tendo a opção do NÃO! Sendo covarde com os trabalhadores que por medo ou represália não tendo a opção de votar não! Sindicato patronal não sei por que existe.

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    Fui demitido depois de 13 anos de empresa e não tive direito a minha ppr de 2019 o RH falou que não ia pagar pra ex demitido

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      Bruno procure os demitidos que vc conhece a Oposição Metalúrgica vai entrar com ação coletiva para garantir o direito de todos os demitidos

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    Negociar o quê ? Esse sindicato foi criado pela FIESP , . Que atualmente tem como vice presidente da FIESP O dono da CSN . Então dentro da lógica o sindicato pertence a FIESP que tem direção da FIESP o dono da CSN. Quantos processos atual direção do sindicato
    tem contra a CSN ??? Os metalúrgicos aposentados perderam os planos saúde Bradesco. Cadê o processo coletivo do sindicato contra a CSN ?

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    O pagamento não ocorreu mesmo! Meu esposo foi demitido em abril de 2020 e não recebeu o PPR referente ao ano de 2019.

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    Capeta da grota do Santa cruz

    Ué teve demissão ??

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      LUIZ Antônio da Silva

      É mesmo ninguém fala mais na insalubridade da laminação, com essa pandemia cairia como uma luva.temos que agitar o sindicato pra vê se sai alguma coisa ainda este ano

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