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Socorristas da Dutra temem terceirização

Matéria publicada em 20 de janeiro de 2022, 12:23 horas

 


Concessionária afirma que, pela lei, demitirá todos os seus empregados e fará novas admissões ao assumir o novo contrato

Foto: Arquivo
Socorristas prestam os primeiros socorros após acidentes

Sul Fluminense – Funcionários que trabalham no atendimento pré-hospitalar (APH) da empresa CCR Nova Dutra, se dizem prejudicados com a nova política de contratações da empresa. Segundo um funcionário que preferiu não se identificar, a CCR ganhou novamente o direito de cuidar da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), pelos próximos 30 anos, e eles têm informação de que agora, após a renovação da concessão, a empresa quer subcontratar esse serviço.

A posição da concessionária

A CCR NovaDutra explica que o seu Contrato de Concessão termina no dia 28/02/2022 e que por força de lei encerrará o contrato atual de trabalho com seus colaboradores que terão todos os direitos trabalhistas respeitados, como a empresa fez durante toda a sua história.

Segundo o cronograma previsto em edital, a nova concessionária da CCR que assumirá a administração da BR-116 e BR-101 em 01/03/2022. Somente após a assinatura do contrato a nova empresa poderá responder pelos serviços que serão realizados na rodovia.

A CCR reforça que continuará com a mesma qualidade de prestação de serviço e que tal medida observará o integral cumprimento de todas as normas trabalhistas vigentes e aplicáveis. A concessionária ressalta a excelência do atendimento pré-hospitalar oferecido, o qual, desde o início de sua concessão, em março de 1996, resultou na redução de 83% no índice de vítimas fatais na Rodovia Presidente Dutra.

Preocupações

De acordo com informações de outro funcionário da empresa, A CCR Nova Dutra estaria pretendendo criar vários CNPJ para que cada profissional seja uma empresa em si. E isso na, opinião deste funcionário, é muito perigoso, porque desconstrói todo um serviço de excelência, e com isso os profissionais antigos vão acabar saindo deste local.

Funcionários insatisfeitos

O integrante da equipe de socorro disse que os funcionários do atendimento pré-hospitalar (APH) da Nova Dutra sabem que eles estão sujeitos a mudança por parte do meio empresarial, mas o que está os incomodando foi a forma de como eles foram tratados nesta transição.

Uma funcionária do setor ressaltou sobre as formas de contratação do APH que, segundo ela, serão terceirizados.

“Essa precarização engloba a mudança de nome e função, para não regulamentar as classes dos quais são vinculadas, já a pejotização é hoje uma forma de tirar os direitos do trabalhador”, explicou.

Em relação aos demais membros da equipe, a fonte afirma que foi proposto regime CLT, com salário abaixo da média para cada função, sendo também retirado um dos benefícios de suma importância, que são os planos de assistência à saúde. “Como se trabalha em uma rodovia do porte da BR-116 com os riscos diários e não saber se caso aconteça um acidente com a equipe, se teremos suporte particular por parte da empresa contratante, isso é preocupante”, lamentou.


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10 comentários

  1. Aos que defendem a política neoliberalista econômica, taí o resultado!!! Perda de direitos, empregos, baixos salários, precarização. Melhorar só se for para o patrão!! Tem que lembrar disso tudo é lá em outubro quando apertar o verde e confirmar. Nenhuma riqueza é inocente neste país.

  2. Tem que diminuir o valor do pedágio que e um “roubo”, motocicletas não deveria pagar.
    Todas as.mudancas são para que o empresário não deixe de obter mais lucro. Ganância.

  3. A nova reforma trabalhista, feita pelo vampirão não foi para gerar emprego e sim para tirar empregos e reduzir salários e junto a instabilidade tb.

  4. Conjo Moro, ex-herói dos tolos.

    É isso aí. Conforme disseram : ” … depois que tirar a Presidenta eleita Dilma e fazer a Reforma Trabalhista, tudo vai melhorar, mais empregos serão gerados”. “Miiiiittttooooo . Faz arminha e dancinha que melhora.

  5. So procirar outro serviços quem e bom nao fica desempregado

  6. Vergonha o que estão querendo fazer. A empresa que está prestes a assumir o serviço não conseguiu dar conta de uma rodovia de pequeno porte! Conseguirá dar conta da MAIOR RODOVIA DO PAÍS???

  7. É simplesmente vergonhoso o que estão fazendo. Estão passando um serviço essencial pra uma empresa que além de não ter competência, foi retirada de outra concessão, por falta de habilidade técnica.

  8. Trata-se apenas do trabalhador querer ou não aceitar as condições (cada vez mais precárias) da relação de trabalho.
    Se aceitar, tem que aguentar o regime a que estará sujeito. Se ninguém aceitar, o empregador terá que se ajustar às exigências da categoria. Simples assim.

    • Vale lembrar que a empresa tem recursos de sobra para remunerar muito bem todas as categorias profissionais.
      Infelizmente, os profissionais do Brasil não são fiéis à própria classe. Então, todos que estão empregados hoje, tem em sua retaguarda, pelo menos dois colegas de profissão, importunando diariamente o empregador, propondo uma relação, ganhando menos.

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