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Uma casa e dois corações divididos entre México e Brasil em Volta Redonda

Matéria publicada em 2 de julho de 2018, 15:46 horas

 


George e Flávia preparam a casa e assistem juntos os jogos entre Brasil e Méxica

Volta Redonda – Dia de jogo entre Brasil e México numa casa em Volta Redonda tem sabor especial. O mexicano Georsen Juarez Trujillo, que mora no Brasil desde 2012 e leciona na Universidade Federal Fluminense (UFF), é casado com a advogada brasileira Flavia Faria Aguiar Trujillo. O coração e a torcida ficam divididos, mas a festa no final é certa.

O professor do curso de engenharia da UFF veio ao Brasil trabalhar em um projeto industrial, conheceu sua mulher e ficou no país literalmente por amor. George conta que o carinho pelo Brasil vem de muito tempo e que no México já torcia por ambos.

– No fundo a torcida está com o meu povo (México). Espero que vença o melhor, e que o melhor leve até o final – afirmou Georsen.

Contando com os pênaltis, ele esperava uma partida bastante acirrada. Por outro lado, Flavia, que é servidora pública, acreditou que o jogo teria poucos gols e apostou no placar de 1 a 0 para o Brasil

– Gostamos de assistir ao jogo em casa, onde é possível acompanhar as jogadas de verdade. Às vezes tomando cerveja ou um vinho – contou Georsen.

Embora não tenham superstições para dia de jogos, o mexicano pede a benção de Nossa Senhora de Guadalupe, dizendo que na casa de todos os mexicanos é possível encontrar uma imagem da Virgem. A cor que predomina na decoração da casa e nas vestimentas é a verde, por ser comum aos dois países. No entanto, lá estavam também o amarelo, branco e o vermelho. A decoração da casa fica por conta de Flávia, que gosta do estilo mexicano, enquanto o marido se encarrega de ajudar.

George contou que sua família, que está toda no México, se preocupou com o jogo. Eles pedem para que o professor tome cuidado e que não brigue com a mulher ou com os amigos. No entanto, Georsen afirma que em casa o clima é sempre ótimo e que não há risco de brigar com os “grandes amigos” que fez no Brasil. Principalmente por conta de futebol, diz ele.

Os dois já viram muitos jogos entre Brasil e México juntos, mas garantem que a rivalidade entre as seleções se acirrou nos últimos anos. Até mesmo pela melhora na qualidade do futebol mexicano. Por isso, são afinados e disseram que comemorariam qualquer que fosse o placar.

Flávia conta que gosta das comemorações da Copa do Mundo, mas que fica triste com a situação atual do Brasil. O casal concorda que o futebol é importante, mas ressaltam que são necessários avanços em muitas áreas, como a Educação, por exemplo.

– Os mexicanos estão completamente eufóricos com a situação politica do país e com a questão do jogo. É como quando acabou a ditadura no Brasil, ou quando Lula ganhou. O povo está cheio de esperanças e fé. Espero que os políticos cumpram as promessas. – disse Georsen, ressaltando a eleição presidencial que terminou ontem em seu país de origem.


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Um comentário

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    Problema resolvido, a seleção mexicana já foi para casa, agora é escrever no sombrero “arriba Brasil”.

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