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Comando convoca mulheres de PMs para reunião no quartel general

Matéria publicada em 11 de fevereiro de 2017, 18:50 horas

 


Comando da PM tenta abrir frente de conversa com mulheres dos policiais

Comando da PM tenta abrir frente de conversa com mulheres dos policiais


Rio –
 O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Wolney Dias, convocou representantes das mulheres de policiais militares para uma reunião, na tarde deste sábado (11), no quartel general da corporação. Foram convocadas duas representantes de cada batalhão, com objetivo de tentar uma solução para o movimento que bloqueia diversas unidades desde ontem (10), impedindo a saída de viaturas.

A Polícia Militar (PM) garante que 97% do efetivo policial está nas ruas. Em um trajeto de 20 quilômetros por quatro bairros da zona norte, entre 10h e 12h, a reportagem da contou seis viaturas, sendo que duas delas estavam paradas em cruzamentos.

Em frente ao 4º Batalhão, no bairro de São Cristóvão, as esposas de policiais impediam a saída de qualquer viatura. “A mobilização está tranquila, estão entrando viaturas, mas não estão saindo. Quem entra, não sai. Estamos dispostos a conversar com o comando, mostrar nossas reivindicações. Para finalizar o movimento, não é só regularizar o 13º e o salário. Tem as condições de trabalho, como escalas melhores, viaturas que não estraguem, equipamentos novos”, disse Luciana Guimarães.

Outro grupo de mulheres impedia a saída de viaturas do 6º Batalhão, no bairro da Tijuca, também na zona norte. Além de esposas havia também mães de policiais. “Ele escolheu e ama ser policial. Mas eu fico angustiada. Porque a gente não sabe se eles voltam. Mexe com o coração da gente. Se dependesse de mim, ele não seria policial”, disse Margarida Carvalho, que é mãe de um policial.

As esposas dos PMs reivindicam a regularização no pagamento de salário, o décimo-terceiro salário, o pagamento de horas-extras, conhecidas como Regime Adicional de Serviço (RAS) e melhorias nas condições de trabalho e de equipamentos.


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6 comentários

  1. Avatar

    As reivindicações são justas espero que o governo consiga meios para atendê-las, agora deixar a população a mercê da bandidagem colocando vidas de pessoas inocentes em risco não é papel de policial comprometido.

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    Vejam como são as coisas. Quando os profissionais da educação, professores e demais trabalhadores das escolas, sejam elas municipais, estaduais ou federais fazem alguma paralisação, ela pode durar uma semana, 1 mês ou vários meses e a reação da sociedade e dos governos é nenhuma. Ou seja, a educação nunca foi e nunca será uma questão prioritária tanto para a sociedade brasileira, quanto para os seus governantes e representantes nas casas legislativas. E como tudo está interligado e a educação e o conhecimento que ela proporciona para um sociedade está à frente de tudo, os problemas (novos e velhos) vão surgindo e se tornando cada vez mais complexos e intrincados e cada vez mais, de difícil solução. Enquanto isso, as incelências, sentadas em “cadeiras esplêndidas” fingem que o problema não lhes cabe e o vão empurrando com as barrigas. Até quando essa sociedade aguentará sem que o tecido social se esgarce ainda mais, como dizem os sociólogos ?

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    ta faltando agua em volta redonda?

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    Como está o movimento nos outros batalhões ds Região, como Resende, BP e Angra? Não vi uma nota na imprensa sobre, estão enfocando tudo no 28°…

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    Catarino Orozimbo Miguelino

    DV, consertem isso aí. O termo correto é convidar… Foram convidadas, não convocadas. Elas, diferentemente dos maridos, não respondem pelo RDPM, portanto não podem ser convocadas, ou seja, não são obrigadas a irem se não quiserem. E tem mais, justamente por este pequeno detalhe, não serem controladas pelo militarismo, que é baseado na hierarquia e disciplina, não vão roer a corda, não vão desistir sob ameaça e pressão dos oficiais. Exemplo prático foi o que aconteceu no ES, os PMs, pressionados pelas punições previstas no RDPM, cederam, mas suas esposas não, e a greve segue. O Carnaval vem aí, e o povo, que adora essa festa libertina onde rola muita droga, álcool e luxúria, vai sentir muito a falta da PM nas ruas, o que vai acontecer se os oficiais juntamente com o governo do estado não souber conduzir este contratempo. Eu, sinceramente não creio que a PMERJ vai parar, pois eles, as praças, sabem que o Rio de Janeiro não é Espírito Santo e aqui o buraco é mais embaixo. Agora, só não venham mexer com as suas esposas, mães e filhas. Pois aí, meus amigos, mexer com família são outros quinhentos.

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