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Cresce número de apreensão de drogas feitas pela PM na região

Matéria publicada em 1 de setembro de 2019, 10:00 horas

 


Tendência de alta é registrada no comparativo do primeiro semestre de 2017, 2018 e 2019

Arquivo Apreensões de drogas no Sul Fluminense e na Costa Verde estão em alta (Foto: Arquivo)

Volta Redonda – Oito quilos de cocaína apreendidos no bairro Santa Cruz, em Volta Redonda. Nove quilos da mesma droga encontrados em Resende. Centenas de pinos de cocaína encontrados em sacos de biscoito em Barra do Piraí. Mega apreensão de drogas no Frade, em Angra dos Reis. Quatro fatos que se tornaram notícia nos jornais da região, nas áreas de cobertura dos quatro batalhões da Polícia Militar espalhados pela região. Foram ações de grande vulto entre as 2.433 apreensões de drogas registradas no primeiro semestre de 2019 pelo 5º CPA (Comando de Policiamento de Área).

Mesmo com um efetivo praticamente estagnado, a Polícia Militar conseguiu manter uma tendência de alta nas apreensões de drogas. Em 2017, por exemplo, no mesmo período do ano foram 1496 ocorrências, com uma alta de 62% para o ano corrente. Em 2018, foram registradas 2114 apreensões de entorpecentes nos primeiros seis meses do ano. O comando da PM na região aponta dois tipos de aspectos que podem explicar esse aumento. Além de um trabalho ais efetivo na rua, é evidente o recrudescimento dos grupos de traficantes que agem na região e a chegada com maior intensidade das facções criminosas.

Porém, alguns outros fatores sociais foram levados em conta. O aumento populacional e a crise econômica, segundo a visão dos policiais, ajuda a aumentar o consumo. Com um aumento na demanda, cresce a oferta. Outro ponto levantado é que faltam políticas públicas que desestimulem o uso de drogas. Um dos poucos exemplos de projetos deste tipo vem da própria Polícia Militar, que trabalha com crianças e adolescentes dentro do Proerd (Programa estadual de resistência às drogas).

Importância da população

A comandante do 28º Batalhão, Tenente-Coronel Luciana Rodrigues de Oliveira, destacou que a população tem papel fundamental no combate ao crime. E muitas das apreensões relatadas no início da reportagem aconteceram graças às denúncias populares, anônimas ou não. Ela afirmou que o batalhão recebe, em média, de 30 a 40 ligações por dia. E destacou quais são os procedimentos adotados após a chamada telefônica.

– Todas as vezes que recebemos uma denúncia, o serviço de inteligência analisa previamente, confrontando com informações que já possuímos. Depois, sendo relevante, enviamos ou uma guarnição do serviço reservado ou uma guarnição do serviço ostensivo para verificar, confirmar, prender ou apreender, dependendo do caso. A orientação é para darmos atenção a todas as ligações – disse a comandante.

A comandante destacou que a região é muito grande territorialmente, o que torna impossível para a polícia estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Daí, segundo ela, a importância das denúncias. “Nossa região é muito grande territorialmente e seria impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Por isso a população é tão importante. A população sabe, vê e ouve coisas que nós da Polícia Militar não sabemos”.

Além da apreensão de drogas, Luciana ressaltou que a participação da população foi fundamental para prisão de muitos dos homicidas mais procurados dos últimos tempos em Volta Redonda.

– Se a população lembra, estávamos tendo homicídios na região. Conseguimos prender em um mesmo mês vários autores de homicídios graças a denúncias passadas pela população, nos informando o local, onde estavam, dia e horário em que ficavam num determinado local. Sem essas informações não seria possível prende-los. E o mais importante: quando temos a denúncia, nossas ações podem ser previamente estudadas e melhor executadas, facilitando nossa ação nas ruas e fazendo com que nossos policiais, na sua grande maioria, não precisem realizar disparos de arma de fogo. Um tiroteio é muito perigoso tanto para a população quanto para o bandido, e o nosso objetivo enquanto Polícia é prender – afirmou.

A comandante explicou ainda que há uma diferença entre o 190 e o disque-denúncia. “As ligações realizadas para o Disque Denúncia são anônimas e sigilosas. A pessoa só se identifica se quiser. E também quando repassamos a informação para uma guarnição nunca informamos o dia nem a hora da denúncia, para também não expor o denunciante. O anonimato é garantido. Estamos sempre lembrando o objetivo do 190 e do Disque Denúncia, que são diferentes. No atendimento 190 o solicitante precisa se identificar já no Disque Denúncia, não”, garantiu.

Ela explicou que o 190 é para quem está precisando de ajuda, enquanto o outro telefone (0800 0260 667) é para denúncias a serem examinadas pela polícia. O sistema, garante a comandante, vem sendo aprimorado. “Desde que assumimos em 2019, fizemos algumas mudanças voltadas à melhora do atendimento no 190. Uma delas foi junto com a Prefeitura de Volta Redonda para trazer o 190 para o Ciosp e colocar policiais militares atendendo as ligações, o que não acontecia. Com isso, nosso atendimento melhorou muito, pois ficou mais fácil orientar melhor a população durante as ocorrências e também colher dados passados através do 190”, garantiu.

 

 


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Um comentário

  1. Avatar

    O bairro Jd Belmonte virou ligação direta para o bairro padre josimo, através do loteamento que estão fazendo ali.
    A polícia até que tenta mas a noite eles estão fazendo ali de corredor da droga

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