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Delegada da Deam pede ajuda à Prefeitura de Volta Redonda

Matéria publicada em 6 de janeiro de 2017, 15:00 horas

 


Volta Redonda –  Em meio à visita de cortesia, durante a primeira semana do novo governo municipal, a delegada da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Maria Madalena Carnevale, expôs ao prefeito Samuca Silva e ao secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Joselito Magalhães, os problemas da delegacia. De acordo com a delegada, funcionárias terceirizadas não recebem há quase um ano. Segundo ela, faltam insumos para a realização do trabalho de rotina, como papel, toner de impressora, entre outros. “Eu pago a faxineira, semanalmente, do meu bolso”, contou a delegada, acrescentando que também vem recebendo atrasado.

A assistente social Léa Soledad, é uma das funcionárias que está com o salário atrasado. “Temos que fazer outros serviços para sobreviver, contar com a ajuda da família. Mas o que mais desgasta é que para trabalhar, muitas vezes temos que ir às ruas para pedir ajuda. Estamos trabalhando ainda por amor”, disse.

Os problemas, segundo ela, refletem no atendimento à população. “Essa semana também recebi o comandante do 28º Batalhão da PM e a situação é mesma. Temos vários convênios e podemos apoiar. Vamos fazer o possível para ajudar. A delegada vai enviar uma lista dos materiais mais urgentes e vamos ver em que podemos ser úteis. A população precisa ser bem atendida e o trabalho da Deam é essencial”, comentou Samuca.

Joselito também apontou uma possível ajuda, que possa vir dos empresários da cidade. “As entidades representativas empresariais criaram em novembro o FASP – Fundo de Apoio à Segurança Pública. A intenção era ajudar as polícias militar e civil no período de fim de ano, mas estamos vendo que a situação continua crítica e existe a possibilidade de estendermos esse período de atuação do fundo, então, vou solicitar para incluirmos a Deam”, acrescentou.

Outra visita

A delegada também visitou a secretaria municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. Como a secretaria trabalha em conjunto com a delegacia, a delegada frisou a importância do bom relacionamento entre as partes.

A secretária da pasta, Dayse Penna, confirmou a parceria e já citou novos projetos que vão realizar em conjunto. “Encaminhamos mulheres à Deam e sabemos do bom tratamento que elas recebem lá. Sabemos também da importância desse serviço para a sociedade e firmamos também essa parceria”, concluiu Dayse.

Delegada da Deam fala de problemas que está enfrentando devido à crise (foto: Gabriel Borges - PMVR)

Delegada da Deam fala de problemas que está enfrentando devido à crise (foto: Gabriel Borges – PMVR)


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10 comentários

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    No governo anterior infelizmente se gastava tanto dinheiro desnecessariamente, o cara comprou a imprensa inteira, aluguéis desnecessários, máquina pública virou uma esbórnia. Se gastos desnecessários é possível ajudar sim, parabéns Samuca você já está surpreendendo.

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    Se para parace é certo que o estado iria pagar pois tem muitas categorias que já receberam salários e até 13 salário mas o problema da policia e esse sempre dando um jeitinho de concertar vtr pagando pra trabalhar agora cruza os braços pra ver se não dão um jeito rapidinho agora um ano sem receber e trabalhando tá vivendo de que trabalhando pq estranho isso

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    Antonio Carlos Peludo

    Nossa ao se misturar policia com politica o caldo não é salutar para nenhum dos lados, que o Estado cumpra seu serviço e as Prefeituras os dela, Papel , Toner e limpeza é do Estado a PMVR ja tem gastos demais .BASTA o que falta é que os que rapinaram o Estado devolvam o produto do FURTO QUALIFICADO. Sei que não sera publicado ,mas fiz minha parte.Att: Antonio Carlos Peludo

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      Não teve nada de “política” como o senhor erradamente concluiu. Apenas uma solicitação de socorro de uma instituição PÚBLICA para outra instituição PÚBLICA. Tão simples, tão fácil entender.

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      Sr Antonio Carlos Peludo, a DEAM precisa de ajuda assim como todos os servidores do Estado. Mais que isso, as pessoas atendidas são munícipes e os munícipes precisam ser atendidos.
      FEMINICÍDIO é o crime que mais mata no país. Mas como um homem pode entender não?
      Você não foi parido por mulher, você não dormiu com nenhuma, provavelmente também não se casou com nenhuma, não foi aluno de uma, não foi atendido por médicas, enfermeiras, domésticas, faxineiras…
      Paciência!!! Quem pode entender mesmo, são as mulheres que são menosprezadas, que vêem seus filhos apanharem, serem vítimas, vêem suas filhas serem seviciadas e graças ao bom Deus, têm um local onde podem se expor sem reservas e serem escutadas por um par. Coisa pela qual, a maioria das cidades ainda briga para ter.

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      Feminicídio está muito longe de ser o crime que mais mata. Nos crimes passionais, morrem muito mais homens que mulheres… Homicídios motivados pelo tráfico de entorpecentes são, por larga margem, os de maior incidência…

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    Uma delegacia que poderia ser vinculada a 93ª DP e com essa delegada como adjunta do titular. Já diminuiria o custo de manutenção, o cargo comissionado, e a população manteria o atendimento tão necessário as mulheres e crianças vítimas de violência.

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      Péssima e absurda ideia. O que o senhor propõe vai totalmente na contra mão da filosofia do projeto das delegacias das mulheres que é autonomia,independência, liberdade, garantia e segurança de um organismo voltado para os valores e delicadas questões pertinentes às mulheres, ou seja. é uma especializada !

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      Se fosse para fazer essa “fusão”, desvirtuaria totalmente o propósito que motivou a criação das DEAMs, um retrocesso que nenhum argumento econômico justificaria… É igual juntar num mesmo espaço os banheiros masculino e feminino, ou seja, algo sem cabimento!…

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    sergio luis machado

    A arrecadação é sempre federal e Estadual, mas os problemas e o custos são sempre municipais, e isso não é só a polícia civil e militar, mas também o judiciário e outros órgãos. É aí que sobra dinheiro no governo federal e estadual o que fomenta o desvio de verbas, e falta nos municípios.

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