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Delegada realiza curso de capacitação para agentes da Deam de Volta Redonda

Matéria publicada em 6 de junho de 2019, 18:05 horas

 


Encontro aconteceu na sede da 5ª Risp; temas como, qualidade no atendimento e violência institucional foram debatidos

Encontro foi promovido no auditório da 5ª Risp (Foto: Pollyanna Moura)

Volta Redonda – A delegada da Deam (Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher) de Volta Redonda, Laísa Batista Lara, promoveu no início da tarde desta quinta-feira (06), na sede da 5ª Risp (Região Integrada de Segurança Pública), no bairro Vila Mury, um curso de capacitação para seus agentes. Segundo a delegada, o objetivo do encontro, além de proporcionar conhecimento aos inspetores, foi alertá-los sobre a importância de um atendimento humanizado às vítimas.

– Buscamos melhorar a qualidade do atendimento em nossa delegacia e o objetivo do encontro foi fazer com que nossos agentes entendam o que é a revitimização e o real significado de violência institucional. Às vezes, no momento do atendimento, alguns agentes não sabem que aquela abordagem está sendo feita de uma forma agressiva, e que com isso, estão revitimizando aquela pessoa. O objetivo desse encontro foi esclarecer, ensinar e também orientar os policiais, principalmente sobre a qualidade do atendimento que a Deam deve prestar, ou seja, sempre com muito acolhimento, com muito carinho a todas as vítimas que já chegam muito sofridas – disse.

Além da demonstração de preocupação com a forma que as vítimas são abordadas na delegacia, Laísa fez questão de expressar o zelo que tem com seus inspetores. Ela ressalta que policiais civis da 93ª DP (Volta Redonda) foram convidados para participarem do encontro.

– Me solidarizo muito com os meus policiais. Sou 100% por eles. Eu sempre digo a eles que, se durante o atendimento, alguém estiver nervoso ou cansado, o que é normal porque nosso trabalho é bem desgastante, peço que passe a ocorrência para um colega. Gostaria de ressaltar que convidamos inclusive, os agentes que trabalham na 93ª DP para este encontro – comentou.

Durante o encontro, Laísa apresentou um vídeo com dados estatísticos e depoimentos de vítimas de violência doméstica. Temas como: importunação sexual, ameaça, estupro e assédio, foram abordados. Outra pauta apresentada durante o encontro foi o tipo de abordagem que os agentes devem ter com o público LGBT. A delegada fez questão de ressaltar que os agentes devem se preocupar em perguntar à vítima, como ela gostaria de ser chamada, caso sua identidade de gênero não seja a mesma no seu RG. ‘’Sempre devemos perguntar como a pessoa quer ser chamada e colocar no registro, o nome que ela quer ser chamada. Com seu nome social, inclusive’’, disse.

Delegada fez questão de ressaltar que as vítimas devem ser tratadas com atendimento humanizado (Foto: Pollyanna Moura)

De acordo com a delegada, a ideia do curso é de autoria da coordenadora geral e também delegada, Juliana Emerique. Ela relata que no dia 29 de maio deste ano, a CGDEAM (Coordenadoria Geral das Delegacias Especiais de Atendimento a Mulher) deu início a um ciclo de capacitação para policiais civis que trabalham nas Deams, para que realizem um atendimento mais humanizado às mulheres vítimas de violências.

Proposta é levada a outras regiões do estado

Em Campos, a coordenadora, juntamente com a delegada titular da cidade, Ana Paula de Oliveira Carvalho, iniciaram um curso de capacitação para os inspetores, com uma palestra altamente produtiva sobre bom atendimento e violência institucional e durante o encontro, representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do Poder Legislativo do município, estiveram presentes.

Já na Baixada Fluminense, Mônica Areal, ex-delegada da Deam de Volta Redonda e atualmente, delegada titular da Deam de Nova Iguaçu, realizou uma capacitação interna focando nas especificidades do atendimento nas ocorrências de gênero. E em Nova Friburgo, a delegada Mariana Thomé de Moraes, cumpriu a agenda de capacitação com roda de conversas sobre o tema de violência institucional.

No final do encontro, Laísa comentou sobre a importância da implementação da ‘Sala Lilás’, que é um espaço criado para prestar atendimento especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência física e sexual, e funciona dentro do Instituto Médico Legal (IML). O local é equipado para fazer exames periciais e possui uma equipe multidisciplinar composta por policiais, assistentes sociais e enfermeiras para realizar os atendimentos. A integração dos serviços pretende ajudar as vítimas a se sentirem mais à vontade para relatar e falar sobre a violência sofrida e tem uma ambientação mais acolhedora e aconchegante com mensagens escritas nas paredes e servem de apoio para as vítimas que estão em momentos de extrema fragilidade física e emocional. O projeto é o resultado de uma parceria da Polícia Civil com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde e do Rio Solidário.


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2 comentários

  1. Avatar

    Muito bom!

    O tratamento adequado, tanto humano quanto ao nome, devem ser sempre respeitados para garantir legitimidade para as ações, sem prejuízo a legalidade.

    Basta considerar apenas o dever funcional: ser um Servidor Público autêntico, aquele que serve ao povo.

    Por terem um emprego vitalício muitos, senão 99,9% se portam como reis ou rainhas do cargo público, que o cidadão que lhe paga seus salários não tem qualquer direito.

    • Avatar

      Para verem como os “reis e rainhas do cargo público” se comportam conheçam o Projeto de Lei do Senado n° 116, de 2017 que Dispõe sobre a avaliação periódica dos servidores públicos.

      Eles não querem ser avaliados em 5 oportunidades como INCOMPETENTES, e somente depois disto podem ser demitidos. Vejam lá a votação NÃO ao projeto, que inclusive deu mais um passo ontem.

      Qualquer empregado da iniciativa privada NÃO TEM nenhuma oportunidade de avaliação. Basta a cara feia do patrão para irem para rua. kkkk

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