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Delegado diz que ‘Nem Sapão’ pode ser condenado a mais de 50 anos de prisão

Matéria publicada em 19 de agosto de 2015, 13:26 horas

 


Suspeito de tráfico de drogas passa a responder judicialmente também por crime organizado

sapao

Suspeito: ‘Nem Sapão’ está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio
(Foto: Paulo Dimas)

Volta Redonda – Jhonatan Filipe Saturino da Silva o “Nem Sapão”, 24 anos, passa a responder por mais um crime: organização criminosa. Segundo o delegado titular da 93ª DP (Volta Redonda), Luís Maurício Armond, o suspeito, que está preso desde janeiro no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio, já responde por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte de arma. O policial prevê que, se Sapão for condenado por esses quatro delitos, a soma da pena pode ser de mais de 50 anos.

– Mesmo já estando preso por outros três delitos, ele passa a responder agora por crime organizado, assim com todos os que foram presos durante a operação Guerra Justa – disse Armond, referindo-se à operação ocorrida na semana passada.

Armond disse ainda que Sapão poderá responder por homicídio e tentativa de homicídio já que ele é investigado por mandar matar vários rivais do tráfico.

Um desses rivais foi Deivson Emanuel da Paz, o Psico, de 28 anos, preso no ano passado na cidade mineira de São João Del Rei. O delegado lembrou que o bando de Nem Sapão chegou a expulsar a quadrilha de Psico do Morro da Conquista, também em 2014.

A prisão

“Nem Sapão” foi preso no dia 27 de janeiro, em um ônibus que seguia para Pinheiral, onde passaria uns dias na casa de sua mãe. O suspeito estava com a namorada, de 18 anos. O casal estava vindo de Angra dos Reis, onde o veículo foi interceptado por policiais na RJ-155 (Rodovia Saturnino Braga), em Rio Claro. Com ele, foram apreendidos R$ 2,7 mil e uma pistola calibre 9 milímetros. Ele não reagiu ao ser dada voz de prisão.

Na ocasião, a prisão de “Nem Sapão” era prioridade para a polícia. Ele vinha aterrorizando e expulsando moradores do Morro da Conquista.

A operação

Durante a operação batizada de Guerra Justa, realizada na última sexta-feira, que envolveu 250 policiais civis e contou com o apoio dos Departamentos Geral da Capital, Baixada Fluminense, interior, Delegacias Especializadas e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), Polícia Federal e Guarda Municipal, foram cumpridos 16 mandados de prisão e busca e apreensão. Sete mandados foram cumpridos no Complexo de Gericinó, sendo que um deles foi para “Nem Sapão”.

O delegado ressaltou que durante a operação o dono de uma firma de segurança patrimonial do bairro Volta Grande foi preso suspeito de emprestar a Sapão uma arma para um homicídio.

Armond disse que foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão no combate do tráfico e associação ao tráfico de drogas, não apenas em Volta Redonda e no presídio de Bangu, mas também nos bairros de Realengo e Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, além do município de Nilópolis.

– Nosso objetivo é mostrar que a polícia está atenta a casos como de áudios divulgados em redes sociais, supostamente por bandidos, que dizem dominar o Morro da Conquista, que moradores podem contar com eles e não precisam chamar a polícia. Vamos realizar outras operações assim – disse o titular da 93ª DP.

De acordo com o Armond, as investigações tiveram início há cerca de seis meses. Durante esse período os agentes apuraram ainda crimes de homicídios e extorsão envolvendo grupos criminosos que atuam na região.

– Durante as investigações quatro homens suspeitos de integrar a quadrilha de Nem Sapão foram presos dentro de um carro no bairro Santo Agostinho. Eles estavam com 15 quilos de maconha e R$ 5 mil – lembrou o policial.

Apreensão de drogas

O delegado Luís Maurício Armond afirmou que seria uma ilusão dizer que a polícia vai acabar a curto prazo com o tráfico de drogas. A declaração do policial foi com relação a apreensão na última segunda-feira, em uma casa na Rua Mutirão, no Morro da Conquista, no Santo Agostinho, 139 trouxinhas de maconha, aproximadamente 200 gramas de cocaína, dois rádios de comunicação, vasto material para embalar drogas, além uma touca ninja e uma calça camuflada. A dona da residência, uma mulher, de 50 anos, foi presa. A apreensão ocorreu quatro dias após a operação “Guerra Justa”.

– Seria ilusão dizer que a polícia vai acabar com o tráfico de drogas de uma hora para outra. O tráfico é mutante e muitas pessoas sobrevivem dessa atividade ilícita. Nem mesmo os Estados Unidos, com toda a sua força militar e de estratégica, conseguiram acabar com as drogas. O que nossa polícia faz é desenvolver ações voltadas para combater esse tipo de delito, empregando todo o nosso conhecimento jurídico, logístico e operacional para dar tranquilidade à população – disse Armond.

 


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8 comentários

  1. menos um para prejudicar a cidade deste elemento de alta periculosidade| –

  2. Chuta cachorro morto e mole e o mineiro do jardim cidade do aço ninguém prende o cara continua expulsando morador daqui do bairro .

  3. A foto do cidadão não deveria estar sendo exposta desta maneira, uma vez que o mesmo não foi condenado a crime algum… Pelo contrario esse delegado nao sabe de nada

  4. COM ESSAS LEIS Q PROTEGEM BANDIDO E PENALIZA O TARBALHADOR, ÊLE DEVE ESTAR MORRENDO DE MEDO……….SE NÃO CONSEGUIR, DAQUI A POUCO, UMA VISITINAH P MAMAÃE Q ESTÁ DOENTE, SAIDINHA DO DIA DOS PAIS, SAIDINHA DE NATAL, SAIDINHA P O FILHINHO Q NASCEU, SAIDINHA P COMPRAR BOMBOM !!!!!!!!

  5. ele não disse cumprir , e sim as penas somadas …podem dar ate 150 anos como ja aconteceram em outros casos , mas cumprir é outra historia,,, e mais …querer ensinar a um delegado que mostra que é competente no seu oficio é p la de babaquice acha não???

  6. Errado Delegado na lei brasileira, ninguém pode cumprir mais de 30 anos de cadeia.

    • O delegado não disse nada de errado, apesar da legislação penal atual limitar em 30 anos o regime de reclusão, isso não altera em nada o cálculo da pena que quanto maior aumenta a probabilidade do condenado cumprir efetivamente o tempo máximo. Entendeu quem tá errado cidadão!

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